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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Amanhã

Conferência internacional "Pierre Klossowski e os Poderes da Imagem", organizada no Museu Berardo pelo Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens. Aqui

Legenda: Roberte et les Barres Parallèles nº 8 (1984), de Pierre Klossowski (Museu Colecção Berardo).

sábado, 24 de janeiro de 2009

Frase do ano (até agora)

"A mim ninguém me contactou para vender ou comprar. E para comprar tem que 'cantar' muito dinheirinho".
Joe Berardo em entrevista ao "Público"

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

"Um Teatro Sem Teatro"

Imagens da exposição "Um Teatro Sem Teatro" ("Un Teatre Sense Teatre"). A exposição, sobre a relação entre o teatro e as artes visuais no século XX, termina esta terça-feira, dia 11, no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (começou a 25 de Maio) e abre em Lisboa a 16 de Novembro, no Museu Berardo.

Instalação "Monsieur Teste", 1974-75, de Marcel Broodthaers:


Cartaz do "3ème Festival de La Libre Expression", de 1966, organizado por
Jean- Jacques Lebel:
Instalação "Reifentänze Installation Reifenvorhänge und zwei Reifenfiguren [Danças de Aros]", 1927-1961-1994, de Oskar Schlemmer:
Lista não exaustiva das obras desta exposição aqui.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

"A oralidade é um traço rude, de fortes tintas, em áspera tela"

Crónica de Fernando Alves, lida na terça-feira na TSF:

O gramaticida arteiro

É por vezes terrível o fosso entre a frase escarrapachada em papel de jornal e a sua oralidade – quando a prosódia não é grande espingarda. Sabendo-se o que a casa gasta, e estando o gramaticida de rédea solta gramaticando, crescem as possibilidades de novas fronteiras. Assim, boquiabrimos o espanto, seguindo as incessantes farpas que o comendador vai lançando ao presidente do conselho de fundadores. De prima-dona a menino mimado, vai o verbo emoldurando a sua iconoclastia.

Comendadoria comenda, não se detém em comenos. A oralidade é um traço rude, de fortes tintas, em áspera tela. Ocorre que, lida no jornal, a frase com que o comendador dá na televisão a estocada ao já semi-retirado presidente do conselho de fundadores, deixa lavrado em acta: “se ele está com problemas de saúde, ou com problemas mentais, que se vá é curar”. Mas, ouvida, uma e outra, e ainda outra, vez ouvida, ganha a frase outra patine ensalivada: “se ele está com problemas de saúde, ou com problemas mentais, que se vaia curar”. Teríamos neste caso o verbo ir, chamando à sua própria concha de sonoridade a vaia que a frase merece, por ir mal conjugado – assim pedindo zombaria e motejo.

O gramaticida foragido às regras, do verbo ir perdido, errátil; assim se vai, por mais fortuna e humor errante, criando um estilo, sujeito à vaia, é claro, pois se vai a margem condescendente dissipando. Da arte possuindo vasto arsenal, e o artifício, e a artimanha, da arte arteiro, e do fino gosto, em lavor próprio ou por requintado conselho aprimorado, é chegado, talvez, o momento de o comendador investir em porta-voz ou em gramáticas. O resto, a mais funda substância da frase, pede outro prontuário e, porventura, outra vaia. Fernando Alves

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Quantos há?

Afinal, quantos exemplares há do famoso "Telefone-Lagosta" de Salvador Dalí? As três imagens estão publicadas, respectivamente (da esq. para a dir.):

- no livro da Taschen "Salvador Dalí" (por Gilles Néret),
- na Wikipedia,
- no catálogo "Fernando Lemos e o Surrealismo" (colecção Berardo; edição do Centro de Artes Casa das Mudas).

A Wikipedia garante que o original foi concebido por Dalí em 1936 e que há quatro cópias. Cinco peças ao todo, portanto.

Mas põem-se três problemas e duas perguntas: as medidas do original, segundo a Wikipedia, são de 15 × 30 × 17 cm. As quatro cópias estão na Tate Modern, em Londres, no Museu Alemão dos Telefones, em Frankfurt, na Fundação Edward James e na National Gallery, da Austrália. E as medidas do exemplar da colecção Berardo, diz o catálogo citado, são de 20 × 30 × 15 cm.
E
stará errada a informação da Wikipedia sobre as medidas do original e o local onde se encontram as cópias? Que exemplar é o de Berardo? Quem poderá responder?

