Mostrar mensagens com a etiqueta dança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dança. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de junho de 2014

Valentim de Barros, o bailarino a quem roubaram a vida

Viveu preso num hospital psiquiátrico entre 1949 e 1986. Todos o disseram louco mas a única “doença” que lhe apontaram foi ser homossexual

Valentim de Barros em 1968 (foto de José Fontes)

O bailarino português Valentim de Barros morreu há precisamente 28 anos, a 3 de Fevereiro de 1986. Tinha 69 anos e passou quase quatro décadas encarcerado no Hospital Miguel Bombarda, em Lisboa. Teve aulas de dança no Teatro Nacional D. Maria II, foi estrela cadente em palcos de Barcelona, Berlim e Estugarda, assistiu à ascensão dos nazis na Alemanha e chegou a ser preso pela polícia política em Portugal. Um dia, apagaram-no da sociedade. A vida diletante, o incerto fetiche pelo travestismo, a homossexualidade e os excessos da sua personalidade podem ter sido os motivos. Foi internado, operado ao cérebro, depois transferido para uma ala de segurança. Alimentou-se das memórias dos breves anos em que dançou e, mais tarde, a única afeição que conheceu foi a de médicos e enfermeiros. Chegou a ser entrevistado pelo “Diário de Lisboa” e pelo “Expresso”, mas vem a morrer doente e abandonado num quarto de hospital.
Maior que a vida, a história de Valentim é aqui reconstituída pela primeira vez na íntegra, com base em documentos inéditos. Por Bruno Horta.

Texto completo aqui.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Pós e Prós

Camille Paglia, a teórica odiada pelo integrismo de esquerda, explicou em 2010 no New York Times porque é que o "corpo-eficiência" tomou o lugar do "corpo-erotismo" na cultura norte-americana.

Não é que o espaço público esteja hoje livre de um erotismo permanente. Pelo contrário. Há cada vez mais sexo nos artefactos culturais do Ocidente. Só que é um erotismo simulado, controlado, respeitoso e comercial. Aqui e ali com chama, porque vindo de sub-culturas à margem, mas em geral tolhido e de olhos postos nos cifrões. Um erotismo que não emana de autores, mas de máquinas que determinam as alegadas escolhas dos autores.

Porquê isto? Efeito do imperialismo classe-média, da mediania do estatuto, da industrialização do gosto e de uma sociedade em campos de concentração de trabalho e obrigações, diz Camille Paglia.

As "artes" reflectem e produzem este estado de coisas. E é por isso que quando pomos a geração que foi adolescente na década de 90 ao lado da que o foi em 60 ou 70, o resultado é pouco menos que catastrófico, com desvantagem para aquela.

Os de agora não se ouvem nem não vão além de um limite pré-estabelecido. São vozes auto-censuradas. Na voz, propriamente dita, mas também nas ideias. Foram ensinados a pensar dentro de limites e aceitam isso. Prescindem da técnica por acharem que a técnica limita, quando a técnica liberta.

Os de antes, agora nos 50 ou 60 anos, são vozes audíveis. É gente que faz arte menos "pós" e mais "pró" e isso nota-se. Felizmente, toda a gente nota.

Sábado à noite fui ver o Queer-Mente.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Arrumar 2010

Uma das entrevistas que mais gostei de fazer este ano: com o coreógrafo Rui Horta, sobre como é ser homem na meia-idade (para o jornal Público).
Conhecia-o à distância, mas nunca tínhamos falado. A conversa decorreu num café do Parque das Nações. A fotografia foi feita mais tarde, no mesmo dia, mas em Montemor-o-Velho, por António Carrapato. O texto completo está aqui.
"Veja-se as capas das revistas, o endeusamento do corpo jovem, do corpo olímpico e inatingível. Ou isso, ou esconde-se. O problema é que as pessoas não são assim. Não são extremamente belas, nem muito altas nem muito baixas, nem muito gordas nem muito magras. Somos o que somos, somos normais. Esse endeusamento, esse corpo dos media, cria uma obsessão com o corpo. Não estou a fazer um juízo de valor, estou a constatar. Por tudo isto, é muito interessante ser coreógrafo nesta fase da vida." Rui Horta

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"Estou proibida de responder a essa pergunta"

Cécile Proust é uma provocadora e vive de identidades indefinidas. Apresenta-se como “pós-feminista pós-porno e pró-sexo” e depois remata: “Claro que estou a gozar.” Quando se quer saber a sua idade, obtém-se um delírio: “Tenho a idade de uma gueixa, a idade de uma criança e a idade dos meus desejos sexuais.” E quando se quer saber da possível ligação à família do escritor Marcel Proust, por via do apelido, ela dá de fuga novamente: “Lamento, mas estou proibida de responder a essa pergunta.” 

