terça-feira, 4 de novembro de 2008

Figuras tristes

"O mecanismo da "cunha", ou seja, o recurso a conhecimentos que se têm com pessoas dentro da profissão, "é o modo de acesso mais frequente" à carreira de jornalista, embora em Portugal os estágios ganhem cada vez mais importância. Estas são algumas conclusões de um estudo sobre o perfil sociológico dos jornalistas portugueses, realizado desde 2005 por uma equipa coordenada por José Rebelo, do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), e amanhã debatido no Sindicato de Jornalistas, em Lisboa." No "Público", hoje

domingo, 2 de novembro de 2008

"Traços psicopáticos e um estilo manipulativo"

"Maria das Dores, condenada em Abril a 23 anos de prisão por ter mandado matar o marido, conhece segunda-feira a nova decisão dos juízes do Tribunal da Boa Hora, depois de terem sido ouvidas duas técnicas de reinserção social. (...) O relatório refere que a arguida tem um Coeficiente de Inteligência (QI) acima da média e que pensa com clareza, mas que tem traços psicopáticos e um estilo manipulativo." Notícia aqui
[actualização:
Maria das Dores, condenada a 23 anos de prisão por ter mandado matar o marido, conheceu hoje uma nova decisão dos juízes do Tribunal da Boa Hora, Lisboa, cujo teor é "rigorosamente igual" ao do acórdão anterior, conhecido em Abril. -- aqui]

sábado, 1 de novembro de 2008

"Sida poderia ter sido controlada pelos políticos"

Nan Goldin, entrevistada e fotografada pelo fotógrafo Daniel Blaufuks, no "Expresso" de hoje:

"A sida foi uma doença que poderia ter sido controlada pelos políticos. Não foi por várias razões. Em 1978, o presidente da câmara de São Francisco foi assassinado. Foi o primeiro político a assumir a sua homossexualidade. [O "Público" de sexta-feira falava sobre ele, Harvey Milk, cuja vida o realizador Gus van Sant acaba de transformar em filme: "Milk", que há-de estrear-se em Portugal no próximo ano] Os homossexuais eram um grupo economicamente poderoso. Tive amigos nos anos 60 e 70 que previam que na década seguinte os homossexuais estariam todos em campos de concentração. Em 1982, vi o primeiro amigo morrer com sida. Nessa altura nem sabíamos o que era aquilo, se um cancro ou uma doença exclusivamente homossexual. Em 1983, comecei a ir a encontros políticos, debates com médicos, e entre 1985 e 1993, a maior parte dos meus amigos morreu com esta doença."

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Um bolo de coisas

"Comecei a tomar anfetaminas aos 14 anos. Ficava quatro, cinco dias sem dormir. Fiz toda a universidade inglesa com anfetaminas. Nunca parava, 24 horas por dia, durante 15 anos. E estava sempre, sempre a beber. Cheguei a beber quatro garrafas por dia. Bebia álcool logo de manhã. Depois tomava cocaína, que tira o efeito do álcool, para trabalhar. Depois tomava Lexotan para relaxar. (...) Era um bolo de coisas, todas a lutar umas contra as outras, para me sentir como me sinto hoje, sem nada, normal."

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Relance

Chegou esta semana às bancas. Tem 138 páginas. Mostra coisas para comprar e consumir. O editorial de moda, de Isabel Branco (que faz capa), é muito bom, mas isso já era de esperar. Catarina Portas é uma das cronistas.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Impulsos

"Não se exponha inutilmente à censura dos outros, não se exponha sem precauções à crueldade dos outros. Desconfie dos impulsos ingénuos e sinceros que o colocam à mercê das feridas mais intensas".

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

"Não falávamos do mundo da arte, falávamos de criar arte"

Acabada de sair, a nova edição da Pluk, revista britânica de fotografia, faz capa com uma fotografia de Rob Pruitt. Foi tirada com um iPhone. Diz o editorial da revista que, tal como as polaróides no seu tempo, as fotos de telemóvel estão a tornar-se ubíquas e, por isso, vêm questionar o institnto dos artistas e o processo de captação de imagens.
Aquela foto, e outras da mesma série, que estão no interior da Pluk, foram expostas há poucas semanas numa galeria nova-iorquina.

Não se pode ver aquelas imagens sem pensar naquilo que Nan Goldin dizia hoje no "Público". Entrevistada por Kathleen Gomes, a propósito da sua passagem por Lisboa para participar no júri do festival DocLisboa, Nan Goldin alerta:
"A arte tornou-se um grande negócio: o ano passado, na América, havia mais pessoas inscritas em cursos de arte do que em cursos de gestão. Ou talvez tenha sido há dois anos, não sei quando é que as estatísticas saíram. Quando comecei, não sabíamos o que era a [revista] Artforum. (...) Não falávamos do mundo da arte, falávamos de criar arte. Não esperávamos enriquecer. O mundo da arte no final dos anos 70 não tinha nada a ver com dinheiro".