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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Uns vendem o corpo, outros vendem arte. E são todos prostitutos

"Dois são homossexuais, um é heterossexual. São prostitutos brasileiros ilegais e vivem em Lisboa." O esclarecimento é dado por John Romão no início da peça Velocidade Máxima, que passou este fim-de-semana pelo Citemor, Festival de Teatro e Cinema de Montemor-o-Velho (que decorre até sábado, dia 15).
Depois o encenador diz que "nenhum dos prostitutos está aqui para foder". O objectivo é outro: mostrar, com mais ou menos demagogia, que na vida real os trabalhadores do sexo são exactamente iguais aos artistas portugueses. Como? John Romão explica que os prostitutos se vendem o melhor que podem e inventam esquemas para sobreviver. Os artistas também: "Tomam cafés no Chiado e copos no Bairro Alto com os programadores de teatro, fazem amizade com jornalistas que lhes podem dar protagonismo e, se são velhos na área, sentam-se à sombra dos subsídios do Estado."
[no jornal i, hoje; foto: Dora Nogueira]

sábado, 16 de maio de 2009

Acordo é um disparate

A polémica alteração das regras ortográficas está também a causar divisões no PS, ameaçando transformar-se num foco de tensão entre o partido e o Executivo de Sócrates. “O Governo cometeu o erro de pôr este acordo em execução. É um disparate que entre em vigor”, afirma Luís Fagundes Duarte, coordenador do PS para a área da Educação. Para o deputado, “o problema foi o ministro da Cultura ter avançado sem ter a retaguarda protegida a nível do próprio Governo”.
[no Expresso, hoje]

terça-feira, 8 de julho de 2008

Definitivamente, é o 'lead' da semana

"Estamos todos mortos e ainda não nos apercebemos disso». As palavras, roubadas ao dramaturgo Eduard Bond, servem a Pedro Marques, 39 anos, para descrever aquilo que o encenador vê quando olha para o meio teatral português. Depois de meia dúzia de anos de Cornucópia, outra de Artistas Unidos, e mais dois de desemprego, desespero e insatisfação, Marques volta ao teatro, como uma crítica ao capitalismo de Gregory Motton (em estreia no Festival de Almada) e um discurso que o próprio reconhece polémico, mas necessário: «O teatro tem de se libertar rapidamente da corda do Estado e conquistar público. Uma das razões para o teatro ter pouca visibilidade junto das pessoas reside no facto deste se ter distanciado das pessoas, voluntariamente, e exactamente através dos subsídios».
Entrevista de Cristina Margato, no Expresso ("Actual") de 5 de Julho.

terça-feira, 25 de março de 2008

Ainda a Acordo Ortográfico

Quem souber responder a esta pergunta convence-me fatalmente da utilidade do novo Acordo Ortográfico: para que serve a uniformização agora proposta se ela é do domínio da ortografia e não do da sintaxe e a sintaxe vai permanecer diversa em cada país lusófono?

Os defensores do Acordo, entre os quais se inclui o novo ministro da Cultura, têm dito que uma língua portuguesa uniforme serve melhor os interesses de Portugal no mundo. Mas isso só seria verdade se estivessemos perante uma unificação total da gramática e não apenas de uma parte dela.
O Acordo que nos querem impôr à força não é um Acordo Gramatical ou Sintáctico, mas um Acordo Ortográfico. A ortografia só trata da forma como se escrevem as palavras.
Onde está, então, a vantagem?

O Acordo, em PDF, está aqui.

domingo, 20 de maio de 2007

Directora de museu faz publicidade a banco

Quem dirige um museu do Estado e veicula, nessa qualidade, mensagens publicitárias age na legalidade? Ou, melhor: quem dirige um museu do Estado acha que fazer publicidade é eticamente correcto, independentemente do que diga a lei?

A directora do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), Dalila Rodrigues, responderia "sim" às duas perguntas.

Na edição de ontem do "Expresso", aparece citada numa página de publicidade, com as seguintes frases: "Com as actividades previstas para a Noite dos Museus pretende-se uma abordagem mais diversificada, apelativa e contemporânea do tema Arte e Paisagem. Evidentemente, esta programação é apenas possível com o apoio do Millenium bcp".

