Mostrar mensagens com a etiqueta publicidade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta publicidade. Mostrar todas as mensagens

domingo, 5 de julho de 2009

Discreta erotização

"Figurar Sócrates literalmente entre as mulheres não visa apenas a 'outra metade' que pode decidir uma eleição. Trata-se também de fazer perpassar uma discreta erotização que se demarca, ponto por ponto, dos processos de difamação pessoal a que o primeiro-ministro tem sido sujeito".
[João Lopes, no Sound + Vision]

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Lisboa VS. Los Angeles

"O leitor Paulo Trigo Pereira, professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) e dirigente da DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, relata a sua experiência pessoal na manhã de 30 de Março: 'Comprei o PÚBLICO a caminho do ISEG (...) Não é a primeira vez que o PÚBLICO sai com um invólucro diferente, mas que me lembre é a primeira vez que sai com [uma publicidade num] layout exactamente igual à normal capa do jornal'. .(...) Perante a actual crise económica e a diminuição do investimento publicitário, julga o provedor que a decisão de aceitar este anúncio terá sito motivada pelo pragmatismo. Uma vez que a crise vai prolongar-se, é melhor os leitores prepararem-se para outras surpresas do género."
[blogue do Provedor do Leitor do Público]

An advertisement dressed up as a news story on the front page of the Los Angeles Times has reporters at the newspaper fuming and the publisher defending the move. The advertisement, for the NBC television series 'Southland,' appeared on page one of the Times Thursday. Although it was labeled 'advertisement,' the ad resembled a news story complete with a bold-type headline. According to the blog MediaMemo, more than 100 staffers at the newspaper signed a petition protesting the appearance of the fake news story ad on the front page.
[aqui]

sábado, 14 de março de 2009

A publicidade não gosta de homossexuais?

Será que o encerramento da revista gay Com' Out prova que a publicidade discrimina em função da orientação sexual? Os responsáveis pela publicação dizem-se vítimas da crise e dos preconceitos dos anunciantes. Mas quem conhece o meio publicitário diz que o problema está na homofobia dos consumidores e na qualidade da publicação.

Ao fim de oito meses e outras tantas edições, desapareceu a única revista gay periódica em Portugal. (...) Duas razões tornaram a Com' Out inviável, de acordo com aquela responsável: a crise, que dificulta a captação de publicidade, e a homofobia por parte das marcas, que se recusavam a comprar espaço publicitário numa revista de temática homossexual. "Alguns anunciantes não queriam associar-se ao segmento de mercado gay e ora assumiam que não queriam, ora contornavam com desculpas", acusa Elisabeth Barnard.

(...) Paulo Côrte-Real, presidente da ILGA, associação de defesa dos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros), acredita que sim. "Não me surpreende nada que tenha sido isso que levou ao fim da revista. Há homofobia na sociedade portuguesa, incluindo nos anunciantes." Um publicitário contactado pelo P2, que prefere não ser identificado, garante que, "mesmo em Portugal, o mercado gay é um nicho monstruoso e um alvo apetecível para marcas de turismo, de produtos de beleza e moda". Por isso, levanta a dúvida: "Se houvesse graves problemas de publicidade na Com' Out, a revista não teria durado oito meses".

(...) "As empresas podem não querer publicitar numa revista gay, tal como não querem, por exemplo, na revista Maria, que por acaso há anos que é um sucesso de vendas. Tudo depende das características de um produto e das características dos leitores do meio de comunicação através do qual se quer comunicar esse produto", diz a responsável por uma associação de empresas de marketing.
Quer isto dizer que nunca há comportamentos homofóbicos na publicidade? Não. Um publicitário garante que "há marcas que não se querem associar a minorias sexuais, porque desconfiam que com isso vão perder a clientela heterossexual". (...) A opinião é corroborada por Victor Medina, chefe de redacção da revista gay espanhola Zero. O jornalista reconhece que "a crise económica afectou as marcas de luxo, que são as que tradicionalmente investem" nas revistas gays. Apesar disso, garante ao P2, sem dar exemplos, que actualmente "certas marcas se negam a publicitar". "Creio que na sua maioria o fazem para conquistar mercado num segmento maioritário, isto é, heterossexual, precisamente porque nos últimos anos se associaram muito à realidade gay".
[no Público (suplemento P2), ontem]

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sølve Sundsbø

É o homem por detrás de muitas das imagens publicitárias que vemos todos os dias. Sølve Sundsbø nasceu na Noruega há 37 anos e vive em Londres desde 1995. Faz fotografia publicitária e de moda Já trabalhou para marcas como Yves Saint Laurent, Levis, Nike, Gucci, Hermes, Armani, etc, etc. E fez capas para álbuns dos Røyksopp ("Eple", 2001; entre outros)e dos Coldplay ("Rush of Blood to the Head", 2002). Ver aqui e aqui.