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Hoje

"Off Man", de Luiz Antunes, estreia-se esta sexta-feira, às 21h30, no Fundão. A partir de textos de Beckett (um dos quais traduzido de propósito para este espectáculo por Maria João da Rocha Afonso).
Com Miguel Vidal e Ricardo Alas.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Coreo-grafias

Estão aqui quase todos os portugueses da dança: os coreógrafos, os bailarinos, os teóricos, os críticos, os professores. Edição monumental, onde se explora, alegadamente pela primeira vez, a relação entre a dança e a literatura.
A "Textos e Pretextos" é uma revista da Faculdade de Letras de Lisboa. Este número foi editado por Luiz Antunes. O lançamento oficial é na segunda-feira, dia 10, na Lx Factory, às 18h30.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

O rapaz que nasceu para ser bailarino

No "Público", hoje; excerto:

Esta é a história de Roger van der Poel, bailarino [luso-holandês] que começou tarde, mas se adaptou depressa. Nos últimos cinco anos passou por importantes companhias de dança europeias. Em Outubro recebeu um prémio de incentivo de uma associação de dança da Holanda, onde trabalha.
É uma confissão, que é um desabafo, que é o resumo possível do que ele sente: "Nunca pensei chegar a um nível destes e ser reconhecido. Nunca pensei sequer entrar no NDT e agora cá estou." É o bailarino luso-holandês Roger van der Poel, de 24 anos, quem fala assim. Trabalha há quase dois anos numa das mais importantes companhias de dança da Europa, o Nederlands Dans Theater (NDT), em Haia, Holanda. O reconhecimento a que se refere é o do Prémio Incentivo 2007, que lhe foi atribuído em Outubro pela associação holandesa Danserfonds "79 (o número remete para o ano da fundação).
(...)
A opinião do júri não podia ser mais favorável. Roger consegue, "aparentemente sem esforço, lidar com as exigências técnicas e físicas do reportório". E tem "virtuosidade técnica, presença em palco e talento", justificou o júri.

(...)
Foi o corolário de uma carreira ainda breve, de uma ascensão meteórica, rara, que começou em Portugal. Filho de mãe holandesa e pai português, nasceu em Portimão em 1983. Tem dupla nacionalidade (condição que foi, aliás, fundamental para a atribuição do Prémio Incentivo, raramente recebido por cidadãos não holandeses).
(...)
Sobre os efeitos profissionais do prémio agora conquistado, o bailarino não é claro. Acredita que é uma mais-valia, mas não tem a certeza sobre se é o suficiente para ser promovido. (...) Apesar de achar que tem tido sorte, Roger van der Poel sabe que não é só isso que o tem ajudado. "É também uma questão de talento, de muita vontade e de muito trabalho. Nunca tomo por garantido que sou bom. Tenho trabalhado muito." Bruno Horta / foto: NDT

domingo, 7 de outubro de 2007

Nureiev fugiu da Rússia por causa de um amor secreto

No "Público", ontem. Excerto:

Foi um jovem alemão quem convenceu o mais influente bailarino do século XX a desertar para o Ocidente. A revelação consta de uma nova biografia, publicada em Inglaterra - "Nureyev: The Life". Demorou dez anos a escrever e já inspirou um documentário da BBC


