sábado, 10 de março de 2007

Novidades nas revistas

Uma revista nova em Portugal e dois novos números de duas revistas de moda e tendências é isto o que de mais interessante se encontra (em distribuição gratuita) na edição da Modalisboa que começou na quinta-feira e termina este domingo, no Museu de História Natural, em Lisboa.

A revista nova é a Neo2. Versão portuguesa de um título espanhol, que também se encontrava em algumas lojas portuguesas, dedica-se à divulgação do design e da moda. A direcção é de Nuno Rodrigues (partilhada com Mauricio Sorin) e a edição é de Sofia Afonso Ferreira. Tanto quanto se percebe, a maior parte dos conteúdos são traduções da versão original, o que se lamenta.
As outras duas revistas são a Dif (as cores negras da capa, abaixo, são, na realidade, douradas; muito bem pensado o 'dossier Londres', sobre a noite, clubbers, DJs e estrelas da velha guarda)
e a Zoot (vai no número seis, é trimestral, e está melhor: mais editoriais de moda, textos mais pequenos, grafismo ainda mais apurado).

quinta-feira, 8 de março de 2007

Cartas de Hemingway queimadas pela mulher

Ernest Hemingway descarregou a sua ira em várias cartas escritas a pessoas com as quais se zangou, mas não chegou a enviá-las e a sua mulher, Mary, acabou por as queimar, em Cuba, onde se encontravam, cumprindo a última vontade do escritor. Esta foi uma das revelações feitas por Valerie Hemingway, secretária do escritor desde 1960 até à sua morte, e actualmente jornalista, numa conferência no Instituto Internacional de Jornalismo José Martí. (RTP/Lusa)

quarta-feira, 7 de março de 2007

Novo romance de Miguel Sousa Tavares em breve

“Estou a escrever um livro há dois anos que gostaria muito de terminar até ao Verão, mas, até chegar à última página, não sei se o termino. Nunca percebi os escritores que antes de começarem a escrever já anunciam que vão ter o livro pronto em quatro meses. Eu só consigo escrever quando chego a uma fase em que percebo que já não há volta dar e que o livro vai mesmo para a frente. E, mesmo aí, pode acontecer que chegue ao fim, não esteja satisfeito e não o queira publicar” - Miguel Sousa Tavares ao "Correio da Manhã", hoje

Simplex adias apoios pontuais para as artes

No Público, hoje:

O sistema informático do Instituto das Artes (IA) não está preparado para receber as candidaturas ao Programa de Apoio a Projectos Pontuais de 2007, mas os prazos de três áreas artísticas abrangidas pelo concurso (Arquitectura, Artes Plásticas e Design) estão a contar desde sexta-feira, dia 2. Orlando Farinha, subdirector do IA, não sabe quando estará solucionado o problema e, sem se comprometer com datas, diz-se convencido de que "dentro de um ou dois dias" o sistema estará a funcionar. Garante que os candidatos às três áreas não serão prejudicados e que novas datas serão anunciadas, embora não esclareça quando. Nos anos anteriores, o concurso teve sempre início em Dezembro e não em Março, como agora. Farinha reconhece os atrasos, mas esclarece que a lei permite ao IA dar início aos chamados "apoios pontuais" até ao fim de Março de cada ano. A principal razão da abertura tardia foi a estreia do sistema de candidaturas electrónicas, que passou a ser obrigatório. B.H.

Morrem dois jornalistas por semana desde 1996

Nos últimos dez anos foram assassinados em todo o mundo mil jornalistas, o que representa uma média de duas mortes por semana, revelou um estudo do Instituto Internacional para a Segurança da Imprensa (INSI) divulgado a 6 de Março em Londres.
No período temporal abrangido pelo estudo (de Janeiro de 1996 a Junho de 2006), os países mais perigosos para o exercício do jornalismo foram o Iraque (138 mortes), a Rússia (88), a Colômbia (72) e as Filipinas (55). (Sindicato dos Jornalistas)

terça-feira, 6 de março de 2007

Consumo não mudou o mundo

Assim pensava Jean Baudrillard:

Toda a ideologia do consumo pretende levar-nos a crer que entrámos numa era nova e que uma «Revolução» Humana decisiva separa a Idade dolorosa e heróica da Produção da Idade eufórica do Consumo, em cujo seio se faz justiça ao Homem e aos seus desejos. Nada disso. Quando se fala de Produção e Consumo
trata-se de um só e idêntico processo lógico de reprodução amplificada das forças produtivas e do respectivo controlo. Tal imperativo, que pertence ao sistema, passa para a mentalidade, para a ética e ideologia quotidiana eis a grande astúcia — na sua forma inversa: sob a capa de libertação das necessidades, do desabrochamento do indivíduo, de prazer e abundância, etc. Os temas da Despesa, do Prazer, do Não-cálculo («Compre agora, pagará mais tarde») revezaram os temas «puritanos» da Poupança, do Trabalho, do Património. Mas, só na aparência é que nos havemos com uma Revolução Humana: na realidade, trata-se da substituição para uso interno, no quadro de um processo geral e de um sistema que no essencial não mudou, a partir de determinado sistema de valores para outro que se tornou (relativamente) ineficaz. O que poderia constituir uma nova finalidade transformou-se, depois de esvaziado do conteúdo real, em mediação constrangida da reprodução do sistema.
As necessidades e as satisfações dos consumidores são forças produtivas, actualmente forçadas e racionalizadas como as outras (forças de trabalho, etc.). O consumo, onde quer que o explorámos (com dificuldade), revelou-se, contra a intenção da ideologia vivida, como dimensão de coacção (...).

"A Sociedade de Consumo", Jean Baudrillard, Edições 70, 1995 (p. 82)

Jean Baudrillard est mort

Morreu hoje o sociólogo e filósofo francês Jean Baudrillard, de 77 anos. Ficam como referência absoluta as suas reflexões sobre o mundo actual e, em particular, sobre o consumo. Notícia no Libération.