quinta-feira, 26 de março de 2009

Políticos cultos?

"Hoje, encontrar um político culto, que encare a arte como uma respiração vital da sociedade, é uma raridade."
[mensagem do Dia Mundial do Teatro, por Miguel Real e Filomena Oliveira, aqui]

quarta-feira, 25 de março de 2009

O 'bas-fond' mais 'bas-fond' de Lisboa

A já longa história do Trumps começa em Março de 1981. Era apenas uma pequena boîte que ocupava aquilo que hoje é a pista de dança do lado esquerdo de quem entra. Ao lado ficava outro bar, que teve vários nomes. Rocambole foi um deles. Pedro Dias, 63 anos, sócio do Trumps há 13 e actual gerente, recorda: “Enquanto o Trumps era um sítio ligado a pessoas da moda, da televisão e dos jornais, o Rocambole era o bas-fond mais bas-fond de Lisboa, onde às três da manhã iam parar prostitutas, prostitutos e chulos”.

[na Time Out Lisboa, hoje; aqui]

domingo, 22 de março de 2009

Senhores e senhoras

"[O] Parlamento Europeu (PE) (...) distribuiu recentemente por todos os funcionários uma brochura com um conjunto de “orientações” específicas para cada uma das 23 línguas oficiais da União sobre “linguagem neutra do ponto de vista do género”. Vulgo, linguagem sexista.

No caso da língua portuguesa, uma das recomendações que surge a reboque desta cruzada anti-sexismo é o abandono de fórmulas que, aparentemente, seriam apenas do domínio da cortesia e boa educação, como é o caso das expressões “Senhor” e “Senhora”. A partir de agora o seu uso é de “evitar, tanto quanto possível”, devendo as pessoas em causa ser designadas “pelo nome próprio e pelo apelido ou apelidos (eventualmente precedidos ou seguidos do respectivo cargo)”. Confuso? A sugestão é acompanhada de um exemplo. Deve escrever-se “a alocução de Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa e não do Sr. Cavaco Silva”.

(...) Um dos grandes pecados identificados no texto introdutório da brochura é a “utilização genérica ou neutralizadora do género masculino” (“os médicos”, “os advogados” ou “os trabalhadores”), por ser “cada vez mais percepcionada como discriminatória para as mulheres”. Caso o seu uso se revele incontornável (ou o texto em causa acabe por ficar longo e ilegível...) admite-se que “a utilização genérica ocasional do género masculino em situações difíceis poderá ser considerada aceitável”.

[Expresso, ontem]

500 exemplares

"Uma obra de poesia tem uma tiragem média de 500 exemplares - o suficiente para conseguir colocar livros nas principais livrarias que existem pelo país. Mas desses vendem-se mais ou menos 200. (...) Edições de 2, 3 ou 4 mil exemplares são raras. Acontecem, por exemplo, com Sophia de Mello Breyner (na Caminho), José Luís Peixoto ou José Régio (na Quasi), com Fernando Pessoa, Rimbaud, Lorca, Blake, Yeats, Hölderlin, Pablo Neruda (na Relógio D'Água), com Cesariny, Alexandre O'Neill ou Herberto Helder (na Assírio e Alvim). "São as excepções", comenta Jorge Reis-Sá."
[Diário de Notícias, aqui]

sábado, 21 de março de 2009

Negação

In 1953 “the industry crossed a legal and moral line by entangling itself in the manipulation of fundamental scientific processes. There would be no easy road back to legitimacy.” The plan that emerged from the Plaza Hotel was twofold. The companies would mount an astonishingly prolonged PR campaign to deny any proven link between cigarettes and cancer – and to keep the matter at the level of an unresolved “controversy”.
[excerto da recensão do Telegraph, aqui]

quinta-feira, 19 de março de 2009

Jesus abriu a porta aos homossexuais

É um livro rebelde e já estaria confiscado se vivêssemos há 40 anos. José António Almeida , autor de O Casamento Sempre Foi Gay e Nunca Triste, agora publicado, consegue juntar em apenas 54 páginas um poderoso conjunto de ideias iconoclastas que, no mínimo, fariam corar um santo. Raras vezes se viu algo parecido na literatura gay portuguesa. “Encontramo-nos no ponto exacto em que a palavra ‘paneleiro’ ainda não se transformou semanticamente e de forma cabal na palavra ‘pioneiro’”, escreve o autor – para explicar que apesar de todas as conquistas de direitos o casamento gay é apenas o quilómetro zero da História dos homossexuais. Essa causa e a crítica à posição oficial do Vaticano sobre a homossexualidade são os temas principais do livro.
(...) A ideia mais polémica deste livro é a de que os homossexuais só têm protagonismo social hoje porque o cristianismo o permitiu. A “sacralização do par masculino-feminino sob a forma de casal heterossexual matrimoniado” não é uma ideia absoluta para o cristianismo. “Antes é amplamente relativizada” pelos valores do celibato sacerdotal e da virgindade. “É esta relativização do casal heterossexual que abre espaço para o posterior surgimento, embora eventualmente não desejado à partida, de outra realidade: o par homossexual”. Com esta passagem, fica dada a estocada final: “A figura celibatária de Jesus de Nazaré (…) veio possibilitar em termos culturais o aparecimento do homossexual autónomo e progressivamente emancipado dos nossos dias”.
[Time Out Lisboa, ontem; aqui]

segunda-feira, 16 de março de 2009

O futuro pode estar nos 'freelancers'

"For a few journalists at least, there are signs of a new prospect: individual journalists, funded by a mix of sources, offering expert coverage to many places." Esta é uma das seis tendências dos media (norte-americanos, bem entendido) em 2009, segundo o estudo "The State of the News Media", do instituto independente Project for Excellence in Journalism, dirigido pelo jornalista Tom Rosenstiel e dependente do Pew Research Center. Aqui.