Que terá ele pensado naquela manhã de 17 de Junho de 1961? Fugiu porque já não aguentava a opressão soviética? Temia que o KGB andasse a investigar as suas relações homossexuais? Sabia que a sua conduta libertina durante a estada francesa seria suficiente para que lhe arruinassem a carreira no regresso à ex-URSS? As teorias para a deserção de Rudolf Nureiev (1938-1993) são quase tantas quanto o número de livros que sobre ele se escrevem - a cada ano, sai pelo menos um. Mas a todas faltava uma peça fundamental. Julie Kavanagh, antiga crítica de dança da revista Spectator, encontrou-a. Ao fim de dez anos de pesquisa sobre a vida do bailarino e coreógrafo, descobriu que as questões políticas pesaram pouco na sua decisão. Nureiev fugiu porque Teja Kremke, bailarino alemão por quem estava apaixonado, o convenceu a isso.
Esta é a principal novidade do livro Nureyev: The Life, publicado há semanas em Inglaterra e com edição americana prevista para este mês. "É a biografia definitiva de Nureyev", sentenciou no Guardian o professor universitário Peter Conrad. Antes de sair, o livro inspirou o documentário Nureyev: The Russian Years, de John Bridcut, co-produzido pela BBC. Estreou-se em Agosto na televisão pública dos EUA, a PBS, e passou recentemente na BBC 2, sob o título Nureyev: From Russia With Love. 

Na foto, Teja Kremke (créditos: Alla Bor / Lubov Filatova)

domingo, 19 de agosto de 2007

Coisas do fim-de-semana

É uma das fotos de Pedro Pacheco publicadas no número de Julho/Agosto da revista Dif. Mostra a maquilhadora (trabalha sobretudo em moda) Antónia Rosa e o filho.


"El Club Bilderberg - Los Amos Del Mundo", da jornalista espanhola Cristina Martín, foi publicado há dois anos e em Março último conheceu segunda edição, revista e actualizada. O título explica bem de que se trata. Lá dentro (300 páginas) nem tudo está sustentado. Por vezes, a autora é militante. Muitas fontes são anónimas, mas também há documentos, como a lista de participantes na reunião Bilderberg de 2006.
O Frederico Duarte Carvalho há muito que fala sobre isto.


Parece que há bailarinos (franceses) que se preocupam com explicar (comunicar, promover, etc.) o trabalho marginal a que se dedicam. A imagem é da capa do primeiro número, de Abril último, da revista "Les Cahiers du CCNRB". O editorial, assinado por Catherine Diverrès, não podia ser mais esclarecedor:
"Quel est le fil qui relie ces cahiers thématiques et quels sont sinon les enjeux, les soubassements désirables, désirés, le cheminement sensible et conducteur? II pourrait se nommer comme un «entre», une liaison qui restitue par les mots l'amont du travail de création, ce qui l'a nourri et motivé, une cartographie de son processus, les appuis historiques, sociologiques, contextuels, intimes, esthétiques, expérimentaux, qui soutiennent l'architecture mentale et sensible à l'apparition d'une oeuvre, du geste ou de l'action chorégraphique."

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Diva em Sossego

Foto de José Pedro Tomaz
Na "Vogue" de Julho; excerto:

Parece que foi ontem, aquele voo de 1940, Roma-Barcelona-Lisboa. Era Setembro. A guerra, que haveria de ser a Segunda Grande, tinha três meses, ela apenas 10 anos. Nascida em Nápoles, foi viver alguns meses para a capital italiana, onde o pai, militar da Marinha, estava destacado. A mãe era doméstica, mas frequentara o magistério primário. E havia um irmão, mais velho.


Há-de ser uma família desencontrada, pelos anos fora, com aquela guerra e as constantes missões do pai.

Anna Mascolo tem agora 76 anos. Forjou-se neste ambiente difícil - o esconjuro, hoje, vem pela leitura de livros de História e de cartas de amor, firmadas pelos pais na destemperança daqueles anos. Itália, ou a fase ingénua da vida, há-de chamar sempre por ela. Mas sem resposta. Só um clamor a teve: a Dança. Mas aí, nada foi fácil, também. Fez-se a pulso, por entre problemas financeiros, nas melhores companhias e com os maiores mestres. Em Portugal, onde a tradição da Dança clássica não existia, ser bailarina era o mesmo que andar na má vida. E, no entanto, ela não se deteve.

Talvez por tudo isso, se tenha tornado rigorosa e intransigente, infalível devota do ofício, dona de uma prodigiosa memória artística - que é o seu maior património, como escreveu, há anos, Daniel Tércio, crítico de Arte e seu antigo colega de docência na Faculdade de Motricidade Humana.

