terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Politécnico pode unir-se à Universidade de Lisboa

A Universidade de Lisboa e o Instituto Politécnico de Lisboa vão fundir-se numa só instituição dentro dos próximos dez anos, adianta hoje o "Diário Económico". (...) A proposta (...) foi já aprovada no senado da Universidade de Lisboa e no conselho geral do Instituto Politécnico de Lisboa. (fonte: Público online)

Luís Amado vai ao Parlamento explicar voos da CIA

Lisboa, 06 Fev (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, vai ser ouvido no Parlamento no próximo dia 16 sobre a polémica dos voos da CIA em Portugal, disse à agência Lusa o presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais.

Um "nê" no quadradinho

No Diário de Notícias, hoje:

"Chego lá e ponho um "nê" no quadradinho, não é um "ésse", é um "nê". Explica o senhor Felisberto no adro da pequena igreja de São Romeu, uma localidade do distrito de Bragança que fica a 16 quilómetros de Mirandela. "Pois, pois", respondem os outros. "Aqui, não deve ninguém votar no 'sim', aqui é toda a gente pela vida."
(...)
Fátima Miranda, 40 anos, funcionária do Instituto Piaget, é uma das mais novas e mais defensoras do "não". "Só fica grávida quem quer, até há a pílula do dia seguinte", justifica, perante o olhar de aprovação das duas filhas que estudam no mesmo instituto, Inês (Fisioterapia), 19 anos, e Helena (Enfermagem), de 22.
(...)
Felisberto Augusto, 75 anos, cinco filhos e nove netos, acrescenta outro argumento: "Aqui é tudo PSD, é o partido do Cavaco e o Cavaco já disse que votava "não".

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Director do Público terá sido apanhado de supresa

Sobre a saída de Mário Mesquita do Público (neste post) o "Jornalismo e Comunicação" pediu um comentário a José Manuel Fernandes. O director do jornal diz-se "surpreendido" com o texto de Mesquita. Revela que o confrontou com alterações no vencimento e na periodicidade da coluna (coisa de que Mesquita não falou no seu texto), e confirma que lhe sugeriu que o assumir funções numa fundação coloca em causa a sua liberdade de opinador.
No mesmo comentário, Fernandes anuncia que todos os colunistas com ligações a partidos políticos vão ser convidados a sair, nomeadamente Vítor Dias (PCP), Manuel Queiró (PP), Paulo Rangel (PSD) e Teixeira Lopes (BE).

MP investiga voos da CIA

O Ministério Público decidiu esta segunda-feira abrir um inquérito-crime sobre a alegada utilização de Portugal para voos ilegais da CIA de transporte de prisioneiros.
A revelação foi feita pela procuradora-geral adjunta, Cândida Almeida, que chefia o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), no final de uma reunião com o procurador-geral da República, Pinto Monteiro. Diário Digital/Lusa

Seeeeeeeeeeeeeeis minutos em directo

Reportagem em directo de um jantar de mulheres apoiantes do "não" no referendo ao aborto, no Telejornal da RTP, domingo, dia 5:
início do directo: 20h10m
fim do directo: 20h16m

Mário Mequita deixa de ser cronista no Público porque se sente indesejado

Mário Mesquita disse este domingo adeus ao "Público" com uma crónica amarga, onde acusa o director do jornal de o considerar uma voz "inconveniente". Na íntegra:

O director deste jornal, José Manuel Fernandes, manifestou-me esta semana as suas dúvidas acerca da compatibilidade entre as funções de membro do Conselho Executivo da Fundação Luso-Americana, que vou assumir em breve, e a condição de colunista do Público. Do meu ponto de vista, não me parece haver qualquer incompatibilidade no plano ético ou jurídico. Existem, felizmente, nos jornais portugueses, colunistas que desempenham funções políticas, partidárias, religiosas, associativas, empresariais e outras, o que só contribui - presumo - para assegurar o pluralismo e a diversidade no espaço público. O próprio Presidente do Conselho Executivo da FLAD é colunista regular do Diário de Notícias. Permiti-me mesmo ironizar, dizendo qualquer coisa como isto: "Por acaso, até me parece que V. é mais pró-americano do que eu...".
José Manuel Fernandes comunicou-me que tencionava consultar o Conselho de Redacção sobre o assunto. Não sei se já teve ocasião de o fazer. Em todo o caso, após alguma meditação, decidi solicitar, desde já, a rescisão do contrato que me liga ao Público até Dezembro do corrente ano. Não por considerar que exista incompatibilidade ou conflito de interesses, mas por deduzir que o director do Público considera inconveniente a minha colaboração no jornal. E isso é quanto me basta: não gostaria de continuar a escrever num jornal onde a minha presença não é desejada.
Esta coluna começou a ser publicada em Dezembro de 1998, o que significa que possui mais de 8 anos de existência. Gostaria de tê-la prolongado até ao 10° aniversário, mas não foi possível. Ao contrário de muita gente, não tenho ilusões sobre o poder de influência dos artigos de opinião publicados na imprensa, que considero limitado, nem aceito a validade científica do conceito de "opinionmaker", que me parece corresponder aos paradigmas da comunicação em vigor durante a Segunda Guerra Mundial. Não escrevona perspectiva do "fazedor de opinião" (ou, como se diz em linguagem corrente, tendo por objectivo de "fazer a cabeça dos outros"), ideia que me parece duplamente negativa (para quem lê, mas igualmente para quem escreve), mas com o objectivo de partilhar opiniões e de contribuir para o debate público.
A terminar esta colaboração dominical, transmito, aos leitores regulares, irregulares ou casuais, a minha gratidão, com especial destaque para os que - concordando ou discordando dos meus pontos de vista - manifestaram, de viva voz ou por escrito, a sua opinião. Desejo igualmente agradecer a todos os directores, editores, jornalistas, secretárias e outros trabalhadores do Público, a eficiência e simpatia com que sempre me ajudaram a cumprir a minha (modesta) tarefa. Parafraseando Ed Murray, boa tarde e boa sorte.

ACTUALIZAÇÃO AQUI.