sábado, 25 de agosto de 2012

A viagem de Neil Armstrong por Eurico da Fonseca

Excerto do artigo "A primeira viagem à Lua", de Eurico da Fonseca, publicado em Julho de 1979 na revista História.



domingo, 19 de agosto de 2012

Gays no desporto? Não perguntes, não digas

Em Portugal não há um único desportista profissional que se assuma como  gay  ou transexual. Benfica, Sporting e FC Porto recusam-se a falar sobre o tema. E o Comité Olímpico entende que não é preciso adoptar qualquer política para defender os direitos das minorias sexuais. Na semana em que se iniciaram os Jogos Olímpicos de Londres, um retrato da homofobia e da transfobia no desporto de alta competição.



 
 
 
 

Conhec[e] algum futebolista português que seja homossexual? “Não”, responde Joaquim Evangelista, presidente da direcção do Sindicato de Jogadores Profi ssionais de Futebol (SJPF). Que leitura faz a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) do facto de não haver gays assumidos no campeonato nacional? “A Federação não pode pronunciar-se sem conhecimento de situações em concreto”, diz Sebastião Lobo, director de marketing e imagem da FPF. Há algum atleta olímpico português homossexual ou transexual? “Não tenho qualquer informação nesse sentido”, informa Vicente de Moura, presidente do Comité Olímpico Português (COP). 
TEXTO COMPLETO AQUI


[excerto de artigo publicado na revista 2, do jornal Público, de 29 de Julho de 2012; pp. 20-25]

sábado, 18 de agosto de 2012

Pussy Riot, a sentença

«[...] The sentence is an insult. In the closing section of the verdict, Judge Marina Syrova read “psychiatric-psychological examinations” of Nadia, Masha, and Katya, as the women are known. All three were found to suffer from a “mixed-personality disorder,” a condition that included different combinations of a “proactive approach to life,” “a drive for self-fulfillment,” “stubbornly defending their opinion,” “inflated self-esteem,” “inclination to opposition behavior,” and “propensity for protest reactions.”
It’s hard to think of a better definition of the Pussy Riot “crime.” These same psychological “abnormalities” were the targets of systematic eradication during the decades of Bolshevik terror and the following period of the Soviet police state: a Soviet man had to be quiescent, unquestioning, and submissive.» 
The New Yorker, 17 de Agosto, aqui.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Frágil abriu há 30 anos

A noite de Lisboa era triste e decadente, tímida e antiquada. E então apareceu o Frágil e a partir daí nada seria como dantes. O bar criado em 1982 por Manuel Reis e Carlos Fonseca trouxe a Europa até Lisboa e deu gás aos sonhos de uma juventude inquieta. Esta semana, para assinalar três décadas de vida, há festa na Rua da Atalaia, escreve Bruno Horta.


 
 

Já ninguém vai ao Bairro Alto para encontrar poetas e intelectuais inatingíveis – porque já ninguém é inatingível e a última coisa de que se quer falar é de arte ou política às duas da manhã. Também já não se escolhe a melhor roupa para conseguir entrada num bar – porque  os  bares  se estendem todos para a rua e a roupa com mais estilo é hoje, quase sempre, a menos engomada. Se observarmos a noite de agora com os olhos de há três décadas, ela está definitivamente em parte incerta. Tornou-se anónima, informal, massificada e largou os punhos de renda que Portugal mantinha nos anos 80. Entre um copo e uma música, já não se decreta um programa para mudar o mundo, porque Lisboa já não tem – e talvez não queira – um lugar, apenas, onde se agitem  possibilidades.  Esse  lugar  existiu  há  30 anos, foi o Frágil e abriu a 15 de Junho de 1982.


[EXCERTO DE artigo publicado na revista Time Out Lisboa de 20 de Junho de 2012, pp. 22 a 24]

sábado, 4 de agosto de 2012

João Alves da Costa: "600 mil portugueses não passam sem ter o bumbum comido por brasileiras"


Acompanhantes sadomasoquistas? Anúncios de sexo nos jornais? Entretenimento para adultos? João Alves da Costa é um perito. E nesta entrevista a Bruno Horta explica como transforma em literatura as suas aventuras sexuais. Fotografia de Joana Freitas.


[excerto de entrevista publicada na revista Time Out Lisboa de 27 de Junho de 2012, pp. 20 e 21]

sábado, 28 de julho de 2012

Herta Müller em Lisboa


A escritora Herta Müller, Nobel da Literatura em 2009, visitará Lisboa em Setembro, anunciou a editora Dom Quixote no início da semana. Herta Müller vem promover o romance Já Então a Raposa Era o Caçador, que a Dom Quixote agora traduziu para português. Uma sessão pública de apresentação do livro está agendada para 13 de Setembro, às 18h30, no Goethe-Institut, com a participação da escritora Lídia Jorge e do filólogo João Barrento.

Lê-se no comunicado de imprensa da Dom Quixote: «A obra literária de Herta Müller está atravessada pelos horrores do totalitarismo e os efeitos que os mecanismos de manipulação e opressão provocam na vida de cada indivíduo. Herta Müller, nascida em 1953 numa aldeia de minoria alemã na Roménia, escreve sobre uma realidade que ela conhece desde pequena: o seu pai fora oficial das SS [e] a sua mãe pertenceu aos milhares de romenos alemães que foram deportados para os campos de trabalhado forçado na União Soviética [...]. No romance Já Então a Raposa era o Caçador recria o ambiente opressivo e angustiante, durante os últimos dias do regime totalitário de Nicolae Ceaucescu. A acção decorre num subúrbio na Roménia e a história gira em torno da professora Adina e a sua amiga Clara, uma operária fabril que se apaixona por um agente da polícia secreta. Quando o agente manda vigiar o grupo de músicos do qual Adina faz parte, a amizade entre as duas mulheres desfaz-se. É então que, em casa de Adina, aparece uma pele de raposa que progressivamente vai sendo mutilada e a professora sabe que está a ser ameaçada pela polícia secreta romena.»

Escreveu-se sobre Herta Müller neste blogue aqui e aqui.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Para memória futura (2)

Jardim Gonçalves, em entrevista ao jornal i 
 
«Neste momento, a governação tem um toque interventivo técnico em excesso, ponderando aquilo que efectivamente devia ter em termos políticos. Criou-se uma dinâmica da qual resultou uma rede e determinadas pessoas ganham estatuto para poder determinar quem é quem para desenvolver determinadas tarefas. Já não é o primeiro-ministro eleito que com toda a liberdade escolhe, mas são estas condicionantes. E isto não é o melhor.»