O mito que a rodeia anunciava uma entrevista difícil, mas, noite dentro, à roda de uma mesa, na sua casa, deixou-se estar à conversa. Francisca, uma das empregadas, serve café. Foi ela quem abriu a porta do andar no centro de Lisboa e indicou a sala. "A senhora vem já." O jovem bailarino Luís Antunes, aluno e amigo, segue a conversa. A cadela Zazá, companhia de muitas horas, fica a olhar. Há uma estante com livros (salta à vista um sobre Coco Chanel); uma secretária onde estão espalhados documentos antigos e muitas fotografias; por cima, Anna Mascolo representada numa aguarela do pintor Eduardo Malta.

Toma café sem açúcar, enquanto discorre sobre a história da sua paixão. "A Dança clássica, que tem origem na Dança teatral, e a Música clássica são as duas invenções geniais da Europa. Uma, é a grande Dança; a outra, é a grande Música." Depois, prossegue o relato da sua vida. Bruno Horta

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Ele quer inovar na dança contemporânea

Perfil do bailarino e coreógrafo André Mesquita, na revista "Pública", ontem:

Foi há uma semana que viveu um dos momentos mais importantes da sua vida. A 27 de Abril, apresentou no Centro Cultural do Cartaxo, em estreia absoluta, as coreografias “Morada de Silêncio” e “Como É Bom Tocar-te”. Da primeira é co-autor, juntamente com Teresa Alves da Silva, que foi bailarina principal do extinto Ballet Gulbenkian. A segunda, foi criada exclusivamente por ele, mas em estreita colaboração com os intérpretes (Teresa Alves da Silva, César Fernandes, Filipa Peraltinha, Hugo Marmelada e Kelly Nakamura). “O trabalho em dança contemporânea só faz sentido se houver interacção entre o criador e os bailarinos”, sublinha.

Não foi a primeira vez que André Mesquita assinou coreografias. Já o tinha feito, por exemplo, na Companhia Oficina dos Sentidos, do Teatro [Municipal] de Hildesheim, no Norte da Alemanha – onde ainda está radicado. A novidade é a de que as duas peças marcaram o início da actividade da Tok’Art, uma associação de profissionais da dança contemporânea.

Aos 27 anos, sabe que o seu futuro profissional depende em grande medida do êxito da Tok’Art. A ideia partiu dele e a direcção é partilhada com Teresa Alves da Silva e Rita Judas. “Estava com vontade de voltar a coreografar e de trabalhar com algumas pessoas que admiro. Achei que fazia sentido voltar a Portugal. Tinha e tenho a convicção de que há espaço para nós”, explica o bailarino e coreógrafo, durante uma conversa nos camarins do Centro Cultural do Cartaxo.

O apelo do movimento do corpo apareceu em criança. “Dançava muito em casa”, conta. Aos 13 anos, conseguiu convencer os pais e inscreveu-se na Academia de Dança de Setúbal, cidade onde nasceu. “Nessa altura, comecei a ver espectáculos e ficava fascinado com o passos dos bailarinos. Queria ser coreógrafo, sem ter ainda noção do que isso implicava”. Aluno aplicado, pensou que o seu caminho era o ballet. Mas apercebeu-se depressa de que não tinha de estar vinculado apenas à dança clássica. Aproximou-se, então, da contemporânea e ainda hoje tem William Forsythe, conhecido bailarino vanguardista, como uma das suas referências. Apesar disso, e contra o que é habitual ouvir-se, garante que “é possível ser-se um excelente profissional de dança contemporânea sem ter tido formação clássica”. Aliás, acrescenta, “talvez o talento nem seja o mais importante; o trabalho constante e a procura do estímulo certo, às vezes, contam mais”.

Estagiou na Companhia Nacional de Bailado, passou pela CeDeCe (Setúbal) e pela Dançarte (Palmela) e acabou na Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, de Vasco Wellenkamp. Em 2002, uma fractura no pé direito, cuja recuperação demorou quase um ano, obrigou-o a parar e a tornar-se ensaiador da Companhia de Dança de Almada. A experiência durou pouco tempo, porque “era difícil sobreviver com o que ganhava”. Partiu, então, para a Alemanha, para actuar como solista na Oficina dos Sentidos, dirigida pelo português Carlos Matos. “Trabalhávamos muitíssimo, mas foi um período muito interessante”, recorda.

