segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

No tempo em que os cigarros eram bons

Este anúncio foi publicado há quase 39 anos na revista "Science & Vie". Na mesma edição, número 625, de Outubro de 1969, há mais dois anúncios do género (encontrei este nº há uns anos, num alfarrabista).
Vale a imagem pelo que diz de como o mundo muda. Até a "Science & Vie", que à época era a mais importante publicação sobre ciência e tecnologia, é hoje uma sombra.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Coisas

As instruções de Armani:
The photographer (...) has been fiercely instructed that Mr Armani must be shot only with a dark background ("to preserve the definition of his white hair"), from the left side ("his best side") and with minimal lighting ("to prevent shine"). The Independent, hoje

Cardoso Pires ainda vive:
Chama-se ‘Edições Nelson de Matos’ e é uma nova editora, que se estreia no próximo mês. É uma pequena editora que surge contra a corrente de concentrações que está em vias de repartir o mercado entre meia dúzia de mega-editoras. (...) O título inaugural promete fazer algum furor: um inédito de José Cardoso Pires, um dos mais marcantes ficcionistas da segunda metade do século XX, várias vezes sugerido para Nobel da Literatura. Chama-se ‘Lavagante’ e, como Nelson de Matos explicou, “é o único texto inédito que deixou”. Expresso, ontem

sábado, 26 de janeiro de 2008

Já tardava

Claro, como já não sabe o que fazer à vida, o ministro da Saúde agora acha que o resto país (não ele, claro) é que tem de gerir o ministério. E os jornalistas, esses malvados, deviam era estar calados:
"Eu quero pedir aos portugueses e aos meios de comunicação social que, em vez de descredibilizarem uma instituição que custou tanto tempo a criar, ajudem a melhorar as relações entre o INEM e os bombeiros."
Correia de Campos

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Serviço de urgência quê?

O ministro da Saúde tem tantas dificuldades em comunicar (é o que se diz por aí) que nem no nome das coisas consegue ser claro.
Quem sabe o nome exacto dos novos serviços de urgência que ele quer abrir não sei onde? Serviço de Urgência Básico ou Serviço de Urgência Básica? O Governo alinha
numa e noutra versões. Os jornais também oscilam entre o feminino e o masculino.
Qual a versão certa?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A estratégia do Santana

E se dizer isto fizer parte da estratégia de comunicação?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Elvis e Byron eram profundamente femininos

"Enquanto personas sexuais revolucionárias, Byron e Elvis tiveram um estilo juvenil e de maturidade: primeiro uma ameaça perturbante, depois uma urbana magnanimidade. As suas maneiras quotidianas eram varonis e delicadas. (...) Byron e Presley imprimiram a sua marca no mundo, veículos de uma força titânica; no entanto, eram profundamente emotivos e sentimentais, num sentido feminino."
(…)
Byron e Presley eram ambos famosos pela sua robustez atlética e, contudo, tanto um como o outro sofriam de achaques crónicos que de algum modo nunca chegaram a empanar o brilho das suas feições ou da sua vigorosa beleza. Ambos lutaram constantemente contra a tendência para engordar. Presley perdeu a batalha já no final da vida. Ambos morreram prematuramente, Byron aos trinta e seis, Presley aos quarenta e dois. A autópsia de Byron revelou um coração dilatado e uma degeneração do fígado e da vesícula biliar, inflamação cerebral e obliteração das suturas cranianas. Pres­ley tinha também o coração dilatado e sofria de uma degeneração do fígado e do cólon. Em ambos os casos, uma tremenda energia física juntava-se, estranhamente, a uma desordem dos órgãos internos, como uma revolta do organismo. As drogas que Presley tomava foram um sintoma, não uma causa. De um ponto de vista psico-genético, Byron e Presley praticaram a feminina arte da autodebilitação.""Personas Sexuais: Arte e Decadência de Nefertiti a Emily Dickinson"
Camille Paglia

tradução de José Miguel Silva; edição Relógio d'Água, 2007

Se não é legislador, cale-se

"O director-geral da Saúde representa a administração, mas não é o legislador. Portanto, aquilo que ele tem de fazer é aplicar a lei [do tabaco], aplicar a letra da lei e o seu espírito."
Francisco George, director-geral da Saúde, anteontem, no "Prós e Contras" da RTP 1

Se isto fosse verdade, porque é que ele tem andado a interpretar a lei, conforme lhe apetece?