Luís Miguel Rocha, famoso pelo livro O Último Papa, será uma fraude literária, segundo o jornalista e crítico José Mário Silva. Raramente se viu na blogosfera um 'post' com esta pujança. Aqui.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
Vai valer ouro
Este número antigo dos 'Inrock' serviu para preparar a entrevista ao actor pornográfico Buck Angel (essa mesma que está no 'post' anterior). É de 31 de Julho de 2007. Claramente, uma edição de coleccionador. Vai valer ouro daqui a uns anos. Tudo o que se possa imaginar sobre sexo, está aqui: actores, livros, cantores, realizadores, pornógrafos, fotógrafos, modelos. Há entrevistas, portfólios (um é de David Lynch), notícias. Todo o género de pessoas e orientações sexuais e gostos e práticas. A capa é perfeita (como diz "Sexe 2007" é de supor que todos os anos saia uma sobre o mesmo tema; será?).sábado, 27 de setembro de 2008
"Não preciso de ter um pénis para ser um homem"
No "Público" de 23 de Setembro (caderno P2); excerto:
Há 15 anos, era uma mulher. Agora, é um homem. Actor e produtor pornográfico, Buck Angel é a personagem principal da curta-metragem Schwarzwald: The Black Party, de Richard Kimmel, que passa hoje, às 23h45, no Cinema São Jorge, no âmbito do Queer Lisboa, festival de cinema gay e lésbico.
Há 15 anos, era uma mulher. Agora, é um homem. Actor e produtor pornográfico, Buck Angel é a personagem principal da curta-metragem Schwarzwald: The Black Party, de Richard Kimmel, que passa hoje, às 23h45, no Cinema São Jorge, no âmbito do Queer Lisboa, festival de cinema gay e lésbico.
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Os outros também falham
A Monocle é insuspeita para dizer o que diz na edição de Setembro: "A Europa alberga três nações que deveriam ser casos de sucesso, mas estão a definhar". São elas o Reino Unido, Itália e Bélgica.No caso do Reino Unido, tem falhas no sistema de ensino, a maior taxa de gravidez na adolescência e relações sociais cada vez menos saudáveis. Quem escreve o artigo é o jornalista australiano Andrew Muler, que vive em Londres.
A Monocle tem sede em Londres, é uma revista nova e vai no número 16 (é mensal).
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domingo, 21 de setembro de 2008
Especialista em horror
O que é interessante na revista de domingo do El País, que hoje traz na capa Penélope Cruz, não é a Penélope. É a entrevista a páginas 28 com Joanna Bourke.Quem é ela? "Es una especialista en el horror. La guerra es su obsésion. Esta afable catedrática universitaria y escritora nos recibe en Londres para hablar sobre la violencia de ayer y de hoy", diz a entrada da entrevista.
Enrevista a propósito da edição espanhola do livro de Joanna Bourke "Sed de Sangre: historia íntima del combate cuerpo a cuerpo en las guerras del siglo XX".
Enrevista a propósito da edição espanhola do livro de Joanna Bourke "Sed de Sangre: historia íntima del combate cuerpo a cuerpo en las guerras del siglo XX".
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Um certo desejo feminino
Na "Vogue" de Outubro; excerto:
Bem maquilhada, veste um top que revela um torso robusto e agita as mãos nervosas para melhor se expressar. De repente, aclara a voz com um pouco de água e dá uma gargalhada contida, embrulhada num sorriso muito irónico. É a reacção a uma pergunta que começa assim: “Uma sociedade como a espanhola, em que a ministra da Defesa [Carme Chacón] passa revista às tropas grávida…” E a gargalhada contida intromete-se. "O filho que a ministra entretanto deu à luz [em Maio ] tem como pai um antigo chefe meu que foi meu namorado”.
