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domingo, 2 de setembro de 2012

Nada é nada

«O Governo é bastante medíocre. Há excepções, mas são excepções, a governação em geral está longe de responder às dificuldades do momento. A única coisa que unifica a governação são os cortes impostos pelas Finanças. Fora disso não há nada. [...] A única privatização que o PS não aceita é a de tornar o “bloco central” na RTP propriedade do PSD, e, quando lá chegar, não haja nada no “pote”. [...] O PS está-se nas tintas para os Estaleiros de Viana do Castelo, ou a TAP, ou a ANA, mas não se está nas tintas para o controlo da comunicação social pelo PSD. Admite que o PSD, enquanto governa, manda mais do que o PS na comunicação social do Estado, mas quer, quando lá chegar, ter disponíveis os mesmos meios de controlo, para ser a sua vez. É esta relação que tem sido o seguro de vida da RTP.»
Pacheco Pereira, Público, 1 de Setembro (aqui)

domingo, 9 de agosto de 2009

TVI e as notícias que favorecem o Governo

O Jornal Nacional da TVI é aquele que, [de] entre os espaços de informação dos canais generalistas que vão para o ar às 20h, apresenta uma maior incidência de notícias favoráveis [ao] Governo, sendo também a informação com um maior peso de notícias desfavoráveis sobre o PSD. As conclusões são do relatório de regulação de 2008 da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). (...) "Os membros do Governo são apresentados com tom/valência mais favorável em 32,3% na TVI, 30,3% na RTP1 e 28% na SIC", lê-se no relatório ontem publicado pela ERC e que analisou 1377 peças da RTP, 1492 da SIC e 1220 emitidas pela TVI.
[notícia do jornal i, ontem]

sexta-feira, 12 de junho de 2009

António Variações


Artigo de Rui Monteiro na Time Out Lisboa aqui.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Soares diz que ainda há ideologia

Mário Soares ontem à noite no polémico "Prós e Contras", da RTP1:
"Evidentemente, há diferenças de toda a ordem entre a direita e a esquerda, no plano nacional e internacional, no plano da civilização, no plano do tratamento da diferenças religosas, etc. Um socialista de hoje é uma pessoa que acredita na liberdade e no mercado, não num mercado selvagem, mas num mercado que tenha regras. Os socialistas são pelo mercado regulamentado e contra a Globalização selvagem e neoliberal".

segunda-feira, 26 de março de 2007

Serviço público

A RTP suspendeu a emissão online de "Os Grandes Portugueses" a poucos minutos do fim do programa e da divulgação da votação final. Começou a emitir um programa sobre viagens. Valeu a emissão da RTP Internacional, através deste site.

sábado, 3 de março de 2007

Salazar

1 - Centenas de populares de Santa Comba Dão receberam hoje com vivas a Salazar os membros da União de Resistentes Anti-Fascistas, em luta contra a criação do Museu Salazar na cidade. No exterior do salão municipal de Santa Comba Dão, onde a União de Resistentes Anti-Fascistas está reunida para uma sessão de informação contra a criação do Museu, centenas de populares deram vivas a Salazar enquanto os promotores da iniciativa gritavam «25 de Abril sempre, fascismo nunca mais». (Sol)

2 - Os historiadores José Mattoso e Fernando Rosas estão entre os mais de cem intelectuais que constam do abaixo-assinado contra ‘Os Grandes Portugueses’, da RTP 1. Rosas, que sempre foi contra o formato, explicou que com este documento pretende “chamar a atenção para o paradoxo e a manipulação histórica do programa”. (Correio da Manhã)

3 - A União de Resistentes Antifascistas Portugueses vai colocar hoje a circular uma petição contra a criação do museu Salazar, um projecto que define como "um pólo de saudosismo fascista e de revivalismo do regime ilegal e opressor derrubado pelo 25 de Abril de 1974". (Público)

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Seeeeeeeeeeeeeeis minutos em directo

Reportagem em directo de um jantar de mulheres apoiantes do "não" no referendo ao aborto, no Telejornal da RTP, domingo, dia 5:
início do directo: 20h10m
fim do directo: 20h16m

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Esquerda deve chegar a consenso sobre consulta médica e período de três dias antes da prática do aborto, diz Vital Moreira

O constitucionalista Vital Moreira, ontem à noite, no "Prós e Contras" da RTP:

