domingo, 20 de maio de 2007

Directora de museu faz publicidade a banco

Quem dirige um museu do Estado e veicula, nessa qualidade, mensagens publicitárias age na legalidade? Ou, melhor: quem dirige um museu do Estado acha que fazer publicidade é eticamente correcto, independentemente do que diga a lei?

A directora do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), Dalila Rodrigues, responderia "sim" às duas perguntas.

Na edição de ontem do "Expresso", aparece citada numa página de publicidade, com as seguintes frases: "Com as actividades previstas para a Noite dos Museus pretende-se uma abordagem mais diversificada, apelativa e contemporânea do tema Arte e Paisagem. Evidentemente, esta programação é apenas possível com o apoio do Millenium bcp".

Mas perante quem responde Dalila Rodrigues: perante o banco em causa, que é mecenas exclusivo do MNAA, ou perante o ministério da Cultura, que a nomeou para o cargo (em Setembro de 2004)?

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Eleições em Lisboa foram suspenas

O Tribunal Constitucional (TC) decidiu anular a decisão sobre a data das eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa. A deliberação foi tomada após a análise do requerimento do Partido da Terra, que protestava contra a falta de tempo para a constituição de coligações.
O acórdão foi aprovado com apenas um voto contra entre os 12 conselheiros em funções no Palácio Ratton. Idêntico protesto da candidata independente Helena Roseta não chegou a ser apreciado, já que os juízes consideraram que o objectivo era semelhante ao do Partido da Terra. Expresso

ACTUALIZAÇÃO: A governadora civil de Lisboa, Adelaide Rocha, marcou ontem à noite uma nova data para as eleições intercalares para a Câmara Municipal da capital portuguesa: 15 de Julho. Público

Sondagem dá 13,5% a Helena Roseta

Helena Roseta não se mostrou surpreendida pelo facto de aparecer em terceiro lugar nas intenções de voto no Barómetro DN/TSF/Marktest na corrida à Câmara Municipal de Lisboa, apesar de este estudo ainda incluir Carmona Rodrigues como candidato.
A candidata independente, que reúne para já 13,5 por cento dos votos, considera que esta sondagem a responsabiliza ainda mais perante os lisboetas e que este estudo é «estimulante e reconfortante», apesar de apenas estar «há nove dias no terreno». TSF

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Sócrates aprendeu de ouvido

"A designação de António Costa para Lisboa ergue a suspeita de que Sócrates quis remover um émulo poderoso. Manigância com antecedentes: lembremo-nos das ciladas a Mário Soares e a Manuel Alegre. Maquiavel advertiu que, em política, não há moral. Sócrates não leu: mas aprendeu de ouvido.
Os limites e as confusões deste aviltamento convidam-nos a concluir que, com cavalheiros de tal porte, tudo se resume a ganhar ou a perder". Baptista-Bastos, Diário de Notícias, ontem

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Constitucionalista dá razão ao protesto de Helena Roseta

- A escolha de uma data para a realização de eleições não pode excluir a apresentação de nenhum tipo de candidaturas. A opinião é do constitucionalista Alves Correia. Este antigo juiz do Tribunal Constitucional e professor da faculdade de Direito da Universidade de Coimbra dá razão aos protestos apresentados por Helena Roseta. Rádio Renascença

- O Movimento Partido da Terra (MPT) e a candidata independente Helena Roseta recorreram esta quarta-feira para o Tribunal Constitucional (TC) da decisão do Governo Civil de Lisboa de marcar para 01 de Julho as eleições intercalares na câmara da capital.
TSF

- O ministro da Presidência considerou que a anunciada candidatura de Helena Roseta à Câmara de Lisboa «não é uma boa notícia», pois dividirá os votos à esquerda. À SIC Notícias, Pedro Silva Pereira disse que, mesmo assim, o PS está confiante na candidatura de António Costa. TSF

PS tem medo de disputar eleições em Lisboa

Manuel Alegre, citado pelo "Diário de Notícias" de hoje, sobre a marcação das eleições na Câmara Lisboa para o dia 1 de Julho:
"É uma decisão infeliz, ilegal, imoral, inconstitucional, tomada pela governadora-civil, que depende do ministro da Administração Interna", declarou Alegre ao DN. "Esta data, marcada para prejudicar Helena Roseta, é uma distorção da democracia e põe em causa a genuinidade do voto popular", considerou Alegre, acrescentando: "Sou de outro PS. O partido que ajudei a construir não tinha medo de disputar eleições."

terça-feira, 15 de maio de 2007