domingo, 2 de agosto de 2009

Larry Clark: uma entrevista

"I hated photography. I never liked photography that much. I always wished I was making films. Always wanted to be a filmmaker. The work was always structured that way, kind of like a film, narrative kind of thing. I always wished I could be a painter or a filmmaker, anything but a fucking photographer."
"I was certainly inspired by what Robert Frank and Eugene Metz did, and inspired by Bob Dylan and Lenny Bruce. I think the big influences of my work are Bob Dylan and Lenny Bruce — both of them influenced me. There's a lot of Lenny Bruce in my work."

"I identify with that kid. I can understand what happened to him. (...) I can identify maybe how he didn't have love, didn't have a role model, didn't have a father. He had a mother who was distant; he was by himself and lost. And then when he met the woman, it was love for the first time, or what he thought was love, which was also obsession. And he was extremely vulnerable. And he was manipulated. I can see him doing almost anything to hold on to that because that was his whole life. And when you're a kid that is pretty much your whole life.""I'm a great sufferer. I always felt that my work was always coming from a lot of pain and anger from that period of my life, my adolescence. And from shame. Not so much guilt, but from shame, anger, and pain. Those were the three areas that I felt my work was coming from. So I tried to make that more plain in my work and come to grips with it. (...) There's a saying that you're only as sick as your secrets. Which I guess means that the fewer secrets you have the less sick you are. And if you get rid of all your secrets, you get them out, maybe you won't be sick any more."
[entrevista com Larry Clark no site AmericanSuburbX.com, hoje]

sábado, 1 de agosto de 2009

Teresa Ricou e as antigas boémias

"Na entrevista que me foi feita, à noite, pela Cristina Margato para a revista Actual, de 25 de Julho de 2009, do jornal Expresso, na esplanada do Chapitô, no turbilhão da madrugada, dos exames finais, entre alunos, professores, júris, convidados, fluiu uma conversa solta, feita ao correr da noite, frente ao gravador, entre graças e desgraças, ditos e memórias desfiadas, levezas e sentimentos.

Acontece que, no gravador, as palavras misturam-se e perde-se o sentido.

Só assim posso compreender que venha no texto do Actual uma caixa realçando uma frase sobre a minha vida íntima, simples nota de rodapé de antigas boémias, mas em nada relevante para a descrição deste projecto em movimento, agora premiado pela Gulbenkian."

[carta de Teresa Ricou, no Expresso, hoje, a propósito disto]


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Casamento gay chumbado

"O Tribunal Constitucional rejeitou o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Mais de três anos depois de uma conservatória de Lisboa ter negado o casamento civil entre duas mulheres (Teresa Pires e Helena Paixão), o caso chegou à última instância judicial. (...) Dos cinco conselheiros do Tribunal Constitucional, três votaram contra o casamento de Teresa e Helena e dois votaram a favor." [Diário Económico, hoje, aqui]

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Processar homossexuais

"As análises só por si não são suficientes para garantir a 100%. Entre o momento em que se dá uma infecção e o momento em que ela é detectada, há um período de janela em que não conseguimos detectar nada. No VIH, eram 21 dias, agora são sete. Mas, mesmo com a nova tecnologia, o teste não detecta hoje uma pessoa que se infectou há uma semana. Só uma história clínica bem feita e a auto-exclusão podem ajudar. Se uma pessoa vier para ver se dá positivo, a infecção pode passar. Por isso, fico estarrecido com afirmações de líderes de movimentos activistas que vêm dizer que vão passar a esconder o facto de serem homossexuais. E ninguém se revolta? Isto é deliberadamente querer introduzir no circuito sangue contaminado. Ética, moral e criminalmente pode ser processado."

[Gabriel Olim, presidente do Instituto Português do Sangue, no jornal i de hoje, aqui]

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Novo romance de Richard Zimler

Os Anagramas de Varsóvia é o novo romance de Richard Zimler. Vai ser publicado em Setembro pela Oceanos. Segundo a editora, trata-se de um policial passado no gueto de Varsóvia e narrado por um homem que mente sobre a sua identidade.
Segue-se a Confundir a Cidade Com o Mar, livro de contos publicado em Outubro de 2008. Aqui.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

'Morrer Como Um Homem' a 18 de Setembro

O novo filme de João Pedro Rodrigues, Morrer Como Um Homem, tem estreia nacional marcada para 18 de Setembro, como filme de abertura do Queer Lisboa, festival de cinema gay e lésbico, informou hoje a organização. A estreia em sala está agendada para Outubro.
Esta imagem é também uma novidade.

A melhor cama de Lisboa

"Sou boa noutras coisas, mas não lhe posso dizer... Fui conhecida como a melhor cama de Lisboa. Já estou de barriga cheia. Agora quero é continuar a escola no porto de Lisboa, conseguir avançar para o quarto ano da especialidade. Já falei com quatro universidades. Vamos lá ver qual é que escolho. Quero fazer isto antes de morrer."

"(...) Isto é uma sociedade de preconceitos. E eu também tenho esse peso. O preconceito de ser única mulher, de ser a única mulher palhaço e de ter o único Chapitô... Quantos miúdos é que não me chegam aqui depois de terem lutado anos contra os pais para os deixarem vir para aqui? E quando os pais descobrem as suas sexualidades e querem ajustar contas com eles? Estamos cá para tomar conta dessas situações. Temos aqui filhos e netos de altos políticos, mas eu tive de lhes escrever uma carta a dizer como é. Foi para isto que fizemos a Revolução?"
[Teresa Ricou em entrevista ao Expresso, ontem]