segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Nada justifica tal distinção

"Esta semana, duas jornalistas francesas recusaram a Legião de Honra que lhes ia ser atribuída pelo Presidente da República. De regresso de férias, Françoise Fressoz e Marie-Eve Malouines descobriram que os seus nomes figuravam na lista de promoção à Legião de Honra. Com uma argumentação quase idêntica, decidiram porém que 'nada, no percurso profissional [delas], justifica tal distinção'."
[J.-M Nobre-Correia, no "Diário de Notícias" de 10 de Janeiro; aqui]

sábado, 10 de janeiro de 2009

A defesa do apresentador

"Mais do que do Ministério Público, este é um processo da televisão" e que vitimou inocentes, como Carlos Cruz, na opinião dos seus advogados. "Tenho a certeza moral da sua inocência. A mesma que tenho, quando vou a casa da minha mãe, de que a sopa não está envenenada", disse Sá Fernandes ao tribunal.
[excerto da notícia "Este é um processo da televisão, acusam advogados de Cruz no processo Casa Pia", por Paula Torres de Carvalho, no "Público", hoje]

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

"Picket lines and picket signs"



Artigo sobre o disco aqui.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

É tudo autênico

No jornal tive meia dúzia de colegas que se ofereceu para ajudar na entrevista...
Isso deve-se muito à campanha fortíssima comigo em lingerie que encheu as ruas de Lisboa e que me põe numa situação de uma mulher sensual. Tive uma grande exposição física e esse meu lado passou a ser mais falado.
P: Essa exposição é real?
R: Sim, completamente. É tudo verdadeiro.
[Cláudia Vieira,
modelo e actriz, em entrevista ao DN, aqui]
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A defesa do embaixador

Comunicado Medidas Cautelares"Todos [os jovens, testemunhas] sabem descrever a casa de Elvas por fora. Mas por dentro não há nenhum que acerte". aqui

domingo, 4 de janeiro de 2009

Entrevista com Ivo Pintanguy

"Minha mãe nunca fez nenhuma operação estética. Me ensinou também que a pessoa, quando se tolera, não precisa fazer cirurgia nenhuma! [risos] Importante é você gostar de você. A finalidade da cirurgia é trazer o bem-estar; e quando ela pode, tem uma legitimação enorme. (…) Sabe que as coisas muito bonitas nunca foram tocadas?"


"Era um garoto sonhador, muito curioso. Nunca fiz da realidade, embora respeitando-a, a minha mestra, para que eu não fosse seu escravo."

"As pessoas que fizeram coisas importantes, na arte, na literatura ou no plano social, são todas pessoas interessantes, mas não transmitem obrigatoriamente coisas interessantes. Elas são interessantes pelo que fazem, pelo que representam."


"É sobretudo na vulnerabilidade, na fragilidade, que demonstramos a nossa força. Porque, paradoxalmente, quando está mostrando a sua força, está mostrando alguma coisa, não está sendo. E quando está sendo, está sobrevivendo ao que os outros poderiam pensar, está sendo o que você é. É difícil avaliar o que é força e o que é fragilidade."


"Quando me perguntam porque é que os homens hoje fazem mais cirurgias do que faziam anteriormente, posso responder de mil maneiras; mas uma das coisas que digo é que a mulher ocupou uma força tal no mundo que ele pode se permitir aquela que é talvez a sua maior força: a sua fragilidade, e fazer o que quiser com o seu corpo. É uma coisa que parece tola, mas não é."

"A medicina é uma arte aplicada, não é uma coisa normativa. É uma criatividade permanente, é um bom senso. E não existe uma habilidade
como lhe disse, a mão é o instrumento primordial do cérebro."


"Sempre mantive uma relação com o meu corpo dentro do meu biótipo, com o melhor que ele pode me oferecer, e com muito respeito. Embora possa me permitir alguns excessos, mas não vou viver neles. O corpo merece um cuidado especial, é o nosso santuário. Até hoje tenho o cuidado de exercitar."

[excertos da entrevista com Ivo Pintanguy, "o mais famoso cirurgião plástico do mundo", na revista "Pública", por Anabela Mota Ribeiro, hoje]

sábado, 3 de janeiro de 2009

A crise é permanente














"Crise é o estado permanente em que sempre vivemos, desde a modernidade. Nas primeiras décadas do século XX, não houve palavra tão declinada, e o tom foi de pessimismo cultural. (...) Crise é o que a cultura ocidental arrasta consigo, a partir do momento em que se deu conta de que 'a nossa hora é a época do declínio'. A crise é consubstancial a uma cultura crítica (veja-se a etimologia comum das duas palavras), como mostrou um famoso historiador alemão - Koselleck - ao estudar a 'patogénese do mundo burguês'."
[António Guerreiro, Expresso, hoje]