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sábado, 14 de abril de 2012

"A minha caixa de madeira estava sempre aberta e nunca me faltou nada"

"Junto de mim estavam dois carteiristas. A um deles chamavam-lhe O Americano, porque de cada vez que vinha uma esquadra americana ao Tejo ele fugia da colónia disciplinar e vinha para o Cais do Sodré gamar carteiras aos americanos. E depois voltava, era penalizado, etc. Ao lado, estava outro que também era carteirista. E a minha caixa de madeira, debaixo da cama, com tudo aquilo que eu tinha, inclusive dinheiro, estava sempre aberta e nunca me faltou nada. [...] Havia um código de conduta entre nós [...] que era respeitado. Vejo muita gente que é considerada séria e que deve ter um estatuto menor do que o daqueles vigaristas com quem eu estive a lidar. [...] As pessoas não podem ser classificadas a preto e branco. Há toda uma avaliação da personalidade e do comportamento das pessoas que tem de ser feita independentemente dos seus sinais exteriores ou mesmo de alguns actos condenatórios que fizeram."
Historiador e político José Manuel Tengarrinha sobre a sua passagem pela Colónia Penal de Penamacor, em entrevista à Antena 1 emitida a 12 de Abril de 2012 (a partir do minuto 10).

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sai este mês

Sobre o livro "Álvaro Cunhal: Retrato Pessoal e íntimo" diz o comunicado de imprensa da editora, Esfera dos Livros:
"Álvaro Cunhal era um pai dedicado. Os montes de neve retirados dos passeios durante os frios Invernos de Moscovo serviam para fazer a sua filha Ana, deslizar com um pequeno trenó. A alegria e o companheirismo ficavam registados em fotografias que ele próprio revelava em casa.
Estes e outros pormenores de um lado desconhecido do líder histórico do PCP são desvendados na primeira biografia de Álvaro Cunhal. Adelino Cunha traça um retrato completo do homem e do político. Da infância em Seia à entrada no PCP, do seu envolvimento na Guerra Civil de Espanha, às três detenções e à histórica fuga do Forte de Peniche, contada aqui pelos protagonistas que o acompanharam.
Numa pesquisa de mais de três anos, que levou o autor até Madrid, para falar com o histórico líder comunista espanhol Santiago Carrillo, e a Moscovo, onde reconstituiu o quotidiano de Álvaro Cunhal e recolheu documentos inéditos dos arquivos russos, o jornalista Adelino Cunha ouviu testemunhos únicos de pessoas próximas do líder, como Cândida Ventura, Sofia Ferreira, Margarida Tengarrinha, Carlos Costa, Joaquim Gomes, Aurélio Santos, a sua ex-companheira Isaura Moreira e a filha Ana Cunhal, que revelaram facetas e factos até agora pouco conhecidos da vida de Álvaro Cunhal."

Diz ainda o comunicado que o autor, Adelino Cunha, é licenciado em História pela Universidade Lusíada e editor de Política/Nacional do Jornal de Notícias. Foi director e editor executivo da revista Focus e grande repórter de O Independente.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Na última semana de Maio

"O título Álvaro Cunhal - Sete Fôlegos do Combatente apenas arranha o conteúdo de umas memórias que poderão provocar uma radical revisão da imagem do líder comunista que se mantém fixada pela história. (...) Para Carlos Brito, este volume não é decididamente uma apologia a Álvaro Cunhal: "É o meu ponto de vista." Acrescenta que não desmerece o líder comunista: "É uma homenagem à sua memória.'"
DN, hoje

sábado, 30 de agosto de 2008

Inédito de Cunhal a 6 de Setembro


A nova edição de Quando os Lobos Uivam de Aquilino Ribeiro, pelas edições Avante!, inclui um inédito de Álvaro Cunhal. Trata-se de um prefácio para o livro, escrito talvez para uma edição estrangeira, mas que não chegou a ser publicado. O texto do dirigente comunista foi descoberto nos arquivos pessoais de Cunhal por Francisco Melo, responsável da editora, e integrado no livro que vai ser lançado na próxima edição da Festa do ‘Avante!’ (5, 6 e 7 de Setembro), estando prevista a apresentação no sábado, 6.

Segundo Francisco Melo, o original “estava todo dactilografado, incluindo a assinatura”. Não está datado, mas sabe-se que foi escrito em 63, por fazer diversas referências a esse ano (a começar pela morte de Aquilino Ribeiro, ocorrida a 27 de Maio) e, sobretudo, pelo facto de o autor afirmar, no final, “Vivendo há 37 anos nas trevas fascistas,(...)”. Ou seja, 37 anos após o 28 de Maio de 1926, que instaurou a ditadura.

O prefácio de Álvaro Cunhal foi, assim, escrito durante o seu exílio, provavelmente na ex-União Soviética ou na antiga Checoslováquia. Nair Alexandra, "Expresso", hoje

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Cunhal e Oriana

Duas notícias da Lusa sobre dois livros inéditos:

O prefácio de Álvaro Cunhal, de 1963, a "Quando os Lobos Uivam", encontrado nos "papéis" do ex-líder do PCP, deveria destinar-se à publicação do romance num país socialista, mas é em Portugal que será editado 25 anos depois. O texto, "um longo estudo sobre a obra de Aquilino Ribeiro", como é descrito à Agência Lusa por Francisco Melo, da Editorial Avante!, será publicado em Setembro, numa reedição especial do romance, 50 anos depois da sua primeira publicação, em 1958.
Notícia completa aqui

"Um chapéu cheio de cerejas" é como se chama a última obra da escritora e jornalista italiana Oriana Fallaci, que será publicada a título póstumo na próxima semana em Itália. De acordo com o jornal italiano Il Messaggero, o livro é uma saga que conjuga ficção e realidade, com episódios da família de Oriana Fallaci a decorrerem em momentos decisivos da história de Itália, entre os séculos XVIII e XIX.
Notícia completa aqui

sábado, 5 de maio de 2007

Segredos de Cunhal em livro

O "Expresso" de hoje destaca o livro "Álvaro Cunhal e a Dissidência da Terceira Via", da autoria do dissidente comunista Raimundo Narciso. É publicado na próxima semana. Excerto da notícia:

O livro "Álvaro Cunhal e a Dissidência da Terceira Via" desvenda alguns dos «segredos» do PCP e em particular de Cunhal: o seu gabinete, o seu salário (igual ao da mulher da limpeza), a sua proximidade e acessibilidade formais - mas também o seu poder absoluto sobre o quotidiano do partido, desde as teses ao congresso, até à vigilância exercida sobre os suspeitos de dissidência. Nele, Raimundo Narciso relata as «conspirações» do grupo dissidente (auto-intitulado «o gabinete de crise»), encorajado pelas reformas de Gorbatchov. Primeiro na sala de convívio da sede, depois num restaurante no bairro de Alvalade, até adoptarem como «quartel-general» a residência de Pina Moura, no Restelo. José Pedro Castanheira

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Salgalhada

Carmona Rodrigues não se demite e está solidário com o vice, Fontão de Carvalho suspende o mandato por três meses, Paula Teixeira da Cruz acha bem e diz que o Bloco de Esquerda não tem legitimidade para criticar, Ruben de Carvalho diz que a maioria na Câmara está enfraquecida e que só na próxima quinta-feira é que haverá novidades, Sá Fernandes apela a Carmona para se demitir.
Vídeo da SIC Notícias (noticiário das 23h, ontem):