quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Cavaco na SIC - 2

RELAÇÃO COM SÓCRATES
"Sei onde é que devo parar. Acompanho a actividade do Governo com muita exigência, acho que devo fazê-lo. Dou as minhas opiniões, respeitando as competências do Governo."
ALUSÃO A SOARES NA PRESIDÊNCIA
"Nunca utilizarei o veto como arma de arremesso. Não quero fragilizar o Governo. Nunca me passará pela cabeça passar esta ou aquela rasteira ao Governo."

Cavaco na SIC - 1

IMPOSTOS
"Não temos mais nenhum espaço para aumentar impostos."
JUSTIÇA
"Quando cheguei [à Presidência] Encontrei um elevadíssimo grau de crispação entre os agentes judiciários e o Governo. Esse grau de crispação desapareceu. Posso ter dado algum contributo, não sei."
LEI DAS FINANÇAS REGIONAIS
"Demasiado ruído tem envolvido essa questão. A minha Casa Civil e eu próprio temos acompanhado. Foram atendidas algumas sugestões apresentadas."
ABORTO
"Tenho 20 dias para tomar decisão sobre se convoco ou não convoco o referendo."
FORÇAS ARMADAS
"Uma manifestação de militares não é a melhor forma de resolver os problemas. A manifestações não posso, como é óbvio, dar o meu apoio."

Excerto da entrevista de Vítor Serpa ao "Meios e Publicidade"

Foi neste ponto da entrevista (publicada no jornal "M&P" de 3 de Novembro; conduzida por Hugo Real) que a coisa descarrilou:

M&P: A Bola é dos poucos títulos de âmbito nacional que não consta do relatório da APCT. Porquê?
Vítor Serpa: O motivo é claramente decidido pela administração do jornal. Se me perguntar se concordo, digo que sim... Pelo nosso conhecimento, e será também o das entidades reguladoras do mercado, é cada vez mais fácil manipular as informações oficiais sobre as vendas e sobre o controle das vendas dos jornais em Portugal.

M&P: Não confia nos dados da APCT?
VS: Não! Claramente que não e digo-o com toda a franqueza, porque tenho conhecimento que não são fiáveis. Não digo que a APCT não seja fiável e não tenha uma visão honesta e credível...

M&P: Está a dizer que são os meios que manipulam as informações...
VS: Claramente! E conheço 500 maneiras de se poder alterar esses dados e nalguns casos conheço até a maneira como está a ser feito.

M&P: Sem dados da APCT, a única indicação que o mercado tem surge dos dados do Bareme, onde a liderança tem sido repartida com o Record. Não seria benéfico, mesmo para os anunciantes, conhecerem os números de vendas do jornal?
VS: A administração decidiu cumprir escrupulosamente aquilo que é determinado pela Lei da Imprensa. E isso é que sejam publicadas as tiragens correctas dos jornais, as médias de cada mês... As médias que a Bola publica garanto que são correctas até à unidade, não garanto as de outros, mas garanto que as da Bola o são.

M&P: Quanto vende a Bola?
VS: Não é fácil dizer quanto vende em média mas, neste momento, falando dos números que reportam a Agosto, aproxima-se dos 100 mil exemplares diários.

Controlos

A APCT anunciou hoje que vai processar o director de "A Bola", Vítor Serpa, porque este terá feito afirmações "susceptíveis de atingir o bom-nome da associação e a consideração que é devida aos seus associados”.

O Blogouve-se é que nos chamou a atenção para o assunto, na segunda-feira, 13.

Vítor Serpa disse numa entrevista ao Meios e Publicidade (o site pede registo) que conhece "500 maneiras de alterar os dados da APCT”. O jornal "A Bola" não faz parte da APCT.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

"Nos hace falta un poco más de locura"

Mário Cesariny foi entrevistado pelo correspondente do El País em Lisboa. A entrevista saiu no domingo. "Nos hace falta un poco más de locura. Los surrealistas se están haciendo demasiado racionalistas", diz o poeta-pintor. Novidade: a publicação pelo diário espanhol de um dos desenhos ("cadáveres esquisitos") que Cesariny tem expostos na galeria Perve em Lisboa. Este:
O texto que resulta da entrevista só podia ser bom, porque é de Cesariny que se trata. E é bom. Só foi pena que o jornalista se tivesse enganado na grafia de vários nomes: Teixiera de Pascoaes, Cruzeiro Eixas, João Penharanda.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Portugal capitulou perante o crime organizado

A propósito desta notícia do "Diário Económico", João Cravinho disse esta noite na "SIC Notícias" que o Estado português foi capturado pela corrupção e pelo crime organizado e já capitulou.
O vídeo:


Médicos em concursos?

Os médicos Francisco Ibérico Nogueira e Serafim Ribeirinho Soares vão participar num novo 'reality show' da TVI, em que os concorrentes se submetem a mudanças estéticas, diz o "Público" de domingo. E a Ordem dos Médicos não tem nada a dizer?