"Sabia que a seguir ficaria maldisposto, que vomitaria e que Rui Teixeira teria de interromper a diligência", conta. O sabão não o desiludiu. Passado uns minutos, segundo escreve, começou a sentir-se bastante enjoado. Teve que voltar à casa de banho para vomitar. E Rui Teixeira determinaria a interrupção do interrogatório. "Naquela altura de desespero e sofrimento, esse sabão azul e branco representaria para mim o juiz das minhas garantias. Seria ele que limparia o manto impregnado de nódoas, de sujidade, de falsidade e calúnia, para deixar transparecer a minha inocência", afirma Hugo Marçal.»
domingo, 5 de setembro de 2010
Sabão
"Sabia que a seguir ficaria maldisposto, que vomitaria e que Rui Teixeira teria de interromper a diligência", conta. O sabão não o desiludiu. Passado uns minutos, segundo escreve, começou a sentir-se bastante enjoado. Teve que voltar à casa de banho para vomitar. E Rui Teixeira determinaria a interrupção do interrogatório. "Naquela altura de desespero e sofrimento, esse sabão azul e branco representaria para mim o juiz das minhas garantias. Seria ele que limparia o manto impregnado de nódoas, de sujidade, de falsidade e calúnia, para deixar transparecer a minha inocência", afirma Hugo Marçal.»
sábado, 4 de setembro de 2010
Attachment
"Males who have not experienced secure attachment may be vulnerable to placating intimacy needs by engaging in pedophilic behaviour(Ward, Hudson,&Marshall, 1996), particularly when interpersonal stressors such as relationship dissolution, rejection, and separation threaten their intimacy needs."
"Attachment theory proposes that the person who is securely attached is more resilient to developmental stressors than the insecurely attached person (Masten & O’Connor, 1989). From this perspective, the current study has produced evidence that secure attachment is salient to breaking the link between being abused and progressing to sexually offending against children. The current findings provide some explanation as to why some victims become offenders and some do not."
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
"Nunca abusei de ninguém"
O apresentador de televisão Carlos Cruz reafirmou "veementemente" a sua inocência e reiterou que nunca conheceu antes do início do processo os outros arguidos e os assistentes do processo, os jovens em cujos depoimentos assentam os principais pontos da acusação.
"Nunca tive práticas homossexuais, nunca abusei de ninguém, jovem ou criança, de nenhum sexo", declarou na 8.ª Vara Criminal do Tribunal Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça de Lisboa.
[Diário de Notícias, hoje]
sábado, 10 de janeiro de 2009
A defesa do apresentador
[excerto da notícia "Este é um processo da televisão, acusam advogados de Cruz no processo Casa Pia", por Paula Torres de Carvalho, no "Público", hoje]
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
A defesa do embaixador
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Balanços de 2008
Duas frases lapidares pertencentes ao dossier "balanço do ano" da Visão:"Dá-me o telemóvel, já!" (da aluna do liceu do Porto);
"Se não tivesse ido à televisão, provavelmente não estaria envolvido neste processo" (procurador João Aibéu, sobre Carlos Cruz).
O Ípsilon, do Público, escolhe a "tralha de 2008" das chamadas artes e letras. Melhor livro: "A Faca Não Corta o Fogo", Herberto Helder.A versão incompleta destas escolhas está aqui.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
O nome e a coisa
Quase todas as edições online dos jornais têm a notícia, mas só um jornal diz o nome:
"O advogado Paulo Sá e Cunha, responsável pela defesa do ex-provedor da Casa Pia, Manuel Abrantes, referiu-se, hoje, no início das suas alegações, a um documento que levanta suspeitas do envolvimento do ex-ministro Paulo Portas no escândalo de pedofilia" - Público
«É ou não de estranhar que este documento estivesse guardado por Catalina Pestana e não estivesse nos autos?» questionou o advogado, lembrando que o manuscrito continha o nome de um político ligado ao Governo da altura (PSD/CDS-PP), o mesmo Executivo que a nomeou para dirigir a instituição. - Sol
No início das suas alegações finais, o advogado Paulo Sá e Cunha fez críticas à investigação, atacou Catalina Pestana, revelou não partilhar a tese da cabala, mas envolveu o CDS no escândalo. - Correio da Manhã
ACTUALIZAÇÃO: O Público alterou aquele 'lead', passando a falar apenas em "suspeitas do envolvimento de um ex-governante".