"A clandestinidade que hoje existe não permite à mulher aconselhar-se e tomar uma decisão ponderada. Hoje, a mulher tem de decidir sozinha, nas situações de isolamento mais dramático. (...) Sou a favor de que a decisão da mulher seja informada e de que haja previamente uma consulta com um médico ou com um psicólogo e que haja dois ou três dias, à maneira alemã, antes de o aborto se concretizar. A isto chama-se decisão informada. Não está no [na pergunta do] referendo? É óbvio que não está, nem deveria estar, porque a Constituição o proíbe. A Constituição exige que o referendo seja só sobre questões fundamentais. Tenho a profunda convicção de que se o "sim" vencer, ou, se calhar, ainda antes de haver o referendo, os partidos que são a favor do "sim" irão comprometer-se com uma solução destas. (...) Suscito os partidos que estão por detrás do "sim" para que assumam este desafio como uma questão séria".

sábado, 6 de janeiro de 2007

Janeiras

O "Jornal 2" da RTP passou este sábado duas reportagens sobre os ranchos folclóricos que foram a São Bento e a Belém cantar as Janeiras a Sócrates e a Cavaco, respectivamente.

Ordem das reportagens:
1º: Janeiras em São Bento
2º: Janeiras em Belém

Duração da reportagens:
José Sócrates: 02m00s
Cavaco Silva: 01m19s

domingo, 17 de dezembro de 2006

ERC defende censura, diz Cintra Torres

A deliberação da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) é "um documento negro para a história da liberdade de expressão após o 25 de Abril", escreve Eduardo Cintra Torres no "Público" de hoje.

Não é a primeira vez, tanto quanto sei, que ele se refere à deliberação da ERC, que tem por objecto o artigo "Como se Faz Censura em Portugal", que ele assinou na edição de 20 de Agosto do "Público". Acho que Cintra Torres já tinha falado sobre isso em alguns blogs (no blog "Jornalismo e Comunicação", pelo menos).

Na coluna de hoje, conta a sua versão e dá a entender que ele e o jornal se preparam ou para processar a ERC ou para escrever algum artigo extenso sobre a deliberação: "em breve poderemos desmontar passo a passo a monstruosidade retórica, jurídica, académica e jornalística do documento", escreve.

O comentador e jornalista diz que a ERC nunca deveria ter incluído na mesma análise o seu artigo de Agosto e as posteriores declarações do deputado Agostinho Branquinho sobre o mesmo assunto. Desqualifica a análise de conteúdo feita pela ERC aos telejornais da RTP (análise que determinou grande parte das conclusões incluídas na deliberação) e afirma que a direcção de informação da estação pública foi "favorecida" neste caso.

"Considero este documento [a deliberação da ERC] infame, oriundo de uma entidade marcada pela suspeita da sociedade livre desde a sua origem e que agora confirma as mais negras previsões ao agir sob o signo da desonestidade intelectual, abuso de competências e ao defender a censura no nosso Portugal livre", conclui Cintra Torres.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

RTP é a televisão do Governo, diz Mário Crespo

Mário Crespo, na SIC Notícias: "fica feita a promoção ao programa ["Prós e Contras"], numa estação da oposição".
Foi dito há minutos, durante uma entrevista ao vereador da Câmara de Lisboa José Sá Fernandes, inicialmente excluído de participar no "Prós e Contras" da RTP, hoje à noite, e incluído à última hora. A SIC Notícias é uma estação da oposição, se comparada com a RTP? Obviamente, não se enganou. Crespo queria dizer isso mesmo.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Qualidade do Controlo

A fogosa deliberação da Entidade Reguladora da Comunicação Social, conhecida esta quinta-feira, a qual o director do "Público" já classificou como "infame e gravíssima", teve um voto contra, de Rui Assis Ferreira, e um voto a favor com declaração de voto, de Luís Gonçalves da Silva.

A ERC tem cinco membros no seu conselho regulador. Quatro foram escolha comum do PS e do PSD. Um foi escolhido pelos quatro.

