Amigos e admiradores de Cruzeiro Seixas preencheram com pinturas, desenhos ou poemas 315 telas que, a partir do dia 08 de Setembro, e até 14 de Outubro, poderão ser vistas na Galeria municipal Alberto Bual, na Amadora. (...) Entre os que aderiram ao projecto figuram Alfredo Margarido, Ana Hatherly, António Carmo, Cargaleiro, Chichorro, José Ruy, Kira, Mário Silva, Mário Soares, Eurico Gonçalves, Fernando Tordo, H.Mourato, Jaime Isidoro, Otelo Saraiva de Carvalho, Paco Bandeira, Troufa Real e Victor Belém. Lusaquarta-feira, 5 de setembro de 2007
Cruzeiro Seixas homenageado por amigos
Amigos e admiradores de Cruzeiro Seixas preencheram com pinturas, desenhos ou poemas 315 telas que, a partir do dia 08 de Setembro, e até 14 de Outubro, poderão ser vistas na Galeria municipal Alberto Bual, na Amadora. (...) Entre os que aderiram ao projecto figuram Alfredo Margarido, Ana Hatherly, António Carmo, Cargaleiro, Chichorro, José Ruy, Kira, Mário Silva, Mário Soares, Eurico Gonçalves, Fernando Tordo, H.Mourato, Jaime Isidoro, Otelo Saraiva de Carvalho, Paco Bandeira, Troufa Real e Victor Belém. Lusaterça-feira, 4 de setembro de 2007
Entrevistas de Verão
Nas democracias representativas, as únicas que funcionam, é fundamental preservar tempos lentos, silêncios e discrições. Uma sociedade em que tudo se soubesse, numa espécie de transparência total, seria sempre totalitária. Uma sociedade em que tudo acontecesse em tempo real seria sempre dominada pelo espectáculo, pelas pulsões mais imediatas. Esta reflexão encontra-se nos Federalist Papers. Quando os homens que fundaram os EUA discutiram o que é a democracia perceberam uma série de regras fundamentais. Uma delas é: quanto maior for o poder dos representantes mais longos terão de ser os seus mandatos. Isto para permitir que tomem decisões impopulares. A democracia não é apenas a soberania popular, o exercício do voto. É a conjugação do voto com a lei e com a possibilidade de haver decisões racionais que sejam impopulares. Se for apenas o exercício da vontade popular temos uma demagogia e não uma democracia. Hoje, as tecnologias de comunicação são potencialmente demagógicas. Trazem imensas vantagens para a democracia, mas se não houver uma reflexão sobre o seu uso acabam por ter um efeito demagógico, logo totalitário. Quando ouço falar em democracia mediática acrescento que a ‘democracia mediática’ não é democracia. Quando se afirma que na Internet e no Second Life há uma democracia directa, lamento dizê-lo, mas ‘democracia directa’ não é democracia.
Pacheco Pereira, Diário Económico, 24/08/2007
A integração dos jornais em grandes grupos económicos restringe a nossa liberdade?
Mas isso é resultado da globalização e do mercado livre, que permite tudo. Hoje, qualquer pessoa chega a director de jornal com uma rapidez impressionante, qualquer pessoa começa a escrever artigos de opinião. Não pode ser! Perde-se completamente a credibilidade. Se calhar sou anacrónico, penso de outra maneira, sou de outro tempo… Mas eu trabalhei em grandes jornais, e aquelas redacções metiam medo, porque cada um vigiava o outro. Era um jornalismo que recusava essa grande tese da distanciação; era um jornalismo da proximidade o que nós fazíamos. Aliás, não entendo essa coisa da distanciação quando a única coisa que o jornalismo pode ser é justo, procurar a justeza das coisas. Quanto mais aproximados estamos, mais entendemos os factos.
Quando fala de proximidade não está a referir-se a uma proximidade geográfica… Digo isto, porque os jornais têm investido em edições múltiplas, com destaques diferentes para cada região do país…
Não, não. Falo de aproximação no sentido do compromisso com o leitor. A tese da distanciação é como se o jornalista não tivesse nada a ver com a notícia, como se o director e o chefe de redacção não tivessem nada a ver com o jornalista, e o jornal não tivesse a ver com nada. A distanciação é absurda.
Baptista-Bastos, Jornal de Notícias, 10/08/2007
A blogosfera não é particularmente generosa consigo. Li que é "fria", "ambiciosa", que se comporta como "oficial da Gestapo" e que "persegue os seus 15 minutos de fama". Fica magoada com o que se foi começando a escrever sobre si? A inveja é a melhor terapia dos preguiçosos. A blogosfera diz tudo isso a meu respeito. Mas eu gostava de conhecer jornalistas que já tivessem abandonado bons tachos como eu tinha no Expresso; que já se tivessem demitido de revistas como a “Grande Reportagem”, após ter sido despedido o director [Joaquim Vieira] com o qual eu tinha sido convidada a trabalhar, que foi despedido por razões políticas e não jornalistas, e na sequência do qual me demiti, ficando um ano no desemprego. Estas são as minhas maiores glórias no exercício do jornalismo e não sei se muita gente as tem.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
O azeite espanhol e o português
Os espanhóis (os maiores produtores mundiais de azeite) vendem o azeite deles em França desta forma: "Directly coming from Andalousia, this organic extra-virgin olive oil La Amarilla de Ronda is a must-have for your kitchen, not only because of the great can designed by Philippe Stark. Just make your choice between Suavo and Intenso". A Collete, uma loja parisiense de revistas e artigos de design, vende o La Amarilla de Ronda. Não consta que o azeite português se saiba exportar assim. A maior parte das empresas ou cooperativas produtoras nem site tem, quanto mais embalagens desenhadas por Philippe Stark. Apesar disso, vale a pena espreitar isto.sábado, 1 de setembro de 2007
Imagens erradicadas
"A verdadeira história da guerra no Iraque está a ser erradicada da imprensa mainstream" pelas "corporações que controlam o acesso às imagens", dizia ontem, em conferência de imprensa [Brian de Palma]. O filme [Redacted] é "a tentativa de mostrar ao público americano o que se está a passar no Iraque. Essa realidade está hoje disponível na Internet, mas era necessário trazê-la a um público mais diversificado. Só posso esperar isto: que as imagens, a partir do momento em que são conhecidas, façam parar a guerra". "Público", hojesexta-feira, 31 de agosto de 2007
Há dez anos

CD 1
1.My Insatiable One
2.To the Birds
3.Where the Pigs Don't Fly
4.He's Dead
5.Big Time
6.High Rising
7.Living Dead
8.My Dark Star
9.Killing of a Flash Boy
10.Whipsnade
11.Modern Boys
12.Together
13.Bentswood Boys
14.Europe Is Our Playground
CD 2
1.Every Monday Morning Comes
2.Have You Ever Been This Low?
3.Another No One
4.Young Men
5.Sound of the Streets
6.Money
7.W.S.D.
8.This Time
9.Jumble Sale Mums
10.These Are the Sad Songs
11.Sadie
12.Graffiti Women
13.Duchess
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Vaidade na cidade
A cidade proibida deste livro é a alta sociedade lisboeta de hoje, de que faz parte Martim, personagem principal. Uma alta sociedade (classe média alta, como lhe chama Pitta, que "tem preconceitos mas não dinheiro que chegue") em que Rupert, namorado de Martim, tenta entrar. Não consegue e desiste da relação."Cidade Proibida" serve como guia da vida gay dos ricos da Lisboa de hoje. São surpreendentes as alusões a Francisco Louçã/Paulo Portas e a Diogo Infante (p. 107).