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Acordo Berardo/Estado é "negócio ruinoso"

O deputado do PSD Pedro Duarte qualificou hoje de "negócio ruinoso" para o país o protocolo firmado entre o Estado e a Fundação Berardo relativamente à colecção de arte contemporânea do comendador.
O deputado, que falava na sessão parlamentar de perguntas ao Governo no âmbito sectorial da Cultura, referiu-se ao acordo feito como tendo "contornos poucos claros".
Por seu turno, a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro descreveu este mesmo acordo como "uma questão nebulosa".
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, contrapôs, afirmando que "este não foi um mau negócio para o país".

Dirigindo-se à bancada do PSD, afirmou: "Tirámos a colecção dos depósitos do Centro Cultural de Belém para ser vista".

Isabel Pires de Lima acentuou ainda que o protocolo assinado permite ao Estado a opção de compra em 2017 aos preços estabelecidos em 2006, isto é, 316 milhões de euros, de acordo com a avaliação feita pela leiloeira Christie`s.

Sustentando esta opção, a ministra lembrou aos deputados "que o mercado da arte está em constante valorização".

Pires de Lima lembrou ainda aos deputados que, no final do comodato da colecção, caso o Estado a compre, o comendador Joe Berardo entregará ao Estado dez por cento dos 316 milhões de euros "para reforço da colecção".

No final da sessão, fonte do gabinete da ministra assinalou à agência Lusa que este é "um acordo muito confortável" e que, dentro de dez anos, a colecção poderá ter um valor muito próximo dos 500 milhões de euros.
Lusa

sábado, 27 de janeiro de 2007

Cavaco deixou o país de rastos, diz Joe Berado

Joe Berardo, sobre Cavaco Silva, em entrevista ao Jornal de Notícias, ontem:

"[Cavaco Silva] Não entendeu o que está em causa [no acordo celebrado entre Berardo e o Estado para a criação do Museu Berardo no Centro Cultural de Belém]. Não lhe pedi opinião, mas se tinha dúvidas devia ter-me ligado. Como é demasiado superior não teve a dignidade de me chamar. Ainda hoje estamos a sofrer, em Portugal, porque ele deixou o país de rastos quando foi primeiro-ministro."

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Conversa da treta

A colecção de arte de Joe Berardo está avaliada, segundo a Christie's, em 316 milhões de euros, anunciou hoje a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, numa cerimónia pública no Centro Cultural de Belém. O valor é suficiente para construir três Casas da Música ou dois Centros Culturais de Belém, disse a ministra. Para ela, albergar a colecção no CCB constituía um "dever patriótico".

A avaliação foi feita peça a peça. Só um dos quadros de Picasso vale 18 milhões de euros, outro, de Bacon, vale 15 milhões, disse há minutos Isabel Pires de Lima no Jornal das 9, na SIC Notícias.

A abertura do Museu só acontece no segundo semestre de 2007, o que contradiz os prazos inicialmente avançados (fim de 2006). Em Julho, haverá um espectáculo "nunca visto" de apresentação da colecção, disse Berardo na cerimónia de hoje.

O Estado vai dar a Berardo 500 mil euros por ano para a compra de novas obras. E o funcionamento do museu custará ao Estado 1,5 milhões de euros em 2007, anunciou a ministra na SIC Notícias.

O fim da Festa da Música do CCB, diz Pires de Lima, não se fica a dever à abertura do museu Berardo.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Afinal?

O Museu Berardo vai receber dos contribuintes 500 mil euros por ano para comprar espólio que fica nas mãos do empresário. O CCB acaba com a Festa da Música porque não tem 850 mil euros (custo da do ano passado) para a fazer (só mais 350 mil do que aquilo que vai parar aos bolsos de Berardo). E Mega Ferreira diz que a Festa acaba porque o Ministério da Cultura retirou 600 mil euros do orçamento do CCB (pouco mais ou menos aquilo que vai parar aos bolsos de Berardo).
Já agora: Mega Ferreira e Carmona Rodrigues não tinham dito em público que a Câmara de Lisboa e o CCB iam colaborar até 2008 para que a Festa da Música não acabasse?
É tudo sinistro. E, no entanto, tudo encaixa.