quinta-feira, 17 de maio de 2007

Sócrates aprendeu de ouvido

"A designação de António Costa para Lisboa ergue a suspeita de que Sócrates quis remover um émulo poderoso. Manigância com antecedentes: lembremo-nos das ciladas a Mário Soares e a Manuel Alegre. Maquiavel advertiu que, em política, não há moral. Sócrates não leu: mas aprendeu de ouvido.
Os limites e as confusões deste aviltamento convidam-nos a concluir que, com cavalheiros de tal porte, tudo se resume a ganhar ou a perder". Baptista-Bastos, Diário de Notícias, ontem

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Constitucionalista dá razão ao protesto de Helena Roseta

- A escolha de uma data para a realização de eleições não pode excluir a apresentação de nenhum tipo de candidaturas. A opinião é do constitucionalista Alves Correia. Este antigo juiz do Tribunal Constitucional e professor da faculdade de Direito da Universidade de Coimbra dá razão aos protestos apresentados por Helena Roseta. Rádio Renascença

- O Movimento Partido da Terra (MPT) e a candidata independente Helena Roseta recorreram esta quarta-feira para o Tribunal Constitucional (TC) da decisão do Governo Civil de Lisboa de marcar para 01 de Julho as eleições intercalares na câmara da capital.
TSF

- O ministro da Presidência considerou que a anunciada candidatura de Helena Roseta à Câmara de Lisboa «não é uma boa notícia», pois dividirá os votos à esquerda. À SIC Notícias, Pedro Silva Pereira disse que, mesmo assim, o PS está confiante na candidatura de António Costa. TSF

PS tem medo de disputar eleições em Lisboa

Manuel Alegre, citado pelo "Diário de Notícias" de hoje, sobre a marcação das eleições na Câmara Lisboa para o dia 1 de Julho:
"É uma decisão infeliz, ilegal, imoral, inconstitucional, tomada pela governadora-civil, que depende do ministro da Administração Interna", declarou Alegre ao DN. "Esta data, marcada para prejudicar Helena Roseta, é uma distorção da democracia e põe em causa a genuinidade do voto popular", considerou Alegre, acrescentando: "Sou de outro PS. O partido que ajudei a construir não tinha medo de disputar eleições."

terça-feira, 15 de maio de 2007

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Helena Roseta sente-se prejudicada

Helena Roseta, que quer candidatar-se como independente à câmara de Lisboa, anunciou hoje que vai recorrer da data escolhida para as eleições, 1 de Julho, para o Tribunal Constitucional, porque a considera ilegal.

Em conferência de imprensa, no hotel Altis, a ex-militante socialista acrescentou que vai alertar o Presidente da República, Cavaco Silva, da decisão do Governo Civil de Lisboa.

De acordo com Roseta, a data escolhida pelo Governo Civil "fere o princípio da legalidade, porque coarcta um direito de todos os partidos, que é o de constituir coligações eleitorais", o que, com eleições dia 1 de Julho, só é possível até ao fim do dia de hoje.

Roseta acusou PS e PSD de terem defendido a data de 1 de Julho, que a obriga a apresentar até à próxima segunda-feira as quatro mil assinaturas para concorrer às eleições através de um grupo de cidadãos, para "ganhar na secretaria o que não vão conseguir ganhar nas urnas". Público online

"Os espaços para escrever ou publicar vão diminuindo"

Eduardo Prado Coelho fala sobre o medo em Portugal. No "Público", hoje:

"Se considerarmos o ambiente geral que se vive no país, a sensação é de inquietação, frustração ou medo. Todos estão um pouco inquietos porque os espaços para escrever ou publicar vão diminuindo. Todos estão frustrados porque muitas vezes não encontram os interlocutores adequados (veja-se o caso dos professores). Todos estão algo pressionados porque têm medo de perder o emprego e nestas circunstâncias o melhor é estar quieto. E podemos dizer que todos estão ainda impressionados com o facto de se estar a acentuar um clima em que as empresas privadas dominam sobre os serviços públicos e portanto os mais variados interesses económicos aparecem à frente de tudo o resto."

domingo, 13 de maio de 2007

Helena Roseta já está na rua

No "Público", hoje:

Helena Roseta já está na rua, menos de uma semana depois de se ter demitido do PS e de ter lançado a sua candidatura à Câmara de Lisboa, apoiada pelo Movimento Cidadãos por Lisboa. A primeira acção de recolha de assinaturas (o número mínimo é de quatro mil) aconteceu ontem, ao final da manhã, à porta do edifício que irá albergar a sua sede de campanha, na Rua das Portas de Santo Antão. Os seus apoiantes instalaram uma banca para recolher as assinaturas, mas Roseta não ficou quieta um segundo. Entrou em lojas e interpelou os transeuntes: "Bom dia, eu sou a Helena Roseta. Se nos quiser ajudar a viabilizar a minha candidatura à Câmara de Lisboa...", dizia. "Tem de ser pesca à linha", explicou aos jornalistas, antes de se dirigir a mais pessoas, que, àquela hora, rumavam para os restaurantes da zona. Ao fim de uma hora, contavam-se perto de 100 signatários, enquanto no Chiado e no Rossio os seus colaboradores angariavam mais apoios. O interior da futura sede (rés-do-chão e 1.º piso) está muito degradado, mas as obras de recuperação (é este o "preço" pela ocupação do prédio) estão para breve. Roseta quer ali demonstrar como se pode fazer "pedagogia sobre os fogos devolutos" da capital. Maria José Oliveira