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Padrões bem conhecidos
"O papel da Comunicação Social na esmagadora maioria dos processos sobre pedofilia em todo o mundo tem sido simultaneamente responsável e irresponsável, sério e manipulador, justo e perverso, mentiroso e clarificador, difamatório e defensor dos direitos dos cidadãos, informativo e persecutório, incompetente e de alta qualidade, honesto e sem escrúpulos.A cada um destes adjectivos corresponde normalmente uma publicação, um canal de televisão ou uma estação de rádio que escolhe, à partida, um dos três campos possíveis: o da acusação (sem qualquer juízo crítico), o da defesa (sem qualquer distanciamento) ou o da simples Verdade. Ou um quarto: o dos vendedores da banha da cobra. A esses interessa é vender, mesmo que o produto prejudique a saúde.
No caso Casa Pia encontramos de tudo isto. Assim, tenho como projecto de segundo livro um estudo sobre o comportamento da Imprensa e Televisão portuguesas neste caso polémico e estranho, mas que, já não tenho dúvidas, obedece a padrões bem conhecidos."
Carlos Cruz, Preso 374, Oficina do Livro, 2004
sábado, 4 de outubro de 2008
Coisas do fim-de-semana
Muito interessante, o "Expresso". Na edição de hoje:
- revela uma lista de vários artistas, num total de
- recorda que o julgamento do "caso Casa Pia" está na recta final, com as alegações finais a terem início a 20 de Outubro."A dimensão do processo assusta: 60 mil folhas, 250 volumes, 992 pessoas ouvidas (só em julgamento) nas 398 sessões realizadas até hoje";
- explica que "a relação Marcelo/RTP já não está intacta", porque "a direcção da RTP cortou, com o acordo do professor, 15 minutos em ‘As Escolhas de Marcelo’ e prepara-se para diversificar o comentário na estação" (daqui a uma semana, João Adelino Faria passa a apresentar os telejornais de fim-de-semana, onde terão lugar comentadores de vários quadrantes, por anunciar);
- prevê que a eutanásia vá ser o tema fracturante da próxima legislatura. " O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda tem estado a estudar o assunto, ouvindo especialistas de Medicina, Direito ou Psicologia. E também testemunhos de familiares de doentes terminais, que relatam a dimensão do sofrimento dos últimos anos de vida. 'Iremos avançar com um projecto de lei sobre o suicídio assistido. Não está previsto para esta legislatura. Mas tudo está aberto para os próximos anos', afiança o deputado Luís Fazenda.
sábado, 31 de maio de 2008
Cuidado com os Rapazes
Na "Time Out Lisboa" de 28 de Maio; excerto: O livro demorou seis meses a ser escrito. E apesar da temática e da linguagem, o autor não hesitou numa vírgula. “Não quero saber se as pessoas vão pensar que sou gay. Sei o que sou e não tenho telhados de vidro”. Ao seu lado, durante a escrita, esteve sempre a mulher, a actriz Maria Vieira. “Ia lendo à medida que eu escrevia. Houve momentos em que ela jogava as mãos à cabeça e achava que ninguém me ia publicar, mas gosta muito da história”.
Num café no centro de Lisboa, Fernando Duarte Jorge, de 46 anos, fala à Time Out do seu primeiro romance, O Jardim dos Perversos – que já está nas lojas e vai ser apresentado na próxima terça-feira, dia 3, às 18.30, no El Corte Inglés, pelo antigo investigador criminal Francisco Moita Flores.