A estada de dois anos, que está prestes a terminar, serviu-lhe para descobrir a efervescência de um país em que quase todas as cidades têm teatros e companhias de dança e onde, na sua opinião, o público tem apetência pelo experimentalismo nesta área. Foi lá, também, que conheceu o trabalho de Marco Goecke, um dos coreógrafos residentes do Ballet de Estugarda, de quem fala com visível entusiasmo. “Acho-o genial. Há nele qualquer coisa de Pina Bausch, mas é muito mais agressivo fisicamente. Alguns colegas meus dizem que o trabalho com ele foi a experiência física mais dolorosa e interessante que tiveram”.

André Mesquita vive agora em função da Tok’Art, que define como “uma plataforma de criação” e não como uma companhia de dança – porque não há intérpretes residentes ou salários fixos. Está a negociar a apresentação das duas novas coreografias em salas de Lisboa e do Montijo e, no próximo ano, pretende concorrer ao Programa de Apoio a Projectos Pontuais, do Instituto das Artes, que subsidia trabalhos de uma grande parte dos artistas portugueses. “Se as coisas correrem bem, queremos também ocupar um espaço próprio e desenvolver trabalho pedagógico, para gerar receitas próprias”. Onde e como, é coisa que só o tempo dirá. O investimento financeiro é pessoal, por enquanto.

Consciente de que a extinção do Ballet Gulbenkian, há dois anos, “deixou um espaço em branco na dança contemporânea”, está disposto a dar o seu contributo para o preencher. “Houve alguns intérpretes a sair do país, mas muitos ficaram e estão disponíveis. Vamos trabalhar com eles, com os portugueses, e, se possível, trazer criadores estrangeiros”. O primeiro da lista é, precisamente, Marco Goecke. “Estou em contacto com a agente dele, já percebi que tem uma agenda muito preenchida. Gostava de criar em conjunto ou trazer alguma peça dele ao nosso país”. Bruno Horta

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Notas

1 - O ex-Presidente da República Mário Soares classificou o programa da RTP "Grandes Portugueses" como "disparate de princípio ao fim" e retirou qualquer importância aos votos no antigo chefe do Governo Oliveira Salazar. "Esse programa [Grandes Portugueses] é do princípio ao fim um disparate . Comparar um futebolista, que todos nós apreciamos, a figuras da nossa História como Afonso de Albuquerque ou Afonso Henriques, não tem qualquer sentido", justificou. Interrogado sobre o alegado facto de Oliveira Salazar estar à frente da votação nesse programa da RTP, o ex-chefe de Estado afirmou que "isso não tem a menor importância". "Não atribuo nenhum significado, porque as pessoas podem votar as vezes que quiser. Em democracia só há um critério: o voto popular, onde se respeita quem ganha e quem perde", observou. "Começa a dizer que, afinal, não foi tanto assim, que ele até era uma pessoa séria. Ninguém pode esquecer que ele [Salazar] foi o autor moral do assassinato do general Humberto Delgado e de muitos outros resistentes ao fascismo", frisou. RTP/Lusa

2 - O espectáculo "Visita guiada", da bailarina Cláudia Dias, integrado no Festival Internacional de Dança "New Territories", em Glasgow (Escócia) foi cancelado pelo facto de a lei proibir fumar em público, anunciou a companhia de dança RE.AL. O espectáculo estava previsto realizar-se no próximo domingo, tendo sido cancelado "devido à actual lei vigente na Escócia sobre a proibição de fumar em locais públicos, incluindo o palco do teatro", precisou a RE.AL. RTP/Lusa

3 - A associação para a defesa do consumidor Deco acusou a CP de praticar "ilegalidades grosseiras" nos últimos 20 anos ao cobrar acima do que está estipulado pela Tarifa Geral de Transportes. "Houve ao longo de 20 anos uma ilegalidade grosseira porque as diferentes administrações da CP cobraram preços em determinados percursos que colidiam com a Tarifa Geral de Transportes", afirmou o secretário-geral da Deco, Jorge Mor gado, em declarações à Agência Lusa. RTP/Lusa