No início de uma tarde de calor, no escritório da editora Cavalo de Ferro, na Baixa lisboeta, a escritora espanhola Paula Izquierdo, de 46 anos, está disponível para falar sobre o seu livro Sexodependentes – 21 Histórias de Mulheres Radicais, cuja tradução portuguesa (por Gabriela Matias) acaba de ser publicada. Mas a conversa ganha outro caminho. O livro, um conjunto de vinte ensaios biográficos, não carece de grandes dissertações. É simples e de leitura fácil. Faz-nos voltar a pensar em mulheres como Janis Joplin, Edith Piaf, Virginia Woolf, Anaïs Nin, Simone de Beauvoir ou Isadora Duncan não do ponto de vista daquilo que fizeram enquanto figuras públicas, mas à luz do óbvio e ardiloso ângulo escolhido pela autora – as transgressões sexuais de que foram exímias praticantes, umas ao ponto de serem autênticas marginais da moralidade, [outras ao ponto] de se terem tornado ninfomaníacas.
Mas com Paula Izquierdo à nossa frente – a mala já feita, ali ao lado, para daqui a poucas horas apanhar o voo de regresso a Madrid, cidade onde nasceu e vive – interessa mais conhecê-la a ela do que ao objecto literário que escreveu. Que pensa sobre as mulheres de hoje e a sua sexualidade [alguém que decidiu fixar em livro as intimidades de figuras históricas]?
Voltemos à pergunta que marca a conversa: a imagem da ministra espanhola da Defesa grávida, passando revista às tropas no dia da tomada de posse. É muito poderosa, não é? “Sim, é”, admite enfim a escritora. “Mas é preciso encontrar o equilíbrio e não levar as coisas ao outro extremo. Ela é uma mulher muito inteligente, se estava grávida não podia deixar de estar, claro, mas foi oportunista naquele momento. Aliás, suspeito que o primeiro-ministro Zapatero quando a convidou para ministra já tivesse em mente essa imagem forte que é uma mulher grávida. Por mim, gosto que quem está no poder seja inteligente e coerente, independentemente de ser homem ou mulher. É idiota escolher uma mulher para um lugar só por ser uma mulher”. Bruno Horta
No início de uma tarde de calor, no escritório da editora Cavalo de Ferro, na Baixa lisboeta, a escritora espanhola Paula Izquierdo, de 46 anos, está disponível para falar sobre o seu livro Sexodependentes – 21 Histórias de Mulheres Radicais, cuja tradução portuguesa (por Gabriela Matias) acaba de ser publicada. Mas a conversa ganha outro caminho. O livro, um conjunto de vinte ensaios biográficos, não carece de grandes dissertações. É simples e de leitura fácil. Faz-nos voltar a pensar em mulheres como Janis Joplin, Edith Piaf, Virginia Woolf, Anaïs Nin, Simone de Beauvoir ou Isadora Duncan não do ponto de vista daquilo que fizeram enquanto figuras públicas, mas à luz do óbvio e ardiloso ângulo escolhido pela autora – as transgressões sexuais de que foram exímias praticantes, umas ao ponto de serem autênticas marginais da moralidade, [outras ao ponto] de se terem tornado ninfomaníacas.
Mas com Paula Izquierdo à nossa frente – a mala já feita, ali ao lado, para daqui a poucas horas apanhar o voo de regresso a Madrid, cidade onde nasceu e vive – interessa mais conhecê-la a ela do que ao objecto literário que escreveu. Que pensa sobre as mulheres de hoje e a sua sexualidade [alguém que decidiu fixar em livro as intimidades de figuras históricas]?Voltemos à pergunta que marca a conversa: a imagem da ministra espanhola da Defesa grávida, passando revista às tropas no dia da tomada de posse. É muito poderosa, não é? “Sim, é”, admite enfim a escritora. “Mas é preciso encontrar o equilíbrio e não levar as coisas ao outro extremo. Ela é uma mulher muito inteligente, se estava grávida não podia deixar de estar, claro, mas foi oportunista naquele momento. Aliás, suspeito que o primeiro-ministro Zapatero quando a convidou para ministra já tivesse em mente essa imagem forte que é uma mulher grávida. Por mim, gosto que quem está no poder seja inteligente e coerente, independentemente de ser homem ou mulher. É idiota escolher uma mulher para um lugar só por ser uma mulher”. Bruno Horta
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