"Comecei a tomar anfetaminas aos 14 anos. Ficava quatro, cinco dias sem dormir. Fiz toda a universidade inglesa com anfetaminas. Nunca parava, 24 horas por dia, durante 15 anos. E estava sempre, sempre a beber. Cheguei a beber quatro garrafas por dia. Bebia álcool logo de manhã. Depois tomava cocaína, que tira o efeito do álcool, para trabalhar. Depois tomava Lexotan para relaxar. (...) Era um bolo de coisas, todas a lutar umas contra as outras, para me sentir como me sinto hoje, sem nada, normal."sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Um bolo de coisas
"Comecei a tomar anfetaminas aos 14 anos. Ficava quatro, cinco dias sem dormir. Fiz toda a universidade inglesa com anfetaminas. Nunca parava, 24 horas por dia, durante 15 anos. E estava sempre, sempre a beber. Cheguei a beber quatro garrafas por dia. Bebia álcool logo de manhã. Depois tomava cocaína, que tira o efeito do álcool, para trabalhar. Depois tomava Lexotan para relaxar. (...) Era um bolo de coisas, todas a lutar umas contra as outras, para me sentir como me sinto hoje, sem nada, normal."
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
"Não falávamos do mundo da arte, falávamos de criar arte"
Acabada de sair, a nova edição da Pluk, revista britânica de fotografia, faz capa com uma fotografia de Rob Pruitt. Foi tirada com um iPhone. Diz o editorial da revista que, tal como as polaróides no seu tempo, as fotos de telemóvel estão a tornar-se ubíquas e, por isso, vêm questionar o institnto dos artistas e o processo de captação de imagens. Aquela foto, e outras da mesma série, que estão no interior da Pluk, foram expostas há poucas semanas numa galeria nova-iorquina.
Não se pode ver aquelas imagens sem pensar naquilo que Nan Goldin dizia hoje no "Público". Entrevistada por Kathleen Gomes, a propósito da sua passagem por Lisboa para participar no júri do festival DocLisboa, Nan Goldin alerta:"A arte tornou-se um grande negócio: o ano passado, na América, havia mais pessoas inscritas em cursos de arte do que em cursos de gestão. Ou talvez tenha sido há dois anos, não sei quando é que as estatísticas saíram. Quando comecei, não sabíamos o que era a [revista] Artforum. (...) Não falávamos do mundo da arte, falávamos de criar arte. Não esperávamos enriquecer. O mundo da arte no final dos anos 70 não tinha nada a ver com dinheiro".
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O tempo de Ney
"Ele é o novo, é o antigo, é o que não tem tempo - e não há outro assim. (...) Mais do que um espectáculo (atenção às letras, por favor), Inclassificáveis é um manifesto: pessoal, social, musical e artístico. Pop, como ele já o disse, mas que dentro de uns anos há-de soar como um clássico." Nuno Pacheco, no "Público" de quinta-feira, 23, a propósito do concerto de Ney Matogrosso no Coliseu de Lisboa, a 21.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Outras guerras
"Cerca de 150 mil homens, antigos militares nas ex-colónias portugueses, estão a tomar fármacos para minorar os efeitos do stress pós-traumático de guerra. (...) Este número não engloba os ex-soldados que estão em tratamento fora de qualquer rede de antigos combatentes ou que recorrem apenas aos centros de saúde". Notícia aqui
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sábado, 18 de outubro de 2008
"Está tudo equivocado"
Ney Matogrosso em entrevista ao "Diário de Notícias" de hoje:
Sente-se um actor?
Sou um actor antes de mais nada. Sempre foi o que busquei na minha vida.
Um transgressor?
Expressar o que se pensa e não seguir os ditames é sempre ser transgressor. Eu sou e morrerei sendo um transgressor. Sinto essa necessidade como ser humano.
Aos 67 anos continua a encontrar motivos para transgredir?
Olhe o mundo ao seu redor e me diga se não continua a haver motivos.
Reformulo a pergunta: olhando o mundo, o que é que ainda vale a pena transgredir?
Tudo. Quais são as regras? Está tudo equivocado! A regra do mundo continua a ser a do dinheiro. Não há evolução humana. Há evolução tecnológica, nada mais. Não há evolução no sentido da solidariedade, da união, da fraternidade. Dá para ter ilusões?
Pergunto-lhe eu: dá para ter ilusões?
Não, claro que não. Então, dentro das minhas possibilidades, vou expondo um pensamento que contraria a ordem estabelecida. É um direito um dever que sinto, o de me expressar com liberdade.
Sente-se um actor?
Sou um actor antes de mais nada. Sempre foi o que busquei na minha vida.
Um transgressor?
Expressar o que se pensa e não seguir os ditames é sempre ser transgressor. Eu sou e morrerei sendo um transgressor. Sinto essa necessidade como ser humano.
Aos 67 anos continua a encontrar motivos para transgredir?
Olhe o mundo ao seu redor e me diga se não continua a haver motivos.
Reformulo a pergunta: olhando o mundo, o que é que ainda vale a pena transgredir?
Tudo. Quais são as regras? Está tudo equivocado! A regra do mundo continua a ser a do dinheiro. Não há evolução humana. Há evolução tecnológica, nada mais. Não há evolução no sentido da solidariedade, da união, da fraternidade. Dá para ter ilusões?
Pergunto-lhe eu: dá para ter ilusões?
Não, claro que não. Então, dentro das minhas possibilidades, vou expondo um pensamento que contraria a ordem estabelecida. É um direito um dever que sinto, o de me expressar com liberdade.
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