domingo, 4 de maio de 2008

Vidas degradantes (ou como ser toxicodependente está na moda)

Excerto da reportagem "O mundo das after hours privadas com droga ao domicílio", de Sílvia Maia, publicada pela Agência Lusa:
Catarina lembra a história de um "actor conhecido de novelas" que entrou numa after privada aos gritos: "DROOO-GA. Onde é que há DRO-GA?! QUERO DROGA". E que, de repente, caiu redondo no chão. "Apanhámos um susto. Tivemos que o levar para o hospital, mas ele acabou por ficar bem", recorda.

sábado, 3 de maio de 2008

Manha de sociólogo

O que surpreende não é o facto de 70% dos portugueses dizerem que a homossexualidade é errada (aqui). E 80% dizerem que não usariam preservativo numa relação sexual com um seropositivo (aqui). Num país conservador e atrasado como Portugal estas respostas são normais.
O que surpreende é a forma como o Instituto de Ciências Sociais (ICS), autor do estudo, o distribuiu cirurgicamente pela imprensa de hoje. Ao "Público" coube a questão dos gays. Ao "Diário de Notícias" a questão da sida. E ambas com direito a manchete. À primeira vista, isso pode significar, entre outras coisas, que o ICS não avisou um da notícia que tinha "vendido" ao outro e só apresentou a cada parte o tema específico que queria ver noticiado, em vez do estudo completo.
Que metodologia mais sinistra para sociólogos que se querem respeitáveis.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Delgado não foi morto a tiro

"A biografia de Humberto Delgado escrita por Frederico Delgado Rosa defende que o general morreu vítima de espancamento e não atingido a tiro, como sustenta o acórdão final do tribunal militar que julgou os membros da brigada da PIDE envolvida no caso." - Lusa

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Santana queimado vivo

Cunha Vaz revela hoje numa muito cagona entrevista ao "Público" que isto afinal era mesmo mentira.

O Santana Lopes não quer trabalhar consigo, depois do que aconteceu no Parlamento...
Vou dizer-lhe o que aconteceu no Parlamento. Fui lá ter uma reunião, com seis pessoas, e o Ribau Esteves disse: "Estes são os serviços que a CVA presta ao partido. Quais é que o grupo parlamentar quer?" E eu perguntei: "Esta reunião é privada? É só entre nós?" Responderam: "É, sim senhor." Então eu apontei duas ou três coisas que me pareciam estar erradas na comunicação.

Quem estava na reunião?
Pedro Santana Lopes, a chefe de gabinete dele, um assessor de imprensa do Parlamento, Zeca Mendonça, Ribau Esteves, eu e um colaborador meu. Ainda não tinha descido as escadas para entrar no meu carro, já estavam três jornalistas a telefonar-me e a contar-me tudo o que se passou na reunião. No dia seguinte, o Correio da Manhã dizia: "Cunha Vaz vai ao Parlamento ensinar deputados a falar." O Santana Lopes viu aquilo e pensou: é preciso desmentir. Quando lhe perguntaram, respondeu, com o seu ar bonacheirão: "Out of the question. Nenhuma agência de comunicação vai mandar nos deputados." Eu faria o mesmo. Mas, como somos amigos, tivemos, a seguir, uma conversa. Perguntei-lhe: "Pedro, porquê esta reacção?" Ele respondeu: "António, lê as notícias."

Mas disse ou não que ia ensinar os deputados a falar?
Era uma reunião fechada, secreta. Mas alguém saiu dali e foi contar tudo aos jornalistas. A coisa espalhou-se e os deputados do dr. Mendes, que não gostam de mim nem com molho de tomate, alguns com toda a razão, porque eu lhes disse que eram tão incompetentes que não teriam emprego na CVA, começaram a inventar que eu tinha dito isto e aquilo.

Sabe quem foi o delator?
Claro que sei. Mas como eu não quero apenas parecer sério, sou mesmo sério, não posso dizer. Porque, no dia em que eu violar o sigilo com um cliente, perco a confiança dos clientes todos. Mas posso dizer que se trata de um indivíduo que serve a vários senhores ao mesmo tempo. E não se pode amar a vários senhores ao mesmo tempo.

A propósito, vale a pena ler isto.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Contra o Acordo Ortográfico

Desidério Murcho diz no "Público" de hoje....
"Há três razões contra a pretensa unificação ortográfica da língua portuguesa: primeiro, não há harmonia ortográfica nos países de língua inglesa, francesa ou espanhola; segundo, o acordo não unifica as ortografias, pois os portugueses continuariam a escrever "facto" e "género", e os brasileiros "fato" e "gênero"; terceiro, mesmo que unificasse a ortografia, o acordo não unificaria o léxico, a sintaxe ou a semântica: no Brasil os autocarros chamam-se "ônibus" e os comboios "trens", e muitas mais variações semânticas existirão, e ainda bem, no português cabo-verdiano, angolano, etc. Em conclusão, o acordo pretende-se unificador, mas nada unifica."
... o que já se tinha dito aqui.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Historieta num carro de praça

"Vejam lá o que aqui vai só porque o menino não quer esperar para jantar", diz um taxista, obrigado a parar num semáforo verde, às nove da noite, por dois batedores da polícia que abrem alas a cinco ou seis carrões com embaixador ou governante dentro. "Para ir jantar ou para ir às putas", diz-lhe do banco de trás um cliente. "Para ir às putas ou ao Parque Eduardo VII levar no cu", reinveste o condutor.
(foto daqui)

domingo, 20 de abril de 2008

Problemas de saúde

O suplemento de artes do Sunday Times tem hoje algumas revelações sumarentas:

- um excerto do livro de John Prescott, onde ele diz que sofreu de bulimia:
I haven’t suffered from bulimia for more than a year now. I try to exercise in the gym for 45 minutes every day. My weight, though, is still over 15 stone — as I do love my food — but I try not to snackbetween meals and to eat at sensible times. I’m sure it was to do with stress.
- regresso de Edwin Collins, que esteve às portas da morte há três anos:
Now, after learning how to walk again and continuing to learn how to talk, read and write, he is embarking on a tour: eight gigs across the UK, spread over 13 days
- kjjh