Mas perante quem responde Dalila Rodrigues: perante o banco em causa, que é mecenas exclusivo do MNAA, ou perante o ministério da Cultura, que a nomeou para o cargo (em Setembro de 2004)?

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Mário Vieira de Carvalho contra “concorrência meramente mercantil”

Excerto do artigo "Diversidade Cultural: protecção ou proteccionismo?", publicado no número quatro a revista Obscena, disponível em formato PDF:


Apesar de Portugal ter ratificado a Convenção [sobre a Diversidade Cultural, da UNESCO] a 17 de Março, a imprensa nacional não perdeu tempo a discutir o assunto. Contudo, para Mário Vieira de Carvalho [secretário de Estado da Cultura], o documento “vem ao encontro das prioridades da política cultural” do Governo. Porque estabelece a “legitimidade e necessidade de políticas públicas” na área cultural e protege a criatividade e as expressões culturais de uma “concorrência meramente mercantil”. O secretário de Estado entende que a língua e cultura portuguesas vão ser as principais beneficiárias deste instrumento. Apesar de lhe ter sido pedido que indicasse exemplos práticos, o governante preferiu não entrar em pormenores.

(...) É muito nebuloso, ainda, o alcance das medidas previstas. As definições da UNESCO são vagas. Entende-se que a diversidade cultural é a “multiplicidade de formas em que se expressam as culturas dos grupos e sociedades” e que as expressões culturais são as que “resultam da criatividade das pessoas, grupos e sociedades e que possuam conteúdo cultural”.

Mesmo quando se tenta perceber o que é que vai mudar, junto de quem representa músicos e escritores, nada de muito concreto se encontra. Eric Baptiste, director-geral da Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores (CISAC) – organização não-governamental, com sede em Paris, que representa 2,5 milhões de autores e editores de 114 países – defende que as políticas a adoptar em função do documento “vão garantir a liberdade criativa e o direito dos criadores a receber compensações adequadas pelo uso dos seus trabalhos”. Mas não concretiza. No entender do mesmo responsável, a Convenção “reconhece o papel indispensável dos criadores enquanto motores do diálogo intercultural e de uma economia criativa”. Se a globalização está a permitir que os criadores se apresentem a um número cada vez maior de pessoas, é necessário, ao mesmo tempo, sublinha Eric Baptiste, que “os bens culturais sejam legalmente protegidos”, coisa que, no seu entender, a Convenção permite, juntamente com os direitos de copyright que já existem.
B.H.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Concurso do Instituto das Artes com falhas

No "Público", hoje:

Centenas de artistas portugueses estão desde a manhã de ontem impedidos de apresentar candidaturas ao Programa de Apoio a Projectos Pontuais 2007 do Instituto das Artes (IA), devido a falhas no sistema informático. O prazo termina oficialmente hoje.
Este programa é a única forma que a maioria dos artistas portugueses não ligados a instituições tem de financiar a criação de espectáculos ou outras obras, em áreas como a dança, teatro ou design.
É a segunda vez, em menos de três dias, que há problemas no sistema de Gestão Electrónica de Apoios - designação da plataforma informática a que só se acede através do site do IA e que é, pela primeira vez, o único método de candidaturas. Na sexta-feira passada, um excesso de utilizadores provocou o bloqueio do sistema, determinando a prorrogação do prazo para hoje. Nessa altura, segundo informação oficial, o IA tinha recebido 103 candidaturas, mas havia mais de 400 registadas, por completar.
O sistema voltou a funcionar na segunda-feira, mas não terá resistido a novo afluxo de utilizadores. O subdirector do IA, Orlando Farinha, reconhece que "está a funcionar pessimamente", mas não tem conhecimento de novos problemas. "Pode haver momentos em que o acesso não seja possível, mas não tenho informações sobre um bloqueio igual ao da semana passada".
Vários artistas tentaram sem êxito ao longo do dia de ontem completar as candidaturas. O PÚBLICO experimentou o acesso ao sistema. Foi possível entrar na plataforma, mas os dados introduzidos não puderam ser guardados.
O IA adjudicou a montagem do sistema à empresa Acceo. Orlando Farinha assegura que o IA fará uma auditoria e apurar responsabilidades. B.H.

