"Soledad" tem letra da poetisa brasileira Cecília de Meireles e música de Oulman. Nunca foi editado em disco alegadamente porque a filha da poetisa, detentora dos direitos de autor, não permite.
"Fados" estreia-se em Portugal a 27 de Setembro.
Marc Jacobs junta-se a Noami Campbell na Harper's Bazaar de Setembro. Diz a revista que ele está recuperado, depois de uma cura de desintoxicação de álcool e droga. No texto, assinado por J. J. Martin (as fotos são de Jean-Paul Goude), Jacobs fala sobre o anacronismo da(s) moda(s):
Amigos e admiradores de Cruzeiro Seixas preencheram com pinturas, desenhos ou poemas 315 telas que, a partir do dia 08 de Setembro, e até 14 de Outubro, poderão ser vistas na Galeria municipal Alberto Bual, na Amadora. (...) Entre os que aderiram ao projecto figuram Alfredo Margarido, Ana Hatherly, António Carmo, Cargaleiro, Chichorro, José Ruy, Kira, Mário Silva, Mário Soares, Eurico Gonçalves, Fernando Tordo, H.Mourato, Jaime Isidoro, Otelo Saraiva de Carvalho, Paco Bandeira, Troufa Real e Victor Belém. LusaA integração dos jornais em grandes grupos económicos restringe a nossa liberdade?
Mas isso é resultado da globalização e do mercado livre, que permite tudo. Hoje, qualquer pessoa chega a director de jornal com uma rapidez impressionante, qualquer pessoa começa a escrever artigos de opinião. Não pode ser! Perde-se completamente a credibilidade. Se calhar sou anacrónico, penso de outra maneira, sou de outro tempo… Mas eu trabalhei em grandes jornais, e aquelas redacções metiam medo, porque cada um vigiava o outro. Era um jornalismo que recusava essa grande tese da distanciação; era um jornalismo da proximidade o que nós fazíamos. Aliás, não entendo essa coisa da distanciação quando a única coisa que o jornalismo pode ser é justo, procurar a justeza das coisas. Quanto mais aproximados estamos, mais entendemos os factos.
Quando fala de proximidade não está a referir-se a uma proximidade geográfica… Digo isto, porque os jornais têm investido em edições múltiplas, com destaques diferentes para cada região do país…
Não, não. Falo de aproximação no sentido do compromisso com o leitor. A tese da distanciação é como se o jornalista não tivesse nada a ver com a notícia, como se o director e o chefe de redacção não tivessem nada a ver com o jornalista, e o jornal não tivesse a ver com nada. A distanciação é absurda.
Baptista-Bastos, Jornal de Notícias, 10/08/2007
A blogosfera não é particularmente generosa consigo. Li que é "fria", "ambiciosa", que se comporta como "oficial da Gestapo" e que "persegue os seus 15 minutos de fama". Fica magoada com o que se foi começando a escrever sobre si? A inveja é a melhor terapia dos preguiçosos. A blogosfera diz tudo isso a meu respeito. Mas eu gostava de conhecer jornalistas que já tivessem abandonado bons tachos como eu tinha no Expresso; que já se tivessem demitido de revistas como a “Grande Reportagem”, após ter sido despedido o director [Joaquim Vieira] com o qual eu tinha sido convidada a trabalhar, que foi despedido por razões políticas e não jornalistas, e na sequência do qual me demiti, ficando um ano no desemprego. Estas são as minhas maiores glórias no exercício do jornalismo e não sei se muita gente as tem.
Os espanhóis (os maiores produtores mundiais de azeite) vendem o azeite deles em França desta forma: "Directly coming from Andalousia, this organic extra-virgin olive oil La Amarilla de Ronda is a must-have for your kitchen, not only because of the great can designed by Philippe Stark. Just make your choice between Suavo and Intenso". A Collete, uma loja parisiense de revistas e artigos de design, vende o La Amarilla de Ronda. Não consta que o azeite português se saiba exportar assim. A maior parte das empresas ou cooperativas produtoras nem site tem, quanto mais embalagens desenhadas por Philippe Stark. Apesar disso, vale a pena espreitar isto.
"A verdadeira história da guerra no Iraque está a ser erradicada da imprensa mainstream" pelas "corporações que controlam o acesso às imagens", dizia ontem, em conferência de imprensa [Brian de Palma]. O filme [Redacted] é "a tentativa de mostrar ao público americano o que se está a passar no Iraque. Essa realidade está hoje disponível na Internet, mas era necessário trazê-la a um público mais diversificado. Só posso esperar isto: que as imagens, a partir do momento em que são conhecidas, façam parar a guerra". "Público", hoje