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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Elvis e Byron eram profundamente femininos

"Enquanto personas sexuais revolucionárias, Byron e Elvis tiveram um estilo juvenil e de maturidade: primeiro uma ameaça perturbante, depois uma urbana magnanimidade. As suas maneiras quotidianas eram varonis e delicadas. (...) Byron e Presley imprimiram a sua marca no mundo, veículos de uma força titânica; no entanto, eram profundamente emotivos e sentimentais, num sentido feminino."
(…)
Byron e Presley eram ambos famosos pela sua robustez atlética e, contudo, tanto um como o outro sofriam de achaques crónicos que de algum modo nunca chegaram a empanar o brilho das suas feições ou da sua vigorosa beleza. Ambos lutaram constantemente contra a tendência para engordar. Presley perdeu a batalha já no final da vida. Ambos morreram prematuramente, Byron aos trinta e seis, Presley aos quarenta e dois. A autópsia de Byron revelou um coração dilatado e uma degeneração do fígado e da vesícula biliar, inflamação cerebral e obliteração das suturas cranianas. Pres­ley tinha também o coração dilatado e sofria de uma degeneração do fígado e do cólon. Em ambos os casos, uma tremenda energia física juntava-se, estranhamente, a uma desordem dos órgãos internos, como uma revolta do organismo. As drogas que Presley tomava foram um sintoma, não uma causa. De um ponto de vista psico-genético, Byron e Presley praticaram a feminina arte da autodebilitação.""Personas Sexuais: Arte e Decadência de Nefertiti a Emily Dickinson"
Camille Paglia

tradução de José Miguel Silva; edição Relógio d'Água, 2007

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Afinal?

O Museu Berardo vai receber dos contribuintes 500 mil euros por ano para comprar espólio que fica nas mãos do empresário. O CCB acaba com a Festa da Música porque não tem 850 mil euros (custo da do ano passado) para a fazer (só mais 350 mil do que aquilo que vai parar aos bolsos de Berardo). E Mega Ferreira diz que a Festa acaba porque o Ministério da Cultura retirou 600 mil euros do orçamento do CCB (pouco mais ou menos aquilo que vai parar aos bolsos de Berardo).
Já agora: Mega Ferreira e Carmona Rodrigues não tinham dito em público que a Câmara de Lisboa e o CCB iam colaborar até 2008 para que a Festa da Música não acabasse?
É tudo sinistro. E, no entanto, tudo encaixa.