sábado, 8 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
Nada é nada
«O Governo é bastante medíocre. Há
excepções, mas são excepções, a governação em geral está longe de
responder às dificuldades do momento. A única coisa que unifica a
governação são os cortes impostos pelas Finanças. Fora disso não há
nada. [...] A
única privatização que o PS não aceita é a de tornar o “bloco central”
na RTP propriedade do PSD, e, quando lá chegar, não haja nada no “pote”.
[...] O PS está-se nas tintas para os Estaleiros de Viana do
Castelo, ou a TAP, ou a ANA, mas não se está nas tintas para o controlo
da comunicação social pelo PSD. Admite que o PSD, enquanto governa,
manda mais do que o PS na comunicação social do Estado, mas quer, quando
lá chegar, ter disponíveis os mesmos meios de controlo, para ser a sua
vez. É esta relação que tem sido o seguro de vida da RTP.»
Pacheco Pereira, Público, 1 de Setembro (aqui)
sábado, 25 de agosto de 2012
A viagem de Neil Armstrong por Eurico da Fonseca
Excerto do artigo "A primeira viagem à Lua", de Eurico da Fonseca, publicado em Julho de 1979 na revista História.
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domingo, 19 de agosto de 2012
Gays no desporto? Não perguntes, não digas
Em Portugal não há um único desportista profissional que se assuma como gay ou transexual. Benfica, Sporting e FC Porto recusam-se a falar sobre o tema. E o Comité Olímpico entende que não é preciso adoptar qualquer política para defender os direitos das minorias sexuais. Na semana em que se iniciaram os Jogos Olímpicos de Londres, um retrato da homofobia e da transfobia no desporto de alta competição.
Conhec[e] algum futebolista português que seja homossexual? “Não”, responde Joaquim Evangelista, presidente da direcção do Sindicato de Jogadores Profi ssionais de Futebol (SJPF). Que leitura faz a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) do facto de não haver gays assumidos no campeonato nacional? “A Federação não pode pronunciar-se sem conhecimento de situações em concreto”, diz Sebastião Lobo, director de marketing e imagem da FPF. Há algum atleta olímpico português homossexual ou transexual? “Não tenho qualquer informação nesse sentido”, informa Vicente de Moura, presidente do Comité Olímpico Português (COP).
TEXTO COMPLETO AQUI
[excerto de artigo publicado na revista 2, do jornal Público, de 29 de Julho de 2012; pp. 20-25]
sábado, 18 de agosto de 2012
Pussy Riot, a sentença
«[...] The sentence is an insult. In the closing section of the verdict, Judge Marina Syrova read
“psychiatric-psychological examinations” of Nadia, Masha, and Katya, as
the women are known. All three were found to suffer from a
“mixed-personality disorder,” a condition that included different
combinations of a “proactive approach to life,” “a drive for
self-fulfillment,” “stubbornly defending their opinion,” “inflated
self-esteem,” “inclination to opposition behavior,” and “propensity for
protest reactions.”
It’s hard to think of a better definition of the Pussy Riot “crime.”
These same psychological “abnormalities” were the targets of systematic
eradication during the decades of Bolshevik terror and the following
period of the Soviet police state: a Soviet man had to be quiescent,
unquestioning, and submissive.»
The New Yorker, 17 de Agosto, aqui.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
O Frágil abriu há 30 anos
A noite de Lisboa era triste e decadente, tímida e antiquada. E então apareceu o Frágil e a partir daí nada seria como dantes. O bar criado em 1982 por Manuel Reis e Carlos Fonseca trouxe a Europa até Lisboa e deu gás aos sonhos de uma juventude inquieta. Esta semana, para assinalar três décadas de vida, há festa na Rua da Atalaia, escreve Bruno Horta.
Já ninguém vai ao Bairro Alto para encontrar poetas e intelectuais inatingíveis – porque já ninguém é inatingível e a última coisa de que se quer falar é de arte ou política às duas da manhã. Também já não se escolhe a melhor roupa para conseguir entrada num bar – porque os bares se estendem todos para a rua e a roupa com mais estilo é hoje, quase sempre, a menos engomada. Se observarmos a noite de agora com os olhos de há três décadas, ela está definitivamente em parte incerta. Tornou-se anónima, informal, massificada e largou os punhos de renda que Portugal mantinha nos anos 80. Entre um copo e uma música, já não se decreta um programa para mudar o mundo, porque Lisboa já não tem – e talvez não queira – um lugar, apenas, onde se agitem possibilidades. Esse lugar existiu há 30 anos, foi o Frágil e abriu a 15 de Junho de 1982.
[EXCERTO DE artigo publicado na revista Time Out Lisboa de 20 de Junho de 2012, pp. 22 a 24]
sábado, 4 de agosto de 2012
João Alves da Costa: "600 mil portugueses não passam sem ter o bumbum comido por brasileiras"
Acompanhantes sadomasoquistas? Anúncios de sexo nos jornais? Entretenimento para adultos? João Alves da Costa é um perito. E nesta entrevista a Bruno Horta explica como transforma em literatura as suas aventuras sexuais. Fotografia de Joana Freitas.
[excerto de entrevista publicada na revista Time Out Lisboa de 27 de Junho de 2012, pp. 20 e 21]
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