Os nomeados pelos partidos:
Rui Assis Ferreira - antigo administrador da RTP
Luís Gonçalves da Silva - professor na Faculdade de Direito de Lisboa
Estrela Serrano - ex-assessora e ex-professora na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa
Elísio Cabral de Oliveira - professor universitário e ex-director da RTP-Porto

O escolhido pelos nomeados:
José Alberto de Azeredo Lopes - professor na Faculdade de Direito do Porto

Controlo da qualidade

A notícia vem no "Expresso" de hoje:

"A Presidência da República enviou à administração da RTP um “enérgico protesto” pela “falta de qualidade técnica” da transmissão televisiva da mensagem do Chefe de Estado do passado dia 29 que fixou a data do referendo ao aborto. (...) De facto, na noite da transmissão multiplicaram-se os incidentes e os telespectadores do canal público foram mesmo impedidos de ouvir as primeiras frases de Cavaco Silva, dado que nessa altura estava no ar o jornalista destacado para o local. Mais tarde, seriam audíveis ruídos de passos e excertos de conversas entre técnicos e jornalistas, interrupções que perturbaram a leitura da mensagem."

Não percebo. Parece que há dois artigos na Constituição sobre os poderes presidenciais (133º e 134º). Fui lê-los. Há também um artigo (47º) na Lei da Televisão sobre o que deve ser o serviço público. Também li. E continuo sem perceber.

sábado, 4 de novembro de 2006

"Dou-lhe asilo político na Madeira"

Na RTP 1, quinta-feira à noite:

Judite Sousa: sô ‘tor agradecia que respondesse às minhas perguntas...
Alberto João Jardim: Não, e eu agradecia que me deixasse perante os portugueses hoje, já que eu andei censurado estes anos todos, que dissesse perante os portugueses a verdade sobre o que têm andado a ser enganados.
J.S.: Claro, dou-lhe condições para isso.
J.: Muito obrigado, e não esperava outra coisa de si senão isso.

(…)

J.S.: Porque é que o sô ‘tor não aceita que os Açores é uma região mais carenciada do que a Madeira e precisa de mais transferências financeiras…
A.J.J.: Espere, ainda não acabei de lhe explicar… Ó minha senhora eu acabei de dizer… Eu aposto consigo como vou dizer os números todos hoje, mesmo que não me deixe.
J.S.: Não vamos ter tempo para isso.
A.J.J.: Ah, não são muitos.

(…)

J.S.: O seu colega dos Açores diz uma coisa completamente diferente.
A.J.J.: A gente não vai falar de quem não está aqui.
J.S.: O seu colega dos Açores diz que, se tivesse os recursos que o doutor Alberto João Jardim tem tido, a Madeira hoje era mais rica do que é. Como é que o senhor responde a esta crítica do seu colega dos Açores?
A.J.J.: Olhe, o senhor Carlos do Vale César profissionalmente era funcionário do partido Socialista, de maneira que isso é uma conversa de funcionário do PS… Essa coisa de dizer que a minha tia se não tivesse morrido ainda era viva isso é uma tontice, eu não respondo a tontices.

(…)

J.S.: Ó sô ‘tor, mas diga-me o seguinte: esta é uma pergunta que muitos portugueses farão, sô ‘tor: como é que o sô ‘tor Alberto João explica…
A.J.J.: Mas eu não posso responder aos portugueses, porque a senhora interrompe-me.
J.S.: Mas eu estou a fazer perguntas, sô’ tor, uma entrevista pressupõe perguntas e respostas.
A.J.J.: Compreendo, está a ser muito profissional, eu sei que estou com uma profissional muito difícil, está-me a dar luta e parabéns.
J.S.: Como é que o sô ‘tor explica que ao longo dos anos…
A.J.J.: Eu não explico nada.

(...)

J.S.: O sô ‘tor não respondeu à minha pergunta…
A.J.J.: Nem vou responder, se calhar. Vou responder daqui a pouco.
J.S.: Mas é importante, sô ‘tor.

(…)

J.S.: Já que o sô ‘tor considera que esta lei é inconstitucional…
A.J.J.: É que eu tenho aqui muita coisa para lhe contar, que os portugueses andavam enganados…
J.S.: Vamos ver se vamos ter tempo para isso.
A.J.J.: Não é ‘vamos ter tempo’, os portugueses têm o direito de ser informados.

(…)

A.J.J.: Está a defender um governo que mente descaradamente.
J.S.: Não, não, estou a perguntar-lhe… Sô ‘tor, estou a perguntar-lhe. Doutor Alberto João Jardim, eu agradecia que respondesse às minhas perguntas.
A.J.J.: Eu não lhe respondo.

(…)

A.J.J.: Paralelamente, [o governo] perdoa a alguns regimes cleptocratas africanos as dívidas deste regime e a Madeira leva mais uma pancada.
(…)
J.S.: Está a falar da barragem de Cahora-Bassa?
A.J.J.: Estou a falar de tudo, porque os portugueses estão fartos de pagar os africanos.

