terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pedir uma graça a um senhor feudal

“Se for ao tribunal, tem de falar com o juiz de uma forma absolutamente ridícula. Fala mais à vontade com o Presidente da República, que é o supremo magistrado da nação, do que com alguns magistrados da sua idade ou mais novos. Tem que se dirigir a um magistrado como um servo, na antiguidade, se dirigia ao seu senhor. Vai pedir justiça como se fosse pedir uma graça a um senhor feudal, a um monarca absoluto. A cultura nos tribunais, hoje, é a mesma de antes do 25 de Abril.”
[Marinho Pinto em entrevista ao jornal i, hoje]

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Bruno smoking a joint"

É de Nan Goldin a fotografia do cartaz deste ano do festival Doc Lisboa. "Bruno smoking a joint (Valerie's legs)", assim se chama. Nan Goldin fez parte do júri da edição do ano passado do festival.

domingo, 27 de setembro de 2009

4

4 é a nova curta-metragem do realizador francês Edouard Salier. Esteve no Circuito Off-Venice do Festival de Veneza deste ano. Segue-se a Empire (2005) e Flesh (2005).
Salier, de 34 anos, é realizador, designer gráfico e fotógrafo. Site oficial aqui.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Entre Quim e Ruth

No dia da estreia em Lisboa de Morrer Como um Homem, de João Pedro Rodrigues (JPR), filme cujo argumento inclui aspectos da vida de Ruth Bryden, uma das travestis mais famosas de Lisboa nos anos 80, aqui fica uma preciosidade: entrevista de Ruth Bryden à revista Sábado (outra que não a que hoje existe), em 1992.
Numa das fotos, aparece ao lado de Ruth Bryden uma transformista hoje conhecida como Jenny Larrue e que também entra no filme de JPR.

O nome de Ruth Bryden aparece com uma gralha na entrevista. "Briden", sem "y". E o nome real também tem gralha. O correcto é Joaquim Centúrio de Almeida.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Mais uma foto

Mais uma fotografia (fotograma) do filme Morrer como Um Homem, de João Pedro Rodrigues, que se estreia em Lisboa esta sexta-feira, 18, no âmbito do festival de cinema Queer Lisboa. Chega às salas de todo o país no dia 15 de Outubro, de acordo a produtora, Rosa Filmes.
Nesta imagem, Rosário (Alexander David), namorado da protagonista, Tónia (Fernando Santos).

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Memória e experiência

Sente que o exercício do jornalismo é hoje mais complicado em Portugal?
É cada vez mais complicado de facto, não propriamente pelo aumento de tentativas de condicionar a boa prática jornalística, mas pelas novas formas como são feitas. Nós hoje temos uma profissionalização das fontes de informação, ou seja, muita da informação que nos chega às mãos passa por agências de comunicação que trabalham com todos os sectores: do empresarial, ao cultural, político, ambiental, enfim, há uma informação que nos chega filtrada, embrulhada num lindo pacote, sem mácula, e com um cartão que diz, ora aqui tens uma informação que é importante passar para o público porque é do interesse do público saber que existe. E não é assim, porque as agências ou os gabinetes de comunicação trabalham com profissionais de marketing, antigos jornalistas e outros que sabem exactamente como funciona a lógica das redacções. E tudo isto faz parte do xadrez em que vivemos. Por isso é que é tão importante haver nas redacções profissionais bem preparados, perspicazes, que tenham memória, e isto é de facto muito importante: memória e experiência, para que se perceba desde logo o que é do interesse de grupos particulares e o que é de interesse público. É só isso que está em causa no papel do jornalista e é para isso que o jornalista trabalha, para o público. Para uma sociedade mais informada e, portanto, com menos margem para ser manipulada.

[Clara de Sousa, no jornal i, hoje; aqui] foto não creditada no site do jornal

Spot

Aí está o filme de promoção do festival Queer Lisboa, que começa esta sexta-feira, 18. Imagens da cena de abertura do filme Morrer Como um Homem, de João Pedro Rodrigues. Voz off de Ana Zanatti.