FACTOS
Uma mulher ganhou o Booker Prize 2006. O mais importante prémio literário britânico vai para Kiran Desai, pelo livro "The Inheritance of Loss", anunciou o júri na BBC1, há poucos minutos. A autora, a mais jovem de sempre a ser distinguida com este prémio, não está traduzida em Portugal ou no Brasil.terça-feira, 10 de outubro de 2006
Ajuntar e corrigir
Em relação a este post: pode a entrevista não conter propriamente revelações, mas num texto anexo ficámos a conhecer duas novidades importantes: Cesariny vai expor na Perve Galeria, em Lisboa, no início de Novembro, e deverá publicar, pela mesma altura, um novo livro, "Timothy McVeigh - O Condenado à Morte" (livro de "poesia pintada", escreve osemanário). No documentário de Gonçalves Mendes, "Autografia" (2004), Cesariny mostrava precisamente um livro manufacturado sobre McVeigh.
Sobre este outro post: ao contrário do que se se escreveu, Amália foi notícia na imprensa escrita portuguesa no dia em passaram sete anos sobre a sua morte. A revista Êxito, do Correio da Manhã, deu voz à sobrinha do marido de Amália.
Sobre este outro post: ao contrário do que se se escreveu, Amália foi notícia na imprensa escrita portuguesa no dia em passaram sete anos sobre a sua morte. A revista Êxito, do Correio da Manhã, deu voz à sobrinha do marido de Amália.
Regresso
OPINIÃO
O RepórterX (de Jorge Van Krieken) voltou a funcionar. O novo artigo critica José Manuel Fernandes, director do Público, e explica como é que se faz jornalismo de investigação em Portugal. Excerto:"Durante todos estes anos os media continuaram a publicar muitos processos em 'segredo de justiça', rapidamente se montou um verdadeiro negócio da denúncia, em que jornalistas sem escrúpulos são “pagos” em notícias, nunca validadas, porque isso é demasiado trabalhoso e, pior, pode colocar em causa a fonte e o 'negócio'. Editores sem escrúpulos ganham dinheiro e poder com isso, sem se preocuparem com a verdade nem com quem destroem. Esta é a realidade de boa parte da 'investigação jornalística' em Portugal: uma fraude."
Wal-Mart (1)
FACTOS
A maior cadeia de hipermercados do Mundo, a Wal-Mart, apoia os Republicanos americanos nas próximas presidenciais, diz a Slate. Voltaremos à Wal-Mart, em breve.domingo, 8 de outubro de 2006
O Cesariny depois telefona
FACTOS E OPINIÃO
O Sol, que só amanhã terá online a edição de sábado, entrevistou Mário Cesariny. Para quem o conhece bem, não será novidade o que diz na entrevista. Depois do belíssimo documentário que sobre ele fez Miguel Gonçalves Mendes (apresentado em fins de 2004) e da movimentação louca da imprensa à volta do poeta-pintor, a propósito desse documentário, poucas serão sempre as novidades que o ouviremos dizer. No entanto, na parte final da entrevista vem um esclarecimento importante. Como é que sobrevivia? "Gastando o menos possível", revela Cesariny. Depois, perguntam-lhe pela imortalidade. E ele confirma que, aos 83 anos, ainda está em forma: "quando lá chegar, telefono".Importa saber como é que Cesariny sobrevivia? Talvez importe se se tiver em conta que ele se considerava um vagabundo e se orgulha, a cada passo, de ter escrito todos os poemas na rua ou no café, nunca em casa...
Reproduzimos a página da revista do Sol onde está a parte final da entrevista feita por Vladimiro Nunes. As fotos são de João Francisco Vilhena.
(dá para clicar na imagem e ampliá-la)
Assassinada
A jornalista Anna Politkovskaya foi assassinada este sábado em Moscovo, noticia o Observer. Há vários anos que fazia reportagens sobre a guerra na Tchechénia. Escreveu também um biografia de Putin e dois livros onde denunciava a morte de civis pelas tropas russas na Tchechénia. O Observer sugere, sem citar fontes, que Anna Politkovskaya terá sido morta pelos serviços secretos russos, a pedido do presidente Putin. Foi encontrada sem vida em casa, junto a uma arma e quatro balas.
De acordo com a Associated Press, trata-se do mais grave crime contra jornalistas na Rússia desde 2004, quando apareceu morto o editor da Forbes russa.
[actualização: José Milhazes escreve sobre o tema no seu blog. O correspondente do Público na Rússia diz que costumava ler os artigos de Anna Politkovskaya sobre a Tchechénia por conterem "informações fidedignas" e afirma que a liberdade de expressão na Rússia "é cada vez mais um fantasma".]
