quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Afinal?

O Museu Berardo vai receber dos contribuintes 500 mil euros por ano para comprar espólio que fica nas mãos do empresário. O CCB acaba com a Festa da Música porque não tem 850 mil euros (custo da do ano passado) para a fazer (só mais 350 mil do que aquilo que vai parar aos bolsos de Berardo). E Mega Ferreira diz que a Festa acaba porque o Ministério da Cultura retirou 600 mil euros do orçamento do CCB (pouco mais ou menos aquilo que vai parar aos bolsos de Berardo).
Já agora: Mega Ferreira e Carmona Rodrigues não tinham dito em público que a Câmara de Lisboa e o CCB iam colaborar até 2008 para que a Festa da Música não acabasse?
É tudo sinistro. E, no entanto, tudo encaixa.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

E agora?

Que dirão desta notícia os demagogos do costume, que acham que o mundo é um gráfico de barras e que tudo é permitido em nome das audiências?

Dr. Preciso de Ajuda com estreia modesta
A TVI estreou no late-night da passada sexta-feira o reality-show Dr. Preciso de Ajuda, tendo o primeiro episódio do novo formato da estação de Queluz obtido uma audiência média de 6,1% e um share de 31,4%, representativos de um universo médio de 506.700 telespectadores.

Com estes valores, Dr. Preciso de Ajuda ocupou, no dia de estreia, a 21.ª posição do ranking de programas mais vistos pelos portugueses, ultrapassando o nível de audiência alcançado no mesmo período horário pelo filme Tirar Vidas, emitido pela RTP1 (4,1%), mas ficando aquém dos valores obtidos pela novela Jura, emitida pela SIC (6,6%).

De acordo com os dados da Mediamonitor trabalhados pela mediaedge:cia, a análise ao perfil socio-demográfico do público que acompanhou esta estreia revela que a maioria do público foi composto por mulheres (64,5%), pela classe C2 (30,1%) e pela faixa etária situada entre os 25 e os 54 anos (43,3%).
Adriano Nobre, Meios & Publicidade, 21/11/06

Espanto

O DN de segunda-feira diz que os grande empresários "criam os seus próprios tribunais, em qualquer canto, com juízes por si escolhidos, e pagos a peso de ouro". Não sabia. E quase que aposto que pouca gente sabe.

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Pergunta do referendo ao aborto não é clara, diz Miranda

Jorge Miranda, esta noite, na SIC Notícias:
- A Constituição é erradamente evocada quando estão em causa apenas questões políticas
- As sucessivas revisões da Constituição não a têm desvirtuado
- As novas taxas moderadoras na Saúde podem ser inconstitucionais
- Um lei das finanças regionais aprovada no Continente não põe em causa as autonomias
- A pergunta do referendo ao aborto não é clara
- Os direitos fundamentais ainda estão garantidos, ao contrário do que acontece nos EUA ou Grã-Bretanha.

O vídeo:

A luzes da cidade

Podia ser nos subúrbios de Lisboa? Podia. Mas é nos de Paris. Fotografias de Dom Garcia, publicadas pelo Le Monde.
Quem mora ali? Porquê? É gente feliz ou triste?

domingo, 19 de novembro de 2006

Olhar a tortura

A Slate publica hoje desenhos de Fernando Botero, inspirados nas fotografias da tortura na prisão de Abu Graib. Este é um deles.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Cavaco na SIC - 3

Evidentemente, a pergunta faz todo o sentido: não se sentirão defraudados os que votaram num Presidente de direita, quando o Presidente de direita dá agora todo o apoio a um Governo socialista? Quem a fez foi Maria João Avillez, ontem à noite, na SIC, ao entrevistar Cavaco Silva. Ele respondeu que está a fazer aquilo a que se comprometeu na campanha eleitoral e ninguém lhe pode apontar uma única falha.

A pergunta faz todo o sentido. O que não faz sentido é que um Governo socialista governe à direita, reformando sem a mínima sensibilidade social, submisso perante os grandes interesses. Os eleitores de Cavaco não têm razões para pensar em fraude. Os deste Governo é que sim.