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domingo, 3 de abril de 2011

Dizem que não têm espaço

«A Al-Jazira não é exibida nas televisões americanas porque não está incluída na oferta de canais das companhias de cabo.  [...] Oficialmente, as companhias de televisão por cabo americanas dizem que não têm espaço para comportar mais um canal ou que não existe público suficiente para justificar a inclusão da Al-Jazira na sua oferta. A Al-Jazira acredita que a relutância das companhias americanas tem a ver com a percepção negativa durante a administração Bush e o receio de perder assinantes se passarem a exibir o canal.»
Reportagem de Kathleen Gomes, Público, hoje; aqui.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"A Fire in My Belly"



Este vídeo, com mais de 20 anos, foi censurado em Dezembro de 2010 por um museu americano (National Portrait Gallery, em Washington). Mas esta semana foi comprado pelo MoMa (Nova Iorque) e está em exibição até Maio.

"A Fire in My Belly" foi realizado em 1987 por David Wojnarowicz (1954-1992). É uma dissertação sobre a era da sida. Com música de Diamanda Galás.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

"Isto é censura!"

"Se tinham os livros, porque é que não os punham nas livrarias? Se havia pessoas a querer comprar, porque diziam que estava esgotado? Não queriam que o livro estivesse à venda! Isto é censura! Faz lembrar os tempos de antes do 25 abril. Censura a um autor, não é sequer a um livro."
Maria Teresa Horta, aqui

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"Controlar os patrões"

"No único almoço que o “Sol” teve com Sócrates em São Bento, ele às tantas disse-me que “isto de a gente tentar comprar jornalistas é um disparate, porque a melhor forma de controlar a imprensa é controlar os patrões”."
José António Saraiva

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Do 16º para o 30º lugar

"A organização Repórteres Sem Fronteiras considera que a liberdade de imprensa diminuiu este ano em Portugal, com uma queda do 16º para o 30º lugar na lista dos países que mais respeitam o trabalho dos jornalistas."
[Diário de Notícias, hoje]

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Memória e experiência

Sente que o exercício do jornalismo é hoje mais complicado em Portugal?
É cada vez mais complicado de facto, não propriamente pelo aumento de tentativas de condicionar a boa prática jornalística, mas pelas novas formas como são feitas. Nós hoje temos uma profissionalização das fontes de informação, ou seja, muita da informação que nos chega às mãos passa por agências de comunicação que trabalham com todos os sectores: do empresarial, ao cultural, político, ambiental, enfim, há uma informação que nos chega filtrada, embrulhada num lindo pacote, sem mácula, e com um cartão que diz, ora aqui tens uma informação que é importante passar para o público porque é do interesse do público saber que existe. E não é assim, porque as agências ou os gabinetes de comunicação trabalham com profissionais de marketing, antigos jornalistas e outros que sabem exactamente como funciona a lógica das redacções. E tudo isto faz parte do xadrez em que vivemos. Por isso é que é tão importante haver nas redacções profissionais bem preparados, perspicazes, que tenham memória, e isto é de facto muito importante: memória e experiência, para que se perceba desde logo o que é do interesse de grupos particulares e o que é de interesse público. É só isso que está em causa no papel do jornalista e é para isso que o jornalista trabalha, para o público. Para uma sociedade mais informada e, portanto, com menos margem para ser manipulada.

[Clara de Sousa, no jornal i, hoje; aqui] foto não creditada no site do jornal

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Exigência omnívora

"Nas questões de fundo que realmente podem pôr em causa a liberdade de imprensa, as pessoas passam por elas como gato sobre brasas. Por exemplo, a precariedade do emprego: seria interessante ver os níveis médios de remuneração do jornalismo português. Sei de pessoas que trabalham dez anos num jornal e recebem 1000 ou 1200 euros. Um jornalista assim terá dificuldade em ser independente. (...) A construção de uma peça exige tempo, reflexão, especialização, mas hoje o jornalismo está confrontado com uma exigência omnívora: o jornalista tem de tocar em economia, política, sociedade, fazer isto e aquilo para amanhã e adaptar o texto para vários formatos. Esses aspectos sim, põem em causa a capacidade de fazer a investigação e respeitar princípios básicos da profissão, como o contraditório, ou evitar o anonimato das fontes - que era uma excepção e agora é regra."
[Azeredo Lopes, presidente da Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), em entrevista ao jornal i, ontem, aqui]

sábado, 7 de março de 2009

Censura do "jornal oficial"

"O incidente entre José Eduardo Martins (PSD) e Afonso Candal (PS), que acabou quinta-feira com insultos do social-democrata ao deputado socialista, não vai ter consequências internas e as frases polémicas nem sequer vão figurar nas actas da reunião, que ontem estavam ainda a ser transcritas pelos serviços