domingo, 1 de abril de 2007

Apoios Pontuais adiados novamente

No "Público", hoje:

O Instituto das Artes (IA) adiou por tempo indeterminado o prazo final para entrega de candidaturas ao Programa de Apoio a Projectos Pontuais 2007. O sistema informático, a que só se acede através da Internet e que é, pela primeira vez, o único método de apresentação de candidaturas, está bloqueado desde a tarde de quinta-feira. O prazo terminaria anteontem, dia 30. O subdirector do IA, Orlando Farinha, não sabe quando a situação estará resolvida, mas garante que "nenhum artista será prejudicado". Amanhã será apresentado um novo prazo, "nunca inferior a 24 horas", sublinhou.

terça-feira, 13 de março de 2007

Desgoverno

A demissão do director do Teatro Nacional de São Carlos, Paolo Pinamonti, hoje, é o corolário daquilo a que, sem exagero, se pode designar por semana negra para a cultura portuguesa:

- o Instituto das Artes abriu com atraso o concurso para Apoios Pontuais sem que o sistema informático, a única via para concorrer, estivesse a funcionar;
- os museus, especialmente o de Arte Antiga e o do Azulejo, não têm funcionários suficientes para que todas as salas estejam abertas ao público;
-
ardeu no sábado o cine-teatro Rosa Damasceno, em Santarém, devoluto há vários anos;
- o Ballet Contemporâneo do Norte fechou as portas, alegando dificuldades fincanceiras.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Simplex adias apoios pontuais para as artes

No Público, hoje:

O sistema informático do Instituto das Artes (IA) não está preparado para receber as candidaturas ao Programa de Apoio a Projectos Pontuais de 2007, mas os prazos de três áreas artísticas abrangidas pelo concurso (Arquitectura, Artes Plásticas e Design) estão a contar desde sexta-feira, dia 2. Orlando Farinha, subdirector do IA, não sabe quando estará solucionado o problema e, sem se comprometer com datas, diz-se convencido de que "dentro de um ou dois dias" o sistema estará a funcionar. Garante que os candidatos às três áreas não serão prejudicados e que novas datas serão anunciadas, embora não esclareça quando. Nos anos anteriores, o concurso teve sempre início em Dezembro e não em Março, como agora. Farinha reconhece os atrasos, mas esclarece que a lei permite ao IA dar início aos chamados "apoios pontuais" até ao fim de Março de cada ano. A principal razão da abertura tardia foi a estreia do sistema de candidaturas electrónicas, que passou a ser obrigatório. B.H.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Acordo Berardo/Estado é "negócio ruinoso"

O deputado do PSD Pedro Duarte qualificou hoje de "negócio ruinoso" para o país o protocolo firmado entre o Estado e a Fundação Berardo relativamente à colecção de arte contemporânea do comendador.
O deputado, que falava na sessão parlamentar de perguntas ao Governo no âmbito sectorial da Cultura, referiu-se ao acordo feito como tendo "contornos poucos claros".
Por seu turno, a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro descreveu este mesmo acordo como "uma questão nebulosa".
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, contrapôs, afirmando que "este não foi um mau negócio para o país".

Dirigindo-se à bancada do PSD, afirmou: "Tirámos a colecção dos depósitos do Centro Cultural de Belém para ser vista".

Isabel Pires de Lima acentuou ainda que o protocolo assinado permite ao Estado a opção de compra em 2017 aos preços estabelecidos em 2006, isto é, 316 milhões de euros, de acordo com a avaliação feita pela leiloeira Christie`s.

Sustentando esta opção, a ministra lembrou aos deputados "que o mercado da arte está em constante valorização".

Pires de Lima lembrou ainda aos deputados que, no final do comodato da colecção, caso o Estado a compre, o comendador Joe Berardo entregará ao Estado dez por cento dos 316 milhões de euros "para reforço da colecção".