No próximo dia 25 de Agosto inaugura uma exposição de fotografias e vídeos na famosa loja Colette, em Paris. A primeira exposição individual de Sølve foi em Fevereiro do ano passado em Londres. É representado pela agência nova-iorquina Art + Comerce (site aqui).

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Os bancos agora fabricam bons futebolistas

A entrevista do director de comunicação do BES é um momento antológico. Paulo Padrão fala ao "Diário de Notícias" como se fosse ele o autor das campanhas publicitárias do banco (não é, é uma agência de publicidade) e incha-se com sucessos que só o são retrospectivamente. Forma muito inteligente de estar na vida, portanto.

Incapacidade para se remeter à sua insignificância:
"Apesar de não sabermos se ia ou não ao Euro, em Janeiro de 2004 enchemos Lisboa com cartazes com a cara do Cristiano Ronaldo. Fizemos dele um herói",

Confissão própria de quem não tem pais ricos:
"A estratégia foi simples. Concentrámo-nos [o BES] num território - a fotografia - e apropriámo-nos dele."

Estocada final:
"Das realidades transversais, o futebol é a única patrocinável. Tão bom como o futebol só mesmo a família ou a religião."

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Caridade

O acordo entre a Associação Portuguesa de Anunciantes e o Ministério da Educação, para o ensino de publicidade no 1º e 2º ciclos da escola (a partir do fim deste mês), é mais uma daquelas típicas manhas da era Sócrates. Veste-se de uma certa forma, mas por baixo é outra coisa.
Chamam-lhe programa Media Smart. Dizem (diz o Ministério,
aqui) que é um programa honesto, não obrigatório e extra-curricular. Dizem que serve apenas para "desenvolver competências nas crianças para a correcta interpretação das mensagens" publicitárias.
Mas como explicar isto: é patrocinado pelas marcas Adágio, BES, Danone, EDP, Kellog’s, Lactogal, Modelo & Continente, Nestlé, Procter & Gamble e Unilever/Jerónimo Martins.

Ninguém duvida da utilidade e urgência de explicar a publicidade (a linguagem mediática, em geral) às crianças. Mas não se pode arranjar professores e não marcas para o fazer?
Se o Media Smart não tem como objectivo último fazer propaganda daquelas marcas nas escolas, porque é que elas patrocinam o programa? Por caridade?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

No tempo em que os cigarros eram bons

Este anúncio foi publicado há quase 39 anos na revista "Science & Vie". Na mesma edição, número 625, de Outubro de 1969, há mais dois anúncios do género (encontrei este nº há uns anos, num alfarrabista).
Vale a imagem pelo que diz de como o mundo muda. Até a "Science & Vie", que à época era a mais importante publicação sobre ciência e tecnologia, é hoje uma sombra.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Tagus não errou

Na revista "Time Out Lisboa", de 16 de Janeiro:

A polémica campanha publicitária da cerveja Tagus “não se encontra desconforme” à Constituição Portuguesa e às leis da publicidade.

É esta a opinião maioritária de um júri do Instituto Civil da Autodisciplina da Publicidade (ICAP), entidade de auto-regulação do sector. A deliberação foi publicada na semana passada e tem data de 11 de Dezembro.

Em Novembro, a campanha da Tagus, da responsabilidade da agência Lowe & Partners, encheu a cidade de Lisboa e outra capitais de distrito com cartazes que remetiam para o site orgulhohetero.com. A utilização dessa expressão foi condenada por associações de defesa dos homossexuais. E duas queixas foram apresentadas ao ICAP, alegando desrespeito pelo artigo 13º da Constituição, que estabelece que ninguém pode ser discriminado em função da orientação sexual.

Segundo a deliberação agora conhecida, o slogan “orgulho hetero”, decalcado da expressão “orgulho gay”, não é ofensivo. É “uma prática intertextual”, diz o ICAP. Dois dos cinco membros do júri, os advogados Carlos Raposo do Amaral e João Veiga Gomes, votaram contra. “A campanha continha publicidade discriminatória”, defenderam, em declaração de voto. Sara Martinho, uma das queixosas, disse à Time Out que não vai recorrer da decisão.Bruno Horta