Tanto a direcção da bancada do PS como a do PSD e a própria mesa da AR se certificaram de que as frases não seriam transcritas na acta. Aliás, a regra desde a década de 80 -- depois de uma troca de palavras azedas entre Francisco Sousa Tavares e Jerónimo de Sousa -- é que o Diário da Assembleia não transcreve palavras obscenas ou asneiras, por ser "um jornal oficial". E, de facto, na versão a que o PÚBLICO teve ontem acesso, as palavras polémicas alegadamente ditas -- "vai para o c[aralho]" -- não aparecem. Até porque os funcionários terão tido dúvidas sobre o que realmente foi dito."
sábado, 7 de março de 2009
Censura do "jornal oficial"
Tanto a direcção da bancada do PS como a do PSD e a própria mesa da AR se certificaram de que as frases não seriam transcritas na acta. Aliás, a regra desde a década de 80 -- depois de uma troca de palavras azedas entre Francisco Sousa Tavares e Jerónimo de Sousa -- é que o Diário da Assembleia não transcreve palavras obscenas ou asneiras, por ser "um jornal oficial". E, de facto, na versão a que o PÚBLICO teve ontem acesso, as palavras polémicas alegadamente ditas -- "vai para o c[aralho]" -- não aparecem. Até porque os funcionários terão tido dúvidas sobre o que realmente foi dito."
segunda-feira, 2 de março de 2009
A biblioteca de Richard Prince
"Richard Prince, the American contemporary artist best known for his controversial plagiarism of magazine advertisements – notably his Marlboro cigarette cowboy series – has been assembling what New York book dealers describe as one of the most valuable and distinctive modern libraries in private hands. “Basically, my collection is about sex, drugs, Beat [poets], hippies, punks – and great reads,” said Prince, who keeps his most valuable manuscripts, letters and autographed literary memorabilia in a fireproof, waterproof, room-size vault near his studio in northern New York state"
[The Sunday Times, ontem, aqui]
domingo, 1 de março de 2009
Felicidade construída
"Até que ponto é uma pessoa feliz?", perguntou a "Visão". "Sou feliz", responderam 73,5% dos inquiridos.A sondagem, lê-se na ficha técnica, foi feita entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009, através de 1052 entrevistas pessoais (e não telefónicas, como é habitual) a portugueses de ambos os sexos, com mais de 15 anos, residentes no continente.
Em 2004, repetiu-se a pergunta. Os portugueses responderam 6,48. Pouco felizes, portanto.
A propósito da sondagem, a socióloga Ana Roque Dantas escreve na "Visão" um artigo em que diz que a felicidade é uma forma de sentir, mas o sentir é, além de outras coisas, uma construção social. Logo, existe "um modelo de felicidade fortemente condicionado por representações sociais e marcado por uma crescente valorização".
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Estrela da rádio
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Fotos dos caixões
[International Herald Tribune, ontem, aqui]
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Os silêncios e os rapazes
Em 1944 há uma ordem de serviço da Mocidade Portuguesa que determina a expulsão de dois dirigentes. Um por “não ter sabido honrar o uniforme”. O outro por “falta de idoneidade moral”. Que significam estes eufemismos? “Admito que se tratasse de casos de pederastia ou de homossexualidade, admito, mas não encontrei provas”, diz à Time Out o jornalista Joaquim Vieira, 58 anos, autor do livro ‘Mocidade Portuguesa’, recentemente publicado (ed. Esfera dos Livros).
(...) Ao mesmo tempo que ‘militarizava’ a população masculina, a organização pretendia que os rapazes entre os sete e os 25 anos colocassem no centro das suas vidas a ideologia do regime, a religião católica e, principalmente, a cultura física. Entre 200 a 500 mil rapazes em idade escolar eram todos os anos chamados à organização. Algumas das fotos mostram essa dimensão física. E sobre elas não será difícil fazer uma leitura homoerótica. Contactado pela Time Out, o historiador Fernando Rosas, especialista no Estado Novo, assegura que essa leitura faz todo o sentido. “O culto do corpo, da juventude e da raça, tal como na Juventude Hitleriana, remete para uma perspectiva homossexual e por vezes erótica”, explica. De resto, a expulsão de um dirigente por “falta de idoneidade moral” é, para o historiador, “o exemplo acabado da linguagem oficial da época para casos de práticas pedófilas ou homossexuais”.
[Na "Time Out Lisboa", ontem; excerto; artigo completo aqui]
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Menos jornais, mais corrupção
[Paul Starr, The New Republic de 4 de Março, aqui]