quinta-feira, 24 de maio de 2007

A praia e a casa de Amália

















Qualquer coisa não bate certo, nisto. O diário gratuito Oje publicou esta quinta-feira um artigo sobre turismo rural na Casa da Seiceira, na herdade do Brejão (São Teotónio, costa alentejana). Assinado por Paula Oliveira Silva, o artigo tem por título "Ecos de Amália" e dá a entender que essa Casa da Seiceira
é a mesma que serviu de casa de férias a Amália Rodrigues.

"No tempo dos avós do actual proprietário, eram 70 e poucos hectares, mas 40 foram para a tia Francisca e cerca de 11 para Amália", lê-se. Seguem-se várias linhas sobre as estadas de Amália naquela zona. "A passagem da cantora por este local valeu-lhe o nome de uma praia, vizinha da do Carvalhal e do Porto de Pesca da Azenha do Mar."

Se se comparar o conteúdo do artigo do "Oje" com a notícia "Dói ver o estado em que está a casa de Amália, no Brejão", que Carlos Dias assinou no "Público" a 30 de Julho do ano passado, descobrem-se duas contradições.

Primeira: a casa de férias que pertenceu a Amália está ao abandono e é propriedade da Fundação Amália Rodrigues. Logo, não pode estar a servir para fazer turismo rural. Segunda: é à praia do Carvalhal que se costuma chamar "praia da Amália", não existindo, portanto, uma outra praia ao lado dessa a que tenha sido dado o nome da fadista.


Aceitam-se outras explicações.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

A polémica exagerada, segundo Soares

"Biografia de Günter Grass: A Passo de Caranguejo", de Miguel Oliveira, foi publicado esta semana pela Parceria A. M. Pereira.
Há um testemunho de Mário Soares, que não se diz se é inédito. Excerto:

"A polémica que se levantou a propósito do seu último livro ["Beim Hauten der Zwiebel"], onde introduziu a revelação (tardia) de que pertenceu, no final da guerra, a uma unidade das tristemente célebres SS, tem sido, a meu ver, muito exagerada. É óbvio que o picante da "confissão" resulta de ter sido ocultada durante muitas décadas, durante as quais Günter Grass se tornou numa espécie de "consciência moral e crítica" da Alemanha do pós-guerra e, depois da queda do muro de Berlim, crítico virulento da reunificação alemã.
Não creio, contudo, que haja tanta razão para censurar Günter Grass. É preciso perceber o tempo de tragédia em que viveu, adolescente, nos últimos meses que precederam o colapso de Hitler. Günter Grass tinha 17 anos e foi incorporado nas SS, em pleno caos militar e político. Terá ele tido então consciência efectiva do que eram - e tinham sido - as SS? Não creio. Liberto do pesadelo, não terá funcionado o mecanismo psicológico natural do esquecimento e da rejeição em relação ao horror das últimas semanas da guerra?" Mário Soares

Roseta com 15 mulheres e 11 homens

Foi ontem divulgada a lista completa de candidatos do movimento Cidadãos por Lisboa às eleições na Câmara de Lisboa. Lista aqui.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Helena Roseta divulga amanhã nomes da lista

Helena Roseta formalizou hoje a sua candidatura como independente a presidente da câmara de Lisboa, com a entrega de 5546 assinaturas e de uma lista de candidatos que disse ser "diferente" mas cuja divulgação remeteu para amanhã.

A ex-militante do PS entregou as assinaturas — mais do que as quatro mil exigidas por lei — e a lista dos candidatos para concorrer às eleições através do movimento Cidadãos Por Lisboa por volta das 15h00, no Palácio da Justiça.

À saída, Helena Roseta apresentou o mandatário da sua candidatura, o geólogo Galopim de Carvalho, que foi director do Museu Nacional de História Natural, e o mandatário financeiro, José Pedro Salema, que é seu irmão. Público online

domingo, 20 de maio de 2007

Directora de museu faz publicidade a banco

Quem dirige um museu do Estado e veicula, nessa qualidade, mensagens publicitárias age na legalidade? Ou, melhor: quem dirige um museu do Estado acha que fazer publicidade é eticamente correcto, independentemente do que diga a lei?

A directora do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), Dalila Rodrigues, responderia "sim" às duas perguntas.

Na edição de ontem do "Expresso", aparece citada numa página de publicidade, com as seguintes frases: "Com as actividades previstas para a Noite dos Museus pretende-se uma abordagem mais diversificada, apelativa e contemporânea do tema Arte e Paisagem. Evidentemente, esta programação é apenas possível com o apoio do Millenium bcp".

Mas perante quem responde Dalila Rodrigues: perante o banco em causa, que é mecenas exclusivo do MNAA, ou perante o ministério da Cultura, que a nomeou para o cargo (em Setembro de 2004)?

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Eleições em Lisboa foram suspenas

O Tribunal Constitucional (TC) decidiu anular a decisão sobre a data das eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa. A deliberação foi tomada após a análise do requerimento do Partido da Terra, que protestava contra a falta de tempo para a constituição de coligações.
O acórdão foi aprovado com apenas um voto contra entre os 12 conselheiros em funções no Palácio Ratton. Idêntico protesto da candidata independente Helena Roseta não chegou a ser apreciado, já que os juízes consideraram que o objectivo era semelhante ao do Partido da Terra. Expresso

ACTUALIZAÇÃO: A governadora civil de Lisboa, Adelaide Rocha, marcou ontem à noite uma nova data para as eleições intercalares para a Câmara Municipal da capital portuguesa: 15 de Julho. Público

Sondagem dá 13,5% a Helena Roseta

Helena Roseta não se mostrou surpreendida pelo facto de aparecer em terceiro lugar nas intenções de voto no Barómetro DN/TSF/Marktest na corrida à Câmara Municipal de Lisboa, apesar de este estudo ainda incluir Carmona Rodrigues como candidato.
A candidata independente, que reúne para já 13,5 por cento dos votos, considera que esta sondagem a responsabiliza ainda mais perante os lisboetas e que este estudo é «estimulante e reconfortante», apesar de apenas estar «há nove dias no terreno». TSF