terça-feira, 17 de agosto de 2010

Manuel Teixeira-Gomes: o antigo Presidente da República era homossexual?

[reportagem saída na revista Notícias Sábado, do Diário de Notícias, a 14 de Agosto de 2010]


Escreveu muitas vezes sobre a sensualidade do corpo masculino. Foi acusado de pedofilia. No fim da vida exilou-se na Argélia, destino preferido dos homossexuais franceses do século XIX. Pela primeira vez, juntam-se as peças da ambiguidade sexual do sétimo Presidente da República – nascido há 150 anos.

texto completo aqui

sábado, 14 de agosto de 2010

"Aquela coisa"

Por volta dos 25 anos regressou a Portimão para trabalhar com o pai e passou a viver com Belmira das Neves, uma adolescente de origem modesta. Tiveram duas filhas e nunca se casaram, porque, segundo a interpretação consensual, um homem da classe dele nunca poderia desposar uma mulher do povo. O facto de Teixeira Gomes ser casado e ter filhas, tem sido apontado como explicação para negar a sua homossexualidade.
«Até mais ou menos aos anos sessenta do século XX, as pessoas a quem hoje chamamos homossexuais não excluíam a possibilidade de casar e depois tinham “aquela coisa” fora do casamento com pessoas do mesmo sexo», contrapõe o professor António Fernando Cascais.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Bacon

"By not being bounded by a certain decorum, being able to move without being enervated by the necessary restrictions the law imposes, Bacon contests its limits. We enter on the structure of the ‘pervert’. Bacon has a special knowledge, and no fear of brandishing it in the face of others. 

Bacon’s work makes available this secret space while at the same time it allows him to keep dumb about that secret. This is part of what I will examine concerning the area of inscription in the confi gurations of his paintings.

Furthermore, I mention here what I describe as being in the field of perversion is my description directed toward the works; it is not specifi cally aimed at an analysis of Francis Bacon himself, the producer of the works, although insofar as Bacon is revealed through his paintings it is related to him. What I wish to do here is to look at Bacon’s work against a reading of some of the aspects of the structure of perversion, particularly those aspects that tie the viewer in with the painting – in a sense, in the coupling of the viewer with what is displayed. In effect, it can be suggested that for Bacon – and this is surmise about the function of the work of art for him as an artist – the works are ways of expressing what cannot be said and erupt with an attempt at discourse that says and does not say."
Brenda Marshall

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

"O garanhão que ele nunca foi"

"Salazar tinha a imagem de um fradalhão. Numa sociedade homofóbica, como era a portuguesa, tinham de se afastar os boatos de que o ditador era homossexual. Por isso surgiam as histórias dessas aventuras. Mas não se pode transformar um fradalhão num garanhão que ele nunca foi."
António Simões do Paço, DN

terça-feira, 27 de julho de 2010

"Nunca pensé en ello de ese modo"

"Hay muchos motivos por los que la gente que conozco se metió a periodista. Hay quien lo hace por contar una gran historia, por cambiar el mundo, por viajar a sitios exóticos o por el aparente glamour de estar bajo los focos, y supongo que yo sentí todo eso en alguna medida. Pero para mí el gran atractivo del periodismo es el factor puzle: abordar un problema complicado y escribir para explicárselo a alguien. Me encanta que me digan: "Oh, no lo sabía"; pero prefiero aún más que me digan: "Nunca pensé en ello de ese modo". Cuestionar los prejuicios y repensar la sabiduría convencional es un gran logro y por eso es tan importante lo que hacemos para una democracia; no sólo exponer las cosas horribles que ocurren detrás de puertas cerradas, sino también hacer que la gente use su maldito cerebro."
Bill Keller, El País

domingo, 25 de julho de 2010

Feminina


FEMININA

...................................................................................................
Eu queria ser mulher pra me poder estender
Ao lado dos meus amigos, nas banquettes dos cafés.
Eu queria ser mulher para poder estender
Pó de arroz pelo meu rosto, diante de todos, nos cafés.

Eu queria ser mulher pra não ter que pensar na vida
E conhecer muitos velhos a quem pedisse dinheiro —
Eu queria ser mulher para passar o dia inteiro
A falar de modas e a fazer «potins» — muito entretida.

Eu queria ser mulher para mexer nos meus seios
E aguçá-los ao espelho, antes de me deitar —
Eu queria ser mulher pra que me fossem bem estes enleios,
Que num homem, francamente, não se podem desculpar.

Eu queria ser mulher para ter muitos amantes
E enganá-los a todos — mesmo ao predilecto —
Como eu gostava de enganar o meu amante loiro, o mais esbelto,
Com um rapaz gordo e feio, de modos extravagantes…

Eu queria ser mulher para excitar quem me olhasse,
Eu queria ser mulher pra me poder recusar…

...................................................................................................

Mário de Sá-Carneiro

sábado, 24 de julho de 2010

Resultados

"Tracking how many people view articles, and then rewarding — or shaming — writers based on those results has become increasingly common in old and new media newsrooms."