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domingo, 1 de março de 2009

Felicidade construída

"Até que ponto é uma pessoa feliz?", perguntou a "Visão". "Sou feliz", responderam 73,5% dos inquiridos.

A sondagem, lê-se na ficha técnica, foi feita entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009, através de 1052 entrevistas pessoais (e não telefónicas, como é habitual) a portugueses de ambos os sexos, com mais de 15 anos, residentes no continente.

Curiosamente, um estudo da European Social Survey (instituição de sondagens financiada pela Comissão Europeia e pela Fundação Europeia de Ciência), feito em 2002, tirou conclusões contrárias às da sondagem da "Visão". A European Social Survey fez exactamente a mesma pergunta, mas com hipóteses de resposta numa escala de zero a dez. A média das respostas dos portugueses foi de 6,84.
Em 2004, repetiu-se a pergunta. Os portugueses responderam 6,48. Pouco felizes, portanto.

A propósito da sondagem, a socióloga Ana Roque Dantas escreve na "Visão" um artigo em que diz que a felicidade é uma forma de sentir, mas o sentir é, além de outras coisas, uma construção social. Logo, existe "um modelo de felicidade fortemente condicionado por representações sociais e marcado por uma crescente valorização".

sábado, 3 de maio de 2008

Manha de sociólogo

O que surpreende não é o facto de 70% dos portugueses dizerem que a homossexualidade é errada (aqui). E 80% dizerem que não usariam preservativo numa relação sexual com um seropositivo (aqui). Num país conservador e atrasado como Portugal estas respostas são normais.
O que surpreende é a forma como o Instituto de Ciências Sociais (ICS), autor do estudo, o distribuiu cirurgicamente pela imprensa de hoje. Ao "Público" coube a questão dos gays. Ao "Diário de Notícias" a questão da sida. E ambas com direito a manchete. À primeira vista, isso pode significar, entre outras coisas, que o ICS não avisou um da notícia que tinha "vendido" ao outro e só apresentou a cada parte o tema específico que queria ver noticiado, em vez do estudo completo.
Que metodologia mais sinistra para sociólogos que se querem respeitáveis.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Sondagem: Helena Roseta com 9,1%

Sondagem que a Intercampus realizou para o Público, a TVI e o Rádio Clube Português, realizada entre 8 e 13 de Junho:

António Costa lidera as intenções de voto, com 31,1 por cento. (...) Helena Roseta surge em quinto lugar, com 9,1 por cento, ao lado de Rúben de Carvalho candidato do PCP (9,1 por cento).
Roseta vai buscar a maior fatia dos seus votos ao Bloco de Esquerda, 14,5 por cento, 8,4 por cento ao PS, 6,8 por cento ao PCP (CDU) e 5 por cento ao PSD.
Por sua vez, 7,1 por cento dos inquiridos que declararam votar em Roseta disseram não se sentir próximos de nenhum partido. São José Almeida, Público online

terça-feira, 13 de março de 2007

Os livros servem para decorar a casa

A maior parte das pessoas compra livros com o exclusivo propósito de decorar a casa, segundo uma sondagem feita na Grã-Bretanha e divulgada hoje pela Lusa, sem menção à origem.
"Harry Potter e o cálice de fogo", de J.K. Rowling, "Vernon God Little", de DCB Pierre, e "Ulisses", de James Joyce, lideram na Grã-Bretanha uma lista de livros comprados mas que ficam por ler até ao fim. (RTP/Lusa)

segunda-feira, 12 de março de 2007

Sócrates em queda

De acordo com uma sondagem CM/Aximage, 42,2 por cento dos portugueses considera que o Executivo está a governar pior do que esperava. E no próprio eleitorado do PS, 35,5 por cento confessa-se desiludido com o Governo que elegeu. (Correio da Manhã)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

"Sim" ganha no referendo, segundo sondagem do Expresso

A projecção de resultados da sondagem em urna Expresso/Sic/Rádio Renascença/Eurosondagem aponta para a vitória do ‘sim’ no referendo de domingo por 53,1% contra 46,9%, muito embora se mantenha a dúvida sobre se a consulta será vinculativa: existem ainda 12,5% de indecisos e a abstenção situa-se em níveis muito altos, 43,3%. Expresso, hoje.