domingo, 9 de setembro de 2012
A revolução de identidade que nasce com Andrej Pejic
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Sabe de onde vem o seu cabelo?
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Há várias perguntas no cabelo de Hillary Clinton
Se o cabelo é um sinal exterior de erotismo, e quanto mais longo mais simbólico, não será que a norma do cabelo curto para as mulheres de 50 ou 60 anos é uma forma de as obrigar a suprimir a sua sexualidade? Mais prosaico ainda: por que razão haveremos de discutir o cabelo de uma responsável política, se se trata acima de tudo de uma escolha íntima?"
sábado, 9 de outubro de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
sábado, 24 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
É tudo autênico
Isso deve-se muito à campanha fortíssima comigo em lingerie que encheu as ruas de Lisboa e que me põe numa situação de uma mulher sensual. Tive uma grande exposição física e esse meu lado passou a ser mais falado.
P: Essa exposição é real?
R: Sim, completamente. É tudo verdadeiro.
[Cláudia Vieira, modelo e actriz, em entrevista ao DN, aqui]
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
E se um homem precisa de um fato?
Nunca usei um fato na vida, não sei se algum dia irei usar e antes de escrever este texto não fazia ideia de metade das regras que envolvem a sua compra e utilização. No entanto, durante duas semanas, visitei algumas das mais conhecidas lojas de fatos de Lisboa: Oficina Mustra, Rosa & Teixeira e Labrador. Fui também à zona de pronto-a-vestir do centro comercial El Corte Inglês e entrei no atelier de um designer de moda português, Dino Alves. Vasculhei charriots e cabides, vesti e despi casacos, apalpei amostras de tecido, vi como trabalham os alfaiates à antiga portuguesa e fiz as perguntas mais primárias a quem me apareceu pela frente. Procurava resposta para isto: se um homem precisa de um bom fato, onde pode e o que deve comprar?Como acho que também tenho direito à hipótese alfaiate, no dia seguinte experimento a loja Rosa & Teixeira, na Avenida da Liberdade. (...) Assim que entro, sinto um olhar quase reprovador de um dos empregados, provavelmente em reacção aos ténis e calças de ganga com que me apresento. Nisto, aparece em cena a Relações Públicas da casa, com quem desço até à alfaiataria, na cave da loja.
Uma vez lá, pergunto ao mestre-alfaiate Eugénio Gomes, de 64 anos, no ofício desde os 11, que fato me aconselha para uma festa, por exemplo. “O modelo não iria fugir muito ao habitual, mas poderia ser num tecido azul-escuro ou preto, com uma pequena fantasia, ou seja, uns lavrados muitos discretos”, começa por dizer.
(...)
No fim desta roda-viva, acabo no Bairro Alto, em Lisboa, no atelier do estilista Dino Alves. (...) Quando lhe digo que o problema dos fatos é o de serem todos iguais e darem um ar sisudo a quem os veste, escuto uma achega importante. Ele lembra que há muitas marcas com fatos vanguardistas e fora do comum. Marcas que classifica como “pronto-a-vestir de autor” – Dolce & Gabana e Armani, por exemplo. Simplesmente, “as filiais portuguesas, ou as lojas multimarcas que as representam, não têm esses modelos à venda, porque sabem que não são vendáveis”.
Ou seja, ajuda-me o estilista a concluir, se um homem precisa de um fato clássico, tem muito por onde escolher em Portugal. Mas se quer um fato arrojado, só tem duas hipóteses: recorrer a um estilista ou visitar um “pronto-a-vestir de autor” de qualquer capital europeia que não Lisboa.
[excerto da reportagem "E se um homem precisa de um fato?"; Bruno Horta (texto)e Enric Vives-Rubio (fotos); Público, hoje - aqui]
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
A masculinidade tem os dias contados?
Desde esta semana, há uma novidade para baralhar outra vez as coisas. Na passada quarta-feira, a empresa londrina Taxi Cosmetics introduziu no mercado inglês um eyeliner e um rímel para homem. Os dois produtos chamam-se, respectivamente, Guyliner e Manscara. Os termos resultam da associação entre os nomes originais desses cosméticos e as palavras guy e man - homem, em inglês. "Pensamos que os 'verdadeiros' homens estão prontos para uma revolução na maquilhagem", anuncia a promoção na Internet.
A maior novidade destes produtos não está no facto de terem sido directamente subtraídos àquilo que costuma ser o estojo de maquilhagem das mulheres. A novidade está no público a que se dirigem. Desta vez, não são os gays o alvo principal. São os heterossexuais.
