(...) A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) lança uma campanha que pretende alertar para a violência doméstica entre casais do mesmo sexo. O slogan é claro: “Grite pelos seus direitos – Violência doméstica entre pessoas do mesmo sexo é crime.” (...) Arranca em Janeiro, abrange todo o país e vai ser apresentada em quatro suportes: cartazes de rua, desdobráveis, anúncios de imprensa e um site criado para o efeito.
É uma iniciativa da APAV, em colaboração com a associação gay ILGA Portugal. “Queremos desmontar a ideia de que a violência doméstica só atinge casais heteros ou considerados problemáticos”, explica Rosa Saavedra, assessora da direcção da APAV. (...)
"Ninguém pode imaginar como foi terrível. Nem o diabo poderia criar um local assim tão mau. (...) Os guardas tinham o hábito de vir em grupo de seis ou sete e utilizavam primeiro pulverizadores de gás e era então que a pancada começava". aqui
Quase todas as edições online dos jornais têm a notícia, mas só um jornal diz o nome:
"O advogado Paulo Sá e Cunha, responsável pela defesa do ex-provedor da Casa Pia, Manuel Abrantes, referiu-se, hoje, no início das suas alegações, a um documento que levanta suspeitas do envolvimento do ex-ministro Paulo Portas no escândalo de pedofilia" - Público
«É ou não de estranhar que este documento estivesse guardado por Catalina Pestana e não estivesse nos autos?» questionou o advogado, lembrando que o manuscrito continha o nome de um político ligado ao Governo da altura (PSD/CDS-PP), o mesmo Executivo que a nomeou para dirigir a instituição. - Sol
No início das suas alegações finais, o advogado Paulo Sá e Cunha fez críticas à investigação, atacou Catalina Pestana, revelou não partilhar a tese da cabala, mas envolveu o CDS no escândalo. - Correio da Manhã
ACTUALIZAÇÃO: O Público alterou aquele 'lead', passando a falar apenas em "suspeitas do envolvimento de um ex-governante".
"When did marriage have anything to do with equality? Respectability, certainly. Normality, possibly. Stability, hopefully. Very hopefully. But equality? First of all, there’s something gay people and their friends need to admit to the world: gay and straight long-term relationships are generally not the same. How many heterosexual marriages are open, for example?"Mark Simpson, sobre o casamento gay, aqui.
A abóbada celeste, por cima do telhado É tão azul, tão calma! Uma árvore, por cima do telhado Embala uma palma.
"Lembrei-me deste início de poema de Paul Verlaine, escrito quando se encontrava preso na Bélgica. Recitei-o um dia. Os reclusos ouviram e depois, decorrido um momento de silêncio que imaginei repleto de emoção, um deles perguntou: 'Ele era maricas, não era?'" Philippe Claudel, O Barulho das Chaves, ASA, 2008
"Centenas de árvores foram cortadas no pinhal do Gancho, entre Altura e Monte Gordo, para dar lugar a mais um projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN), com 2041 camas e campo de golfe. Os ambientalistas clamam contra mais um "crime anunciado". (...) O empreendimento Verdelago desenvolve-se em 94 hectares, desde a EN 125 até ao mar, junto à praia Verde. A devastação do pinhal já começou, o avanço do betão em direcção ao mar está para breve. (...).
Promovido pelo grupo Inland - Promoção Imobiliária, presidido por Luís Filipe Vieira, prevê-se a construção de um hotel com 197 quartos, um campo de golfe e um aldeamento turístico (moradias geminadas e isoladas), num total de mais de duas mil camas.
A [associação ambientalista] Almargem, na fase de maior contestação pública ao projecto, apresentou à Comissão Europeia uma queixa contra o Estado português, alegando a violação do direito comunitário, por poderem vir a ser afectados vários habitats protegidos naquela zona, nomeadamente à volta dos charcos na propriedade. A reclamação não teve provimento. (...) A avaliação dos estudos de impacto ambiental veio a concluir que era possível construir o campo de golfe e as moradias sem interferir com a vida natural à volta dos charcos."
Excertos da notícia "Pinhal já está a ser abatido para construir duas mil camas junto à praia Verde", por Idálio Revez, no "Público", hoje
Entrevista com o psicólogo social João Manuel de Oliveira, na "Time Out Lisboa" de 26 de Novembro; excerto:
Em que ponto de evolução está o movimento LGBT português?
Acho que já conseguiu um estatuto que lhe permite dialogar com instituições oficiais. E conseguiu uma coisa importante que foi a alteração do artigo 13º da Constituição, que agora proíbe a discriminação em função da orientação sexual. Se não houvesse movimento LGBT essa conquista não existiria.
Apesar disso, as associações LGBT portuguesas têm muita dificuldade em reconhecer que são um lóbi. Porquê?
Porque em Portugal há uma representação negativa da ideia de lóbi. E porque dizer isso é uma forma de desqualificação desses colectivos. O lóbi faz-se sobretudo junto de instituições políticas, mas eles têm uma actividade que vai além disso, de sensibilização da opinião pública, de apoio a pessoas, de manifestações. E isso não é fazer lóbi.
Para a maioria das pessoas o lóbi gay é outra coisa, é uma poderosa teia de interesses obscuros.
É verdade que em Portugal há muitas coisas que funcionam através do poder das relações, o chamado clientelismo, mas eu pergunto: se existe um lóbi gay, como é que os gays continuam a ser tratados como são? Se existe, esse lóbi não tem efeito.
Como o movimento gay só começou a ter força em Portugal nos anos 90 e em pouco tempo avançou muito, isso pode ser um sinal de que o lóbi funciona.
É preciso perceber porque é que se avançou. Para a questão da igualdade de género, a entrada na União Europeia foi essencial, porque nos obrigou a uniformizar a nossa legislação. E depois porque Portugal não podia continuar a apresentar-se nos fóruns internacionais como país que discrimina os seus cidadãos. Isso seria um indicador negativo de desenvolvimento.