segunda-feira, 30 de março de 2009

O futuro está nas revistas para elites?

"[T]he trend favoring a more elite readership continued. In a difficult year [2008], magazines such as The Economist, The New Yorker and The Atlantic again saw readership gains, although the economics were still difficult. (...)
The decline in advertising the magazine industry has experienced since 2006 accelerated in 2008. The biggest hits came in declines in ad buying from automakers, pharmaceutical companies and financial service providers. (...) Just one news magazine studied, The Economist, succeeded in adding pages and advertising revenue in 2008. The readership of the British-owned magazine’s North American edition is the youngest, most educated and most affluent of all the news magazines examined, all factors desired by advertisers."
[estudo "The State of the News Media 2009", aqui e aqui]

domingo, 29 de março de 2009

Casamento não serve

"What I don't understand is why gay men and lesbians want to get married. The unswerving fight that gay men and lesbians have waged for marriage equality has been predicated largely on the idea that traditional marriage is the best possible form a relationship can take. (...) What makes gay people think marriage will work better for them? It probably won't. (...) [A]s it is practiced in the United States, we can all agree that marriage is not perfect, and for so many of us marriage no longer suits our current emotional or social needs."
[Michael Bronski, activista gay, aqui]

sexta-feira, 27 de março de 2009

Somos jornalistas

"Nunca damos notícias sem as confirmarmos, não as damos para incomodar. Damo-las porque somos jornalistas e é essa a nossa função."
[Manuela Moura Guedes, numa reportagem do Púbico, hoje; aqui]

quinta-feira, 26 de março de 2009

Políticos cultos?

"Hoje, encontrar um político culto, que encare a arte como uma respiração vital da sociedade, é uma raridade."
[mensagem do Dia Mundial do Teatro, por Miguel Real e Filomena Oliveira, aqui]

quarta-feira, 25 de março de 2009

O 'bas-fond' mais 'bas-fond' de Lisboa

A já longa história do Trumps começa em Março de 1981. Era apenas uma pequena boîte que ocupava aquilo que hoje é a pista de dança do lado esquerdo de quem entra. Ao lado ficava outro bar, que teve vários nomes. Rocambole foi um deles. Pedro Dias, 63 anos, sócio do Trumps há 13 e actual gerente, recorda: “Enquanto o Trumps era um sítio ligado a pessoas da moda, da televisão e dos jornais, o Rocambole era o bas-fond mais bas-fond de Lisboa, onde às três da manhã iam parar prostitutas, prostitutos e chulos”.

[na Time Out Lisboa, hoje; aqui]

domingo, 22 de março de 2009

Senhores e senhoras

"[O] Parlamento Europeu (PE) (...) distribuiu recentemente por todos os funcionários uma brochura com um conjunto de “orientações” específicas para cada uma das 23 línguas oficiais da União sobre “linguagem neutra do ponto de vista do género”. Vulgo, linguagem sexista.

No caso da língua portuguesa, uma das recomendações que surge a reboque desta cruzada anti-sexismo é o abandono de fórmulas que, aparentemente, seriam apenas do domínio da cortesia e boa educação, como é o caso das expressões “Senhor” e “Senhora”. A partir de agora o seu uso é de “evitar, tanto quanto possível”, devendo as pessoas em causa ser designadas “pelo nome próprio e pelo apelido ou apelidos (eventualmente precedidos ou seguidos do respectivo cargo)”. Confuso? A sugestão é acompanhada de um exemplo. Deve escrever-se “a alocução de Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa e não do Sr. Cavaco Silva”.

(...) Um dos grandes pecados identificados no texto introdutório da brochura é a “utilização genérica ou neutralizadora do género masculino” (“os médicos”, “os advogados” ou “os trabalhadores”), por ser “cada vez mais percepcionada como discriminatória para as mulheres”. Caso o seu uso se revele incontornável (ou o texto em causa acabe por ficar longo e ilegível...) admite-se que “a utilização genérica ocasional do género masculino em situações difíceis poderá ser considerada aceitável”.

[Expresso, ontem]

500 exemplares

"Uma obra de poesia tem uma tiragem média de 500 exemplares - o suficiente para conseguir colocar livros nas principais livrarias que existem pelo país. Mas desses vendem-se mais ou menos 200. (...) Edições de 2, 3 ou 4 mil exemplares são raras. Acontecem, por exemplo, com Sophia de Mello Breyner (na Caminho), José Luís Peixoto ou José Régio (na Quasi), com Fernando Pessoa, Rimbaud, Lorca, Blake, Yeats, Hölderlin, Pablo Neruda (na Relógio D'Água), com Cesariny, Alexandre O'Neill ou Herberto Helder (na Assírio e Alvim). "São as excepções", comenta Jorge Reis-Sá."
[Diário de Notícias, aqui]