De acordo com a Associated Press, trata-se do mais grave crime contra jornalistas na Rússia desde 2004, quando apareceu morto o editor da Forbes russa.
[actualização: José Milhazes escreve sobre o tema no seu blog. O correspondente do Público na Rússia diz que costumava ler os artigos de Anna Politkovskaya sobre a Tchechénia por conterem "informações fidedignas" e afirma que a liberdade de expressão na Rússia "é cada vez mais um fantasma".]
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
Nada a declarar
OPINIÃO
Está disponível a edição de Novembro da Vanity Fair. A capa já aparece no site oficial, embora os conteúdos que aí constam sejam ainda os do número de Outubro. O destaque principal desta revista de esquerda é o actor George Clooney (um perigoso esquerdista
segundo o comentador e mega-estrela da Fox News Bill O'Reilly). Mas o que parece ter mais interesse, pela raridade, é o que a discreta chamada de capa no canto inferior direito anuncia: o último manuscrito perdido de Truman Capote. Será que a Vanity Fair publica o manuscrito ou conta apenas a história desse desaparecimento? Ou será que se trata de outra coisa qualquer? Logo se verá, quando, com o atraso do costume, a revista chegar às bancas portuguesas.
A propósito, Amália Rodrigues morreu há sete anos. A 6 de Outubro de 1999. Morreu e parece que depois disso nunca mais os portugueses viram o fado como dantes. Apareceu uma Mariza e as coisas mudaram, modernizaram-se, democratizaram-se. Amália morreu há sete anos e Truman Capote morreu há 26. Números, quer num caso, quer no outro, pouco redondos. Diz-se, e a prática confirma-o, que à imprensa só interessam efemérides redondas. Os decénios, os vinténios, os quartos de séculos, os séculos, por aí fora. O mais, não costuma ser recordado.
A consulta da edição de sexta-feira de vários jornais portugueses com versões online confirma essa tese. Nenhum se lembrou de Amália. E até haveria o que dizer. Parece que a Câmara Municipal de Santa Comba Dão, contou o Sol na semana passada, quer criar um Museu Oliveira Salazar e entre o espólio consta um postal que a fadista lhe enviou. Que postal é esse? Está inédito? É um com quadras da sua autoria, de que ela fala na biografia de Pavão dos Santos? A relação Amália/Estado Novo é tão comentada quanto desconhecida.
Pelos vistos, para os americanos, mesmo que um artista, como Capote, tenha morrido há "x" anos pouco redondos, vale sempre a pena dar-lhe uma capa de uma revista dita superficial quando há coisas novas a dizer sobre ele.
Para os portugueses, não.
segundo o comentador e mega-estrela da Fox News Bill O'Reilly). Mas o que parece ter mais interesse, pela raridade, é o que a discreta chamada de capa no canto inferior direito anuncia: o último manuscrito perdido de Truman Capote. Será que a Vanity Fair publica o manuscrito ou conta apenas a história desse desaparecimento? Ou será que se trata de outra coisa qualquer? Logo se verá, quando, com o atraso do costume, a revista chegar às bancas portuguesas.A propósito, Amália Rodrigues morreu há sete anos. A 6 de Outubro de 1999. Morreu e parece que depois disso nunca mais os portugueses viram o fado como dantes. Apareceu uma Mariza e as coisas mudaram, modernizaram-se, democratizaram-se. Amália morreu há sete anos e Truman Capote morreu há 26. Números, quer num caso, quer no outro, pouco redondos. Diz-se, e a prática confirma-o, que à imprensa só interessam efemérides redondas. Os decénios, os vinténios, os quartos de séculos, os séculos, por aí fora. O mais, não costuma ser recordado.
A consulta da edição de sexta-feira de vários jornais portugueses com versões online confirma essa tese. Nenhum se lembrou de Amália. E até haveria o que dizer. Parece que a Câmara Municipal de Santa Comba Dão, contou o Sol na semana passada, quer criar um Museu Oliveira Salazar e entre o espólio consta um postal que a fadista lhe enviou. Que postal é esse? Está inédito? É um com quadras da sua autoria, de que ela fala na biografia de Pavão dos Santos? A relação Amália/Estado Novo é tão comentada quanto desconhecida.
Pelos vistos, para os americanos, mesmo que um artista, como Capote, tenha morrido há "x" anos pouco redondos, vale sempre a pena dar-lhe uma capa de uma revista dita superficial quando há coisas novas a dizer sobre ele.
Para os portugueses, não.
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