segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Isto é o país real

E isto é, também, o país simplex:

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A língua das putas da raia

O portunhol "es la lengua de las putas que de noite vendem seus sexos en la linha de la fronteira. Brota como flor de la bosta de las vakas. Es una lengua bizarra, transfronteriza, rupestre, feia, bella, diferente. Pero tiene una graça salvaje que impacta".
Notícia aqui.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Aos 69 anos, num espectáculo com 50




"The show seemed almost eager to kiss off the young listeners who download a lot of music nowadays but still make up the industry’s most dedicated and enthusiastic audience. (...) Beyoncé and Tina Turner sharing “Proud Mary,” with the enthusiastic Beyoncé doing some of Ms. Turner’s old dance moves."
Artigo do New York Times aqui.

Dirigiu-se à primeira pessoa que viu

No meio da tragédia, um relato cheio de beleza. Ele não tratou Ramos-Horta. Tratou a primeira pessoa que viu ferida.

"O enfermeiro disse à Lusa que quando chegou ao local do atentado se dirigiu para a primeira pessoa, de várias, que se encontrava caída, tendo iniciado os procedimentos médicos. "Só quando voltámos a pessoa de barriga para cima é que reparei quem era. É uma cara conhecida", contou.
Notícia aqui.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Tanta conversa para quê?

O presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas disse ontem que quando um jornalista obtém informações de fontes anónimas deve assumir essa informação como dele (ou do órgão para o qual trabalha), em vez de escrever (ou dizer) coisas como "fonte próxima do processo" ou "fonte autorizada".

A opinião de Orlando César surge depois de o Provedor do Leitor do "Púbico", Joaquim Vieira, ter aberto a discussão num artigo recente, ao qual reagiram, negativamente, dois antigos jornalistas e fundadores do jornal, Vicente Jorge Silva e José Mário Costa.

O Provedor acha que "fonte próxima do processo" é mais correcto do que "o Público sabe que", embora o Livro de Estilo (compilação de regras internas) do jornal estabeleça que “um jornal bem informado não precisa de justificar permanentemente as suas notícias – assume-as e responsabiliza-se por elas”. Ou seja, o Livro de Estilo legitima a fórmula "o Público sabe que", em vez da "fonte próxima do processo".

O Código Deontológico dos jornalistas diz que "o jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes". Condena o abuso de fontes anónimas. Mas, obviamente, não condena o seu uso.

A discussão Provedor/fundadores/Orlando César é sobre a forma como as fontes anónimas são apresentadas ao público. É uma discussão formal. Não é sobre o uso de fontes anónimas.

No domínio formal, as propostas do jornalista Michel Voirol, em "Guide de La Rédaction" (ed. Centre de Formation et de Perfectionnement des Journalistes, 7ª ed., Paris, 2001), são tão simples e completas que tornam esta discussão inútil:

De source officielle...
Officiellement...
De source autorisée...
La nouvelle a été communiquée officiellement par le porte-parole d'un organisme public ou privé.

Officieusement...
L'information provient d'un responsable officiel, mais l'organisme qu'il représente ne veut pas (ou pas encore) la publier officiellement... tout en voulant la faire connaître.

De source proche de...
Dans l'entourage de...
Dans les milieux touchant de près...
L'information émane d'un (ou plusieurs responsables officiels) qui ne veulent pas être identifiés formellement, mais qui souhaitent que la nouvelle circule, quitte à la démentir si elle ne produit pas l'effet escompté.

De source très bien informée...
De source sûre...
L'information provient de personnes très proches de la source... sinon de la source même. Formules souvent utilisées pour rapporter des informations obtenues «off the record»

De source bien informée...
De source informée...
De source généralement bien
informée...
L'information a été recueillie auprès d'informateurs bien placés. L'agencier indique le degré de confiance qu'il leur accorde.

Dans les milieux diplomatiques, politiques, économiques, etc.
Il s'agit de l'opinion générale ou dominante des milieux cités. Pour restreindre, l'agencier peut écrire : « Dans certains milieux... », en ajoutant une précision supplémentaire qui permet, en partie, de les identifier.

Les observateurs
La plupart des observateurs...
De nombreux observateurs...
Certains observateurs...
Ces fameux «observateurs», qui apparaissent dans les nouvelles de l'étranger, sont neuf fois sur dix des diplomates ou... des confrères.

Selon les témoignages concordants...
Selon certains témoins...
Selon un témoin...
Le journaliste a recueilli un certain nombre d'informations plus ou moins fiables auprès de témoins directs.

Des habitants disent avoir vu. entendu... affirment que...
Selon des voyageurs en provenance de...
À N..., le bruit court que...
Selon des rumeurs qui circulent...
Il s'agit-là d'informations de seconde main souvent contredites par d'autres sources, et à accueillir avec prudence.

Cronologia:
- primeira crónica de Joaquim Vieira
- reacção de Vicente Jorge Silva e José Mário Costa e segunda crónica de Vieira
- segunda reacção de VJS e JMC e terceiro comentário de Vieira
- reacção do Conselho Deontológico

Ela cantou-a?

Como é que alguém pergunta ao Charles Aznavour se conheceu a Amália. E como é que alguém lhe pergunta a seguir se a Amália chegou a cantar o tema "Ai Mourir Pour Toi" que ele escreveu para ela? É quase como entrevistar o Carlos Tê e perguntar se conheceu o Rui Veloso e se este gravou alguma canção escrita por ele.
No "Expresso", hoje:

Conheceu Amália?
Fui das pessoas que melhor a conheceu. Jantámos três meses antes de morrer. Fomos a um restaurante muito «in» em Portugal, e não tinha autorização para levar o meu cão, mas, excepcionalmente, deixaram-no entra Éramos amigos de longa data. Conheci-a na Bélgica, na véspera de ela dar um concerto em Monte Carlo. Passámos a noite inteira a cantar e a conversar, e de madrugada disse-lhe: «Tem um avião para apanhar, não?» Prometemos rever-nos, fizemos um espectáculo a dois em Lyon, ainda ela não era a vedeta que viria a ser. E quando ela me disse que nunca tinha cantado em francês, escrevi-lhe uma canção: «Ai mourir pour toi» (em 1957).

Ela cantou-a?
Cantou-a e gravou-a. Eu traduzi-a assim, porque a sonoridade de «Mourir pour toi» me lembrava «Mouraria». Foi a primeira canção em francês que ela cantou.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Tina Turner - "The Best" (Divas Live 1999)


Tina Turner,
diz a "People", volta a cantar ao vivo: vai estar este domingo ao lado de Beyoncé Knowles na cerimónia dos Grammys.