A marca Jean-Paul Gaultier vende maquilhagem masculina desde 2003 (relançada este ano sob o nome Monsieur). Inclui batom, base, eyeliner e rímel. Também desde há cinco anos, a empresa canadiana 4VOO comercializa o mesmo tipo de produtos em versão masculina, mas utiliza a subtileza comercial de lhes chamar produtos de aperfeiçoamento (enhancement) e não de embelezamento (beautifying). Nos dois casos, o público gay é o principal consumidor, confirmou o P2 junto do representante em Portugal da Gaultier, a empresa Polimaia, e do responsável pela 4VOO, Marek Hewryk.
(...)
[Ao] pintarem os olhos, como pretende a Taxi, não estarão a maquilhar irreversivelmente a sua masculinidade. Mark Simpson acha que sim. Ele é o escritor e publicista britânico que em 1994 cunhou o termo metrossexual, através de um artigo que escreveu para o jornal Independent ("o homem metrossexual contradiz a premissa básica da tradicional heterossexualidade: só as mulheres é que são alvo do olhar e só os homens é que olham").
Questionado pelo P2 acerca dos dois novos cosméticos masculinos, Simpson é contundente: "Marcam uma nova atitude masculina: nada do que as mulheres fazem ou usam para serem bonitas está fora do alcance deles. Os homens de hoje não permitem que elas continuem a gozar de vantagens injustas, como a de terem óptimo aspecto depois de uma noitada."
Para Simpson, o Guyliner e o Manscara são "literalmente um produto da metrossexualidade" e provam que "os estereótipos sobre o que é gay e hetero e o que é masculino e feminino estão a desaparecer". A única diferença entre os cosméticos da Táxi e os já muito comuns cremes hidratantes ou correctores de olheiras é a de que os primeiros são visíveis e os outros passam despercebidos, assinala o escritor. "Mas até isso é apenas um sinal de quão fora do armário a metrossexualidade está." Bruno Horta
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Sølve Sundsbø


É o homem por detrás de muitas das imagens publicitárias que vemos todos os dias. Sølve Sundsbø nasceu na Noruega há 37 anos e vive em Londres desde 1995. Faz fotografia publicitária e de moda Já trabalhou para marcas como Yves Saint Laurent, Levis, Nike, Gucci, Hermes, Armani, etc, etc. E fez capas para álbuns dos Røyksopp ("Eple", 2001; entre outros)e dos Coldplay ("Rush of Blood to the Head", 2002). Ver aqui e aqui.No próximo dia 25 de Agosto inaugura uma exposição de fotografias e vídeos na famosa loja Colette, em Paris. A primeira exposição individual de Sølve foi em Fevereiro do ano passado em Londres. É representado pela agência nova-iorquina Art + Comerce (site aqui).



domingo, 29 de junho de 2008
Pretos e pretas

Barack Obama está na moda e agora a moda está com Barack Obama. Donatella Versace inspirou-se no candidato democrata à presidência dos EUA para criar a colecção masculina que apresentou esta semana em Milão, mas é a Vogue Italia que faz história na sua edição de Julho. O Black Issue é a primeira edição da revista exclusivamente preenchida com modelos e artistas negros e é fruto não só do debate em curso sobre o racismo na indústria da moda, mas também da omnipresença de Barack e Michelle Obama na imprensa internacional.
Para Donatella Versace, ele é "o homem do momento". Para as empresas norte-americanas de moda, é Michelle Obama que está a fazer aumentar em 35 por cento as encomendas da sua designer preferida. E Franca Sozzani, directora de uma das edições mais conservadoras da revista (à semelhança da rigidez da passerelle de Milão), não podia fugir à febre.
O conceito do Black Issue nasceu após uma estadia de "La Sozzani" na Semana de Moda de Nova Iorque. "Perguntei-me: 'Se a América está pronta para um Presidente negro, por que é que não estamos prontos para modelos negros?'", disse a directora da Vogue Italia ao diário britânico Independent.
Steven Meisel, o conhecido fotógrafo que fez o livro Sex, de Madonna, fez a capa e as 100 imagens de um portfólio sobre a beleza negra que, na sua opinião, expõem a "escandalosa preguiça" do mundo da moda quando ignora os negros ou os reduz a estereótipos.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Coisas
As instruções de Armani:
The photographer (...) has been fiercely instructed that Mr Armani must be shot only with a dark background ("to preserve the definition of his white hair"), from the left side ("his best side") and with minimal lighting ("to prevent shine"). The Independent, hoje
Cardoso Pires ainda vive:
Chama-se ‘Edições Nelson de Matos’ e é uma nova editora, que se estreia no próximo mês. É uma pequena editora que surge contra a corrente de concentrações que está em vias de repartir o mercado entre meia dúzia de mega-editoras. (...) O título inaugural promete fazer algum furor: um inédito de José Cardoso Pires, um dos mais marcantes ficcionistas da segunda metade do século XX, várias vezes sugerido para Nobel da Literatura. Chama-se ‘Lavagante’ e, como Nelson de Matos explicou, “é o único texto inédito que deixou”. Expresso, ontem
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Agências de modelos acusam Portugal Fashion
As agências de modelos L'Agence, Central, Just e Loft acusam a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), principal responsável pela organização do Portugal Fashion (PF), de "má gestão de dinheiros públicos" e de "pressões inaceitáveis" quanto à presença das agências nas próximas edições do evento.