No final da sessão, fonte do gabinete da ministra assinalou à agência Lusa que este é "um acordo muito confortável" e que, dentro de dez anos, a colecção poderá ter um valor muito próximo dos 500 milhões de euros.
Lusa

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Pinamonti diz que continua à frente do São Carlos

Paolo Pinamonti, director do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), em Lisboa, foi ontem nomeado para o cargo de novo director artístico do Festival Mozart da Corunha (Espanha), que se realiza todos os anos na capital da Galiza entre Maio e Junho. O contrato é válido para os anos de 2008 a 2010, tendo sido ontem anunciado pela Câmara da Corunha num comunicado veiculado pelo TNSC. O festival, que existe desde 1998 e é uma das principais actividades da Orquestra Sinfónica da Galiza, é dedicado à representação de óperas de Mozart, além de outros autores. Paolo Pinamonti disse ao PÚBLICO, através do seu gabinete, que esta nomeação em nada interfere com as suas responsabilidades no teatro de Lisboa: "Nem teria aceite, se tal fosse o caso. Trata-se de um festival de Verão, cuja programação em nada interfere com a actividade inerente ao meu cargo. De resto, o contrato que assinei com o Estado português a 1 de Abril de 2001 não implica qualquer tipo de exclusividade, característica comum ao contrato que assinei com o Festival Mozart." O actual contrato de Pinamonti com o TNSC termina a 31 de Março e ainda não se sabe se será renovado. (no Público, hoje)

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Golpe de mestre

Diz a Lusa, citando fonte do teatro, que "o director do Teatro de São Carlos, Paolo Pinamonti, foi hoje nomeado pelo município da Corunha (Norte de Espanha) director do Festival Mozart para o triénio 2008/2010".
Se o que Pinamonti, homem inteligente e sabido, está a fazer não é responder ao secretário de Estado da Cultura, vou ali e já volto. Vieira de Carvalho queria demitir Pinamonti, mas com o italiano não faz farinha.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Notas

1 - O parlamento vai votar o Estatuto do Jornalista na próxima quinta-feira.

2 - A eurodeputada socialista Ana Gomes disse hoje, em Lisboa, ter entregue ao procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, “indícios relevantes” de conivência do Estado português com “ilegalidades e graves violações dos direitos humanos” no transporte ilegal de prisioneiros.

3 - O juiz Alfredo Costa, do 5º Juízo do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, assinou um mandado de detenção contra José Maria Martins, advogado de Carlos Silvino no processo Casa Pia. O mandado é de 5 de Janeiro e a PSP tem 45 dias para o cumprir. De acordo com uma fonte próxima do processo, José Maria Martins é acusado pelo dono de uma empresa de estafetas instalada num prédio da Avenida das Forças Armadas, em Lisboa, de violação de domicílio, coacção e ameaça. O insólito episódio foi filmado pela TVI e é um dos vídeos portugueses mais vistos no site ‘YouTube’ - o advogado é posto fora da empresa a empurrão, incita o repórter a filmar e rebola pelo chão antes de apanhar várias moedas do solo. (Expresso de hoje)

4 -
O compositor Emmanuel Nunes recebeu de Mário Vieira de Carvalho a «garantia» de que a sua ópera Das Märchen, encomendada pelo São Carlos, irá realizar-se nos moldes que deseja - isto é, com audições para a escolha do elenco. O próprio Nunes afirmou, em declarações ao Expresso, que a conversa com o secretário de Estado da Cultura só pode significar «que a política vai mudar em breve», o que tem como leitura imediata a substituição do director do Teatro. Mário Vieira de Carvalho não assume a intenção de substituir Paolo Pinamonti, mas fez saber, pelo seu gabinete, que garantiu a Nunes «a realização da ópera», frisando que isso não representa um acto de «ingerência» na programação do São Carlos, mas sim «um caso de prioridade política». (Expresso de hoje)

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Afinal?

O Museu Berardo vai receber dos contribuintes 500 mil euros por ano para comprar espólio que fica nas mãos do empresário. O CCB acaba com a Festa da Música porque não tem 850 mil euros (custo da do ano passado) para a fazer (só mais 350 mil do que aquilo que vai parar aos bolsos de Berardo). E Mega Ferreira diz que a Festa acaba porque o Ministério da Cultura retirou 600 mil euros do orçamento do CCB (pouco mais ou menos aquilo que vai parar aos bolsos de Berardo).
Já agora: Mega Ferreira e Carmona Rodrigues não tinham dito em público que a Câmara de Lisboa e o CCB iam colaborar até 2008 para que a Festa da Música não acabasse?
É tudo sinistro. E, no entanto, tudo encaixa.