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terça-feira, 13 de março de 2007

Desgoverno

A demissão do director do Teatro Nacional de São Carlos, Paolo Pinamonti, hoje, é o corolário daquilo a que, sem exagero, se pode designar por semana negra para a cultura portuguesa:

- o Instituto das Artes abriu com atraso o concurso para Apoios Pontuais sem que o sistema informático, a única via para concorrer, estivesse a funcionar;
- os museus, especialmente o de Arte Antiga e o do Azulejo, não têm funcionários suficientes para que todas as salas estejam abertas ao público;
-
ardeu no sábado o cine-teatro Rosa Damasceno, em Santarém, devoluto há vários anos;
- o Ballet Contemporâneo do Norte fechou as portas, alegando dificuldades fincanceiras.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Pinamonti diz que continua à frente do São Carlos

Paolo Pinamonti, director do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), em Lisboa, foi ontem nomeado para o cargo de novo director artístico do Festival Mozart da Corunha (Espanha), que se realiza todos os anos na capital da Galiza entre Maio e Junho. O contrato é válido para os anos de 2008 a 2010, tendo sido ontem anunciado pela Câmara da Corunha num comunicado veiculado pelo TNSC. O festival, que existe desde 1998 e é uma das principais actividades da Orquestra Sinfónica da Galiza, é dedicado à representação de óperas de Mozart, além de outros autores. Paolo Pinamonti disse ao PÚBLICO, através do seu gabinete, que esta nomeação em nada interfere com as suas responsabilidades no teatro de Lisboa: "Nem teria aceite, se tal fosse o caso. Trata-se de um festival de Verão, cuja programação em nada interfere com a actividade inerente ao meu cargo. De resto, o contrato que assinei com o Estado português a 1 de Abril de 2001 não implica qualquer tipo de exclusividade, característica comum ao contrato que assinei com o Festival Mozart." O actual contrato de Pinamonti com o TNSC termina a 31 de Março e ainda não se sabe se será renovado. (no Público, hoje)

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Golpe de mestre

Diz a Lusa, citando fonte do teatro, que "o director do Teatro de São Carlos, Paolo Pinamonti, foi hoje nomeado pelo município da Corunha (Norte de Espanha) director do Festival Mozart para o triénio 2008/2010".
Se o que Pinamonti, homem inteligente e sabido, está a fazer não é responder ao secretário de Estado da Cultura, vou ali e já volto. Vieira de Carvalho queria demitir Pinamonti, mas com o italiano não faz farinha.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Notas

1 - O parlamento vai votar o Estatuto do Jornalista na próxima quinta-feira.

2 - A eurodeputada socialista Ana Gomes disse hoje, em Lisboa, ter entregue ao procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, “indícios relevantes” de conivência do Estado português com “ilegalidades e graves violações dos direitos humanos” no transporte ilegal de prisioneiros.

3 - O juiz Alfredo Costa, do 5º Juízo do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, assinou um mandado de detenção contra José Maria Martins, advogado de Carlos Silvino no processo Casa Pia. O mandado é de 5 de Janeiro e a PSP tem 45 dias para o cumprir. De acordo com uma fonte próxima do processo, José Maria Martins é acusado pelo dono de uma empresa de estafetas instalada num prédio da Avenida das Forças Armadas, em Lisboa, de violação de domicílio, coacção e ameaça. O insólito episódio foi filmado pela TVI e é um dos vídeos portugueses mais vistos no site ‘YouTube’ - o advogado é posto fora da empresa a empurrão, incita o repórter a filmar e rebola pelo chão antes de apanhar várias moedas do solo. (Expresso de hoje)

4 -
O compositor Emmanuel Nunes recebeu de Mário Vieira de Carvalho a «garantia» de que a sua ópera Das Märchen, encomendada pelo São Carlos, irá realizar-se nos moldes que deseja - isto é, com audições para a escolha do elenco. O próprio Nunes afirmou, em declarações ao Expresso, que a conversa com o secretário de Estado da Cultura só pode significar «que a política vai mudar em breve», o que tem como leitura imediata a substituição do director do Teatro. Mário Vieira de Carvalho não assume a intenção de substituir Paolo Pinamonti, mas fez saber, pelo seu gabinete, que garantiu a Nunes «a realização da ópera», frisando que isso não representa um acto de «ingerência» na programação do São Carlos, mas sim «um caso de prioridade política». (Expresso de hoje)