Numa atitude inédita na moda portuguesa, as quatro agências recusaram-se na semana passada a fornecer manequins ao PF, por não terem recebido o dinheiro relativo à participação na edição anterior. Na ocasião, Armindo Monteiro, presidente da ANJE, confirmou ao PÚBLICO a existência da dívida, mas classificou como "chantagem" a posição daquelas agências, remetendo a responsabilidade para o Governo. "O Portugal Fashion dependia do apoio do ICEP, entretanto extinto, e de dinheiro do QREN [novo quadro comunitário de apoio], que ainda não chegou porque o Governo deu ordem ao sector público para não fazer mais pagamentos até ao fim do ano".
Em conferência de imprensa, ontem, em Lisboa, Elsa Gervásio (Just), Hélio Bernardino (Loft), Miguel Blanc (L"Agence) e Tó Romano (Central) revelaram o valor total da dívida: cerca de 77 mil euros. E garantiram que a ANJE lhes deu a entender que por não participarem neste PF ficam impedidas de o fazer no futuro. "É uma posição inaceitável de uma associação que vive de dinheiros públicos", afirmou Miguel Blanc. O director da L'Agence admite a hipótese de a ANJE não dispor de dinheiro suficiente, mas diz que isso "só se pode ficar a dever a má gestão". "Mesmo que não tivessem dinheiro", defende Tó Romano, "tinham de ter arranjado soluções alternativas". Como exemplo, referiu que há cinco anos a Associação Moda Lisboa também se confrontou com falta de fundos, mas recorreu a um empréstimo bancário para pagar aos fornecedores.
Em termos contratuais, asseguraram estes responsáveis, o PF deveria fazer pagamentos a 30 dias. "Nunca foram efectuados a menos de seis meses sobre a data do trabalho", pelo que as agências "praticaram até ao presente a regra de não haver modelos no evento sem previamente ter sido paga a edição anterior".
O PF, que decorreu no último fim-de-semana em Gaia, contou apenas com modelos das agências Best, DXL, Face e Elite. Até agora, cerca de 70 por cento dos manequins utilizados no PF tinham sido fornecidos pelas quatro agências que ficaram de fora, garantem os seus directores. A ANJE disse que "não tem nada a acrescentar". Bruno Horta
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Agências de modelos fazem boicote ao Portugal Fashion
Quatro das principais agências de modelos portuguesas recusaram-se a participar na edição do Portugal Fashion, que começa hoje em Vila Nova de Gaia. Queixam-se que a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), uma das responsáveis pelo evento, lhes deve milhares de euros desde a última edição, em Março.
Nos últimos dias, as partes tentaram, sem êxito, chegar a acordo. Até ao início da noite de ontem, o Portugal Fashion - organizado pela ANJE e pela Associação Têxtil Vestuário de Portugal (ATVP), em parceria com o Ministério da Economia - tinha apenas modelos das agências Best, DXL, Face e Elite. De fora ficaram L'Agence, Loft, Just e Central - as principais fornecedoras de modelos nas edições anteriores, confirmou o PÚBLICO.
Armindo Monteiro, presidente da ANJE, admite a existência da dívida. "Propusemos fazer o pagamento de certa forma, que não vou revelar, mas as agências não aceitaram".
Ao que o PUBLICO apurou, as agências pretendiam receber o dinheiro atrasado na totalidade antes do início deste Portugal Fashion, enquanto a ANJE sugeria pagar a três meses. Armindo Monteiro acusa as agências de "fazerem chantagem" e diz que o Portugal Fashion depende de subsídios da União Europeia que ainda não chegaram.
Miguel Blanc, director da L'Agence, não faz comentários. Diz que a situação "é muito complexa" e remete esclarecimentos para segunda-feira. Os responsáveis das outras agências estiveram incontactáveis.