(…)

A.J.J.: Agora devolvo-lhe a questão: estava a dizer que a Madeira cresceu, a Madeira Cresceu…
J.S.: Mas eu não sou a entrevistada, sô ‘tor.
A.J.J.: Não, não, mas agora entrevisto-a eu, que já tive o prazer de ser jornalista.

(…)

A.J.J.: Agora é que o secretário-geral do partido Socialista teve um resultado iraquiano lá dentro do partido Socialista. Mas... Tem piado, quando eu, na altura...
J.S.: Temos que acabar, sô ‘tor.
A.J.J.: Pois temos, porque eu estava a falar no secretário-geral do partido Socialista.
J.S.: Não, não, não é por isso, já ultrapassei em cinco minutos o nosso tempo.

(…)

J.S.: Obrigada por ter vindo esta noite à "Grande Entrevista"...
A.J.J.: Peço desculpa se falei muito impetuosamente, e...
J.S.: Mas é o seu estilo...
A.J.J.: E vou-lhe fazer um desafio, o desafio final: se sofrer consequências pelo facto de me ter convidado, dou-lhe asilo político na Madeira.
J.S.: (gargalhada). Muito obrigado, doutor Alberto João Jardim por ter estado aqui esta noite.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Sem confusões

OPINIÃO
A propósito dos dois posts anteriores, um esclarecimento, que evite mal-entendidos: a Fundação Aga Khan faz parte da Aga Khan Development Network, que se define como uma organização não religiosa. É uma organização ligada à comunidade ismaelita, ou seja, à de muçulmanos xiitas (15% do total de muçulmanos no mundo, segundo a Wikipedia), fiéis ao Corão.

Já a Arábia Saudita, apesar da aproximação aos EUA na chamada Guerra ao Terrorismo, é uma monarquia absolutista ou, como dizia Mário Soares, segunda-feira, na RTP1, uma teocracia.

Não é nossa opinião que muçulmanos (quaisquer facções) e terroristas sejam uma e a mesma coisa. Fala-se em jihad, esquerda, Freitas do Amaral, Fundação Aga Khan e Arábia Saudita porque as notícias o justificam.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

A Esquerda e Jihad

OPINIÃO
A propósito do post anterior (a afinidade entre Freitas do Amaral e o Islão) e a propósito também do debate entre Pacheco Pereira e Mário Soares (ontem à noite, no Prós e Contras, RTP1), valerá a pena ler este artigo de um especialista em assuntos do Médio Oriente.
A tese de Fred Halliday é a de que a esquerda e o fundamentalismo islâmico estão próximos desde o início do século XX. O tom do artigo é crítico em relação à esquerda. Mas o autor termina com moderação:
"The habit of categorising radical Islamist groups and their ideology as “fascist” is unnecessary as well as careless, since the many differences with that European model make the comparison redundant. It does not need slogans to understand that the Islamist programme, ideology and record are diametrically opposed to the left – that is, the left that has existed on the principles founded on and descended from classical socialism, the Enlightenment, the values of the revolutions of 1798 and 1848, and generations of experience. The modern embodiments of this left have no need of the “false consciousness” that drives so many so-called leftists into the arms of jihadis."

Um brilhozinho nos olhos

OPINIÃO
No Público de hoje.

"O primeiro-ministro, José Sócrates, nomeou, ontem, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Freitas do Amaral para representar o Estado português na comissão de coordenação que vai instalar o protocolo de cooperação com a Fundação Aga Khan. O ex-governante ficará assim responsável por uma matéria em cuja preparação teve parte activa. (...) Foi Freitas do Amaral, juntamente com o primeiro-minisro, José Sócrates, quem assinou o protocolo, em Dezembro de 2005.".

Recordemos a reportagem do Expresso de 6 de Maio, "No Reino de Maomé", assinada por Cândida Pinto e Rui Ochôa. Era sobre a visita de Freitas do Amaral a Riade, na Arábia Saudita. Esteve reunido com o rei Abdullah bin Abdul Aziz e com o seu homólogo, Saud Al-Faisal. Assinaram um acordo de cooperação. "Deste reino, Freitas do Amaral leva os olhos bem cheios do brilho que o ouro negro permite", escreve a jornalista.

Não serve esta evocação para insinuar coisa alguma. Serve para dizer dizer que a notícia do Público só confirma a afinidade do ex-ministro com o Islão. E que a nomeação do Governo é tudo menos transparente.