A história mostra o dia-a-dia de 19 adolescentes arruaceiros que vivem em Moscavide no fim dos anos 70. São filhos de famílias pobres e passam o dia na rua a roubar discos nas lojas, a assaltar homossexuais, a fumar droga, e, muitas vezes, a prostituir-se. São imorais, mas professam uma lealdade mútua à prova de bala.
(...)
Dos 34 capítulos, dez giram em torno do sexo entre homens. Há passagens que remetem para a pedofilia, embora o autor informe que não quer confundir as coisas. “A homossexualidade é uma atracção como outra qualquer. A pedofilia é um dos piores crimes que há. Quando eu tinha 14 anos e ia ao terminal de comboios do Rossio via grupos de homens a manterem conversa com miúdos”, recorda. “Acontecia às claras, à vista da polícia. Os adultos compravam sexo às crianças, muitas delas provavelmente eram da Casa Pia.” Terá sido o caso de pedofilia naquela instituição que o levou a incluir episódios de pedofilia no livro? “É natural que esses acontecimentos recentes tenham reavivado a minha memória. Sei que hoje continua quase tudo na mesma, simplesmente há 30 anos era à luz do dia”, responde. Bruno Horta
Artigo completo aqui.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Fumar é uma liberdade
Fui encontrar no meio de revistas velhas, uma "Grande Reportagem" de há três anos. Praticamente três anos. Foi publicada a 15 de Janeiro de 2005. Entretanto, a revista, que era publicada ao sábado com o "Diário de Notícias" e "Jornal de Notícias" morreu e deu lugar à "Notícias Sábado".Naquela altura, ainda a tragédia José Sócrates não existia, embora a tragédia Santana Lopes, que estava a terminar, não fizesse adivinhar outra coisa.
O interessante neste número da "Grande Reportagem" (então dirigida por Joaquim Vieira, que esta semana se tornou Provedor do Leitor do "Público") talvez não seja o tema de capa. Além de uma reportagem de Felícia Cabrita sobre o embaixador Jorge Ritto, propósito do caso Casa Pia ("O Pequeno Embaixador", com o relato de um jovem de 24 anos que terá vivido com Ritto na embaixada de Portugal em Paris), o que chama a atenção é a crónica de Pedro Mexia sobre a proibição de fumar em bares e locais nocturnos. Agora que a proibição já não é hipótese, mas facto consumado (por enquanto), vale a pena recordar o que escreveu Mexia:
"Não fumar em bares e locais nocturnos? Que espécie de idiotice é essa? A polícia dos costumes mascarada, mais nada. Acho que as pessoa são livres de fumar ou não, se se estiverem a matar apenas a si mesmas com a nicotina e o vício. Não tenho nada contra o vício. Robespierre é que não tinha vícios. Eu não fumo, nem pretendo fumar, mas defendo convictamente os fumadores. Na sociedade puritana em que vivemos, nesse puritanismo pútrido que se disfarça de progressismo, fumar é, como na adolescência, uma afirmação. (...) Fumar ganha foros de afirmação individual. De reivindicação de uma liberdade. Bogart aprovaria. Eu também."
domingo, 16 de dezembro de 2007
Raparigas são principais vítimas de pedofilia
Das 1114 queixas investigadas pela PJ até ao fim de Novembro, 75% referem-se a abusos contra meninas até aos 14 anos, sendo 90% dos agressores homens.
sábado, 31 de março de 2007
Cesariny deu um milhão de euros à Casa Pia
A propósito disto, é interessante recordar o que disse Cesariny sobre a Casa Pia numa entrevista ao Público, em 1 de Dezembro de 2004:
Tem acompanhado o chamado “caso Casa Pia”?
O escândalo de pedofilia é a exploração de um estado deplorável. Quando se começou
a falar disso, tive um pensamento fúnebre. Lembrei-me de que há países onde se descobrem escândalos nas universidades e outros países onde se descobrem escândalos de pedofilia. Mas, que eu saiba, não há nenhum país que junte as duas coisas, como o nosso. Temos um escândalo na Casa Pia e outro na Universidade Moderna. O podre está muito disseminado. Às vezes também penso: se tanta gente quer isso, porque é que não os deixam em paz…
domingo, 18 de março de 2007
Procurador João Guerra proibiu que o fotografassem no Parlamento
Mão a cobrir a cara, rodeado de seguranças, chegando 25 minutos antes da hora marcada, o procurador do Ministério Público (MP) João Guerra fez tudo para não ser registada a sua ida, ontem à tarde, à comissão parlamentar de inquérito sobre o "Envelope 9". Não bastava. Minutos depois, o deputado Vera Jardim, que preside àquela comissão, saía da sala para informar os repórteres fotográficos e os cameramen de que o procurador, alegando o seu direito à reserva de imagem, não autorizava que qualquer fotografia fosse publicada, que algum registo televisivo fosse transmitido.
Se à entrada ainda ali não estavam todos os jornalistas, a insólita situação concentraria naquele corredor da Assembleia da República cada vez mais profissionais da comunicação social.
No final do audição, o deputado socialista Vera Jardim, ladeado por Guilherme Silva (PSD) e por João Rebelo (CDS), chamava de novo jornalistas e operadores para repetir o que dissera antes, acrescentando que, entretanto, a própria comissão tinha deliberado, "por unanimidade", que "não deveriam ser tomadas imagens do senhor procurador".
Até porque, acrescentava Vera Jardim, "a reunião foi à porta fechada", João Guerra manifestara o desejo de não haver registo, "para salvaguarda da sua privacidade e até da sua própria segurança", e, "naturalmente, muito menos prestará qualquer declaração".
E quando o magistrado, óculos graduados e gravata às riscas, abandonava a sala, um repórter não resistiu, disparando a objectiva - e levaria logo uma pancada no flash com a mão do procurador do MP.
Mas, afinal, como foi a audição, pedida pelo BE sob a alegação de que a versão de João Guerra contrariava a do ex-procurador-geral da República, Souto Moura? "Muito útil", sintetizavam os parlamentares.
A questão era tentar perceber se as cinco disquetes com a facturação detalhada da PT foram entregues à Secção de Tratamento e Análise de Informação da PJ, como parecia deduzir-se de declarações de João Guerra constantes do texto do inquérito da própria Procuradoria, ou nunca foram sequer abertas, como sustentara Souto Moura.
"Ficámos todos esclarecidos", declarava o social-democrata Guilherme Silva". "Foi apresentada uma tese explicativa", adiantava o bloquista Fernando Rosas. Mais nada. Afinal, os deputados também tinham decidido não fazer comentários aos jornalistas.
Fernando Madaíl
sábado, 30 de dezembro de 2006
"Irei manter a ambiguidade até ao fim da vida", diz Herman José
Fica em qual História? Na do jornalismo (porque nunca outros jornalistas tinham conseguido confissões destas), na do entretenimento (nunca um actor/apresentador/humorista português se confessou publicamente desta forma) e, enfim, na da intimidade exposta em Portugal (como as falsas estrelas não contam, acho que se pode dizer que nunca alguém que conta falou sobre a sua intimidade desta forma).
E que diz Herman? Talvez esta parte, sobre a orientação sexual dele, seja a mais interessante:
No novo programa vai ter um «gay». É uma atitude provocatória?
Não! Provocar foi na altura própria, quando estava acusado. Nunca o meu «Nelo» foi tão disparatado. Fiz questão de mostrar que não ia fazer o mínimo esforço para que pensassem que a partir daquele momento iria fazer papel do santinho. Usei bem o facto de ter a bola vermelha no canto do «Herman SIC». Ter agora um «gay» neste programa é o mesmo que ter uma chique ou uma prostituta…
São «cromos» que funcionam sempre?
A bichice dá muita vontade de rir. E o «Nelo» mexia numa coisa que é fatal: casar para ter uma fachada, e subir na carreira... Conheço demasiados casos destes.
No meio artístico há muitos casos de ambiguidade quanto à orientação sexual. O Herman é um deles.
Sempre achei divertidíssimo. Tenho uma querida amiga, uma louraça explosiva, com quem apareço em muitos sítios e quando chegamos fica tudo muito incomodado. É quase uma comoção! Mas se chegar com o rapaz mais bonito do mundo, aí já é tudo normal (gargalhadas). Já inverti os papéis, o que é fantástico.
Gosta dessa ambiguidade?
É uma forma de sacanear as pessoas que me diverte imenso. Quando vou com ela para Nova Iorque, se houver portugueses no hotel e virem que estamos no mesmo quarto, ficam em estado de choque: «No mesmo quarto?! A fazer o quê?!»
Não teme que o público o rejeite?
O público mais simples está-se a borrifar. Essa preocupação é sempre ao nível de uma comezinha classe média-alta que vive da pequena coscuvilhice e que saliva a pensar nessas coisas. Eles próprios muitas vezes não estão bem resolvidos e diverte-me fazer-lhes cócegas. É uma ambiguidade que irei manter até ao fim da vida. Jamais mexerei uma palha para provar seja o que for.
Diz-se que a sua ambiguidade seria esclarecida após a sua mãe partir…
É mentira. A minha mãe faz parte da minha intimidade. Ela vai comigo para Ibiza. Acham que fica fechada no armário?
Põem-no à prova?
Sobretudo as mulheres adoram pôr-me à experiência. E geralmente saem sempre felizes e satisfeitas (gargalhadas).
E os homens?
Tenho muito pouca saída com homens, não me perguntem porquê. Devo inspirar muito um tipo de carinho maternal.
Já contou como perdeu a virgindade com uma senhora mais velha.
Em Marbella, uma senhora maravilhosa chamada Joelle. Sinto-me muito confortável com as mulheres. A qualidade da amizade e do toque feminino não é comparável ao masculino. A capacidade masculina de gostar tem seis aromas e a das mulheres tem pelo menos 15 mil.
Quais são os seis aromas masculinos?
Pila, pila, pila, pila, pila e depois mais qualquer coisinha... (Gargalhadas)
Chegou a viver com duas mulheres.
Uma durante muito tempo, outra foi a primeira paixão avassaladora. Depois percebi que jamais poderia viver com alguém. Tenho um tipo de vida invejável: se me apetecer, no final desta entrevista, meto-me num táxi e vou para o aeroporto. É um privilégio que não tem dimensão. E como não tenho filhos...
Confessou que nunca teve filhos porque lhe iriam trazer vulnerabilidade.
É verdade. Somos completamente destrutíveis a partir dos filhos. A minha única porta de entrada é a minha mãe.
domingo, 15 de outubro de 2006
A semiditadura, segundo Herman José
- está ressentido com as críticas ao Herman SIC. Não aceita que, à luz do que fez no passado, não lhe desculpem a decadência. Mas admite-a:
“Considero-me um bom bife do lombo e não um hambúrguer. Bem cozinhado, tem categoria. Quando é transformado em hambúrguer, fica igual aos outros”. “O Herman SIC às vezes é hambúrguer. Agora, é injusto que, por isso acontecer, haja o esquecimento de que a carne é do lombo e que sou responsável por muitos bifes, servidos ao longo de 30 anos”. “Raras vezes se consegue juntar qualidade e audiências”. “Tenho medo de não ter a percepção a tempo do que está a acontecer”.
“Os últimos tempos desgastaram-me muito como marca e fui envolvido em demasiadas polémicas que não têm a ver com a coisa artística”. “Estou sempre atento aos sintomas. Por isso é que nunca deixo de fazer espectáculos ao vivo. Para mim foi um estímulo perceber que, mesmo quando fui alvo de críticas, as salas estavam sempre cheias”.
“O meu maior erro foi deixar-me aconchegado à monocultura do mesmo país. Não sinto o meu trajecto como perdido, mas seria mais feliz se não vivesse dependente de um micromercado. Agora estou a pagar o preço dessa preguiça”.