A 21.ª edição do Portugal Fashion vai ser diferente do habitual: não decorre no Porto, não tem apoio assegurado do Estado e vai acontecer dentro de uma tenda gigante (a mesma que acolheu ainda recentemente a Pasarela Cibeles de Madrid, com quatro pisos de altura), mas, por outro lado, conquistou, graças ao acordo com a Câmara de Gaia, a garantia de que manterá a estabilidade organizativa nos próximos três anos.
"Com este acordo, conseguimos uma capacidade de planeamento completamente diferente", sublinhou Armindo Monteiro.
Paulo Nunes da Cunha, presidente da ATVP, sublinhou, por seu lado, o importante papel que o Portugal Fashion desempenha para o sector, fundamental para que, por exemplo, as exportações de têxteis portugueses tenham crescido 4,1 por cento nos primeiros seis meses do ano, apesar do contexto desfavorável que existe.
Até domingo, na praça em frente ao El Corte Inglés, desfilam as colecções de Filipe Oliveira Baptista, da dupla Storytaylors, de Fátima Lopes e Tenente Jeans, por exemplo. Katty Xiomara apresenta a sua colecção de lingerie e nove marcas portuguesas mostram num único desfile as suas propostas para a Primavera/Verão de 2008. Revela-se ainda o trabalho de alguns jovens criadores e colecções de sapatos. Bruno Horta e Jorge Marmelo
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
A próxima Madonna
Marc Jacobs junta-se a Noami Campbell na Harper's Bazaar de Setembro. Diz a revista que ele está recuperado, depois de uma cura de desintoxicação de álcool e droga. No texto, assinado por J. J. Martin (as fotos são de Jean-Paul Goude), Jacobs fala sobre o anacronismo da(s) moda(s):"Fashion is so cyclical and like pop music, people want newness from the performers the enjoy, but they also want new performers. You know, it's like you may be dying to hear the next song from Madonna because you're a Madonna fan, but you also want to know who's the next Madonna".
segunda-feira, 2 de abril de 2007
“Como me parecem gastos os usos deste mundo”

Um homem com uns 40 anos pede cigarros no cimo da escadaria que conduz ao Museu. E mete conversa. “Isto parece uma coisa bonita, deve estar muita gente da televisão”. Os carros passam na rua e abrandam na esperança de perceber as razões de um entra e sai invulgar ou deitar olho a uma celebridade qualquer que tenha acorrido. Num café de esquina, durante a tarde, uma mulher de meia-idade comenta: “Parece que só se entra por convite. Mesmo que tivesse, não ia”.
Quando se fala com quem há anos organiza a ModaLisboa (MLx) e nela trabalha (é da última edição, que decorreu entre 8 e 11 de Março, no Museu de História Natural, que falamos), encontram-se dois discursos sobre a tangibilidade do mais importante acontecimento de moda em Portugal. Que está aberta a todos e que a prova são as centenas de pessoas que assistem aos desfiles; que não é um sítio democrático, até porque quanto mais elitista a moda for mais se valoriza o sonho que vende.
É destas insanáveis contradições que a MLx, financiada pela Câmara Municipal e por fundos da União Europeia, não se consegue livrar: ser de facto elitista e abrir portas só à imprensa e aos empresários, dizer-se elitista e abrir-se aos socialites mais depauperados, não ser elitista e encontrar modo de acolher quem quiser ir, ter toda a gente por lá e deixar de ser chique, querer manter-se chique e ser vista como um evento de tias e gente estranha.
Por estes dias, numa entrevista ao Diário de Notícias, Eduarda Abbondanza, a todo-poderosa responsável pela MLx, assumia que se trata de um evento social, embora destacasse mais a sua dimensão comercial. A opinião de quem está por fora é diversa: o social, ou cor-de-rosa, bem instigado por revistas, ganha aos pontos.
Há ali moda, roupa para ser fotografada e apresentada nas páginas da imprensa especializada, investidores à espreita e muito trabalho de modelos, agências, estilistas, produtores de moda, maquilhadores, cabeleireiros, fotógrafos. Mas quem frequenta o sítio continua a jactar-se e a socorrer-se de um limitadíssimo glamour à portuguesa e é isso que a cidade e o País vêem.
ouviu-se. Fora do contexto original, foi como se a frase de Shakespeare quisesse falar para aquela sala de desfiles, pintada de preto e de branco. Um desabafo sentido, lá do século XVII para os de agora. B.H.Os desfiles da Moda Lx podem ser acompanhados na Fashion TV até 03 de Abril (sinal codificado) e na RTP 1 até 07 de Abril (sinal aberto).
Artigo publicado na revista "Obscena", Abril 2007.
Foto: José Luís Neves.






























