terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Gemas na Independente
Drácula liberta pedófilo
Treptow, 44 anos, beneficiou de um artigo do código penal romeno que permite a redução da pena a detidos que sejam autores de obras científicas, indicou fonte judicial.
Segundo o seu advogado, Liviu Bran, o historiador escreveu um livro de 400 páginas intitulado "A vida e época de Vlad Dracul", o personagem histórico do século XV que inspirou a lenda do vampiro Drácula.
"Treptow é o primeiro detido a beneficiar desta lei, que foi mudada em Outubro de 2006", declarou Bran à AFP. (RTP/Lusa)
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
"Guerra não é entre fumadores e não-fumadores mas entre proibidores e não-proibidores"
A minha admiração pelos fumadores tem crescido desde que cobardemente deixei de fumar há dois anos. Haverá minoria mais acossada? Haverá perseguição mais legitimada por tudo o que é organismo? É tão violenta a propaganda que já é raro encontrar um fumador que não queira deixar de fumar e não se despreze um bocadinho por não conseguir.
Fumar em paz - até com a própria consciência - é uma actividade em vias de extinção.
Não é por deixar de praticar um desporto que uma pessoa se desinteressa dele e eu lá vou seguindo, com um mínimo de tristeza, as novidades do mundo do tabaco. Enquanto os charutos ainda são tolerados (porque, parafraseando selvaticamente Lenine, não fazem mal aos pobres), os cigarros já fazem parte de um mundo «underground», discutidos em áreas cada vez mais recônditas da Internet.
Os cigarros estão agora na situação fascinante da pré-ilegalidade, como a cocaína nos tempos entusiastas de Freud ou o LSD durante a primeira metade dos anos 60.
Mesmo em minha casa, apesar dos meus protestos (como entusiástico fumador passivo que sou), criam-se alegres células tabaqueiras de onde sou cruelmente excluído. Sempre que cá vêm as minhas filhas, por exemplo. Agrupam-se à volta de um cinzeiro com a minha mulher e puxam das bisbilhotices e das galhofas. Apenas oiço as risotas do fundo do corredor.
A exclusão tem dois sentidos. É bom lembrar isso. Os ex-fumadores, sobretudo, têm a obrigação moral de velar pelos direitos daqueles que ainda fumam. Ou virão a fumar.
Nem que seja pelo seguinte: verdadeira guerra não é entre fumadores e não-fumadores mas entre proibidores e não-proibidores. Há por aí muita coisa agradável cuja proibição facilmente se justificaria médico-socialmente. Se o tabaco for proibido, os proibidores avançarão para outras coisas. E depois de conseguirem proibir as mais óbvias (como o álcool), passarão às mais íntimas.
Pense numa coisa que gosta de fazer e que talvez possa fazer mal (ou somente não fazer bem) a si e/ou aos outros e/ou ao Planeta. Também há-de haver quem a queira proibir. Hoje é o tabaco; amanhã será isso tudo.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
É tudo mentira
O vídeo:
Manifs
Sócrates não quer perder votos
José Sócrates: Já cá faltava essa pergunta. Quero deixar isto claro: não temos uma agenda de casos fracturantes. Nem estamos obcecados por casos fracturantes. Esta matéria do aborto clandestino era um problema social muito sério, e a IVG constava, aliás, dos programas de vários partidos há muitos anos. Não está na nossa agenda dedicarmo-nos agora, com base neste êxito, a casos fracturantes só pela paixão da fractura. Neste capítulo, um dos pontos que também foi favorável ao «sim», foi termos explicado com clareza que não estávamos a fazer nenhum experimentalismo social. O que acho que os portugueses queriam neste referendo era virar uma página e acabar de vez com esta polémica.
Entrevista de Cândida Pinto, João Garcia e Nuno Saraiva, Expresso 17/02/2007
Poetas
amanhã não falaremos disto
depois acordei-te
beijei-te com os lábios a tremerem de abelhas
tu continuaste a dormir indiferente ao mel
levantei-me e deambulei pelo quarto
rente às paredes sem saber por onde fugir-me
(...)
Al Berto
"Apresentação da Noite", 2006