sábado, 28 de fevereiro de 2009

Estrela da rádio

"O jornalista Fernando Alves vai estar mais presente na antena da TSF, sobretudo no período entre as 07.00 e as 10.00, de segunda a sexta-feira. "Ele vai continuar a fazer a sua crónica Sinais, como até aqui, a revista de títulos de jornais e ainda a revista de imprensa, em que se vai pensar sobre as notícias dos jornais. Além disso fará uma outra rubrica, chamada Sublinhados, em que vai olhar para a Internet e destacar coisas em que se possa reflectir, incluindo blogues", contou [o director da TSF] Paulo Baldaia."
[DN, hoje, aqui]

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Fotos dos caixões

"The press will now be allowed to photograph the flag-draped coffins of America's war dead as their bodies are returned to the United States — but only if their families agree. The decision, which lifts a 1991 blanket ban on such photographs put in place by former President George Bush, chiefly affects coffins arriving from Iraq and Afghanistan that go through Dover Air Force Base in Delaware. (...) Under the new policy, photographs will not be permitted of coffins if the families say no."

[International Herald Tribune, ontem, aqui]

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Os silêncios e os rapazes

Em 1944 há uma ordem de serviço da Mocidade Portuguesa que determina a expulsão de dois dirigentes. Um por “não ter sabido honrar o uniforme”. O outro por “falta de idoneidade moral”. Que significam estes eufemismos? “Admito que se tratasse de casos de pederastia ou de homossexualidade, admito, mas não encontrei provas”, diz à Time Out o jornalista Joaquim Vieira, 58 anos, autor do livro ‘Mocidade Portuguesa’, recentemente publicado (ed. Esfera dos Livros).
Nada no livro, a não ser a imagética, remete para a questão gay – porque, como explica o autor, nenhum dos antigos dirigentes da Mocidade Portuguesa com quem falou se quis alongar nesse tema. E nenhum dos documentos consultados se refere à homossexualidade. (...) Ao mesmo tempo que ‘militarizava’ a população masculina, a organização pretendia que os rapazes entre os sete e os 25 anos colocassem no centro das suas vidas a ideologia do regime, a religião católica e, principalmente, a cultura física.

Entre 200 a 500 mil rapazes em idade escolar eram todos os anos chamados à organização. Algumas das fotos mostram essa dimensão física. E sobre elas não será difícil fazer uma leitura homoerótica. Contactado pela Time Out, o historiador Fernando Rosas, especialista no Estado Novo, assegura que essa leitura faz todo o sentido. “O culto do corpo, da juventude e da raça, tal como na Juventude Hitleriana, remete para uma perspectiva homossexual e por vezes erótica”, explica. De resto, a expulsão de um dirigente por “falta de idoneidade moral” é, para o historiador, “o exemplo acabado da linguagem oficial da época para casos de práticas pedófilas ou homossexuais”.

[Na "Time Out Lisboa", ontem; excerto; artigo completo aqui]

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Menos jornais, mais corrupção

"The World Bank produces an annual index of political corruption around the world, based on surveys of people who do business in each country. In a study published in 2003 in The Journal of Law, Economics, and Organization, Alicia Adsera, Carles Boix, and Mark Payne examine the relationship between corruption and "free circulation of daily newspapers per person" (a measure of both news circulation and freedom of the press). Controlling for economic development, type of legal system, and other factors, they find a very strong association: the lower the free circulation of newspapers in a country, the higher it stands on the corruption index."
[Paul Starr, The New Republic de 4 de Março, aqui]

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Um futurismo chinês



Raintree1969 é o nome do artista autor destas colagens, identificado no Flickr como natural da Formosa.
Descobertas no blogue de Slava Mogutin.
Mais algumas aqui.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

À medida da moral da época

"A moral substitui, demasiadas vezes, a literatura. A moral da frase, da metáfora certa ou errada, a moral do tom. Na moral dos nossos dias, é proibido exclamar nos livros -- um ponto de exclamação indica uma cedência ao sentimento, e os sentimentos hão-de ser subtis ou imperceptíveis para terem mérito literário. Aliás, quem quiser fazer literatura que mereça aplauso há-de expurgar de indícios literários (ditos hoje literatos) tudo o que escreve. Zomba-se muito dos que se vergam ao gosto dominante do público, seja lá isso o que for, e do marketing e das vendas -- mas esses pelo menos não enganam ninguém nem se enganam a si mesmos. Fazer livros à medida da moral crítica da época é, parece-me, infinitamente mais devastador."
[Inês Pedrosa, revista "Ler", Fevereiro de 2009]

Rushdie na casa de McEwan

"Nunca me vou esquecer — na manhã seguinte acordámos cedo. Ele tinha que estar sempre a fugir. Foram tempos terríveis para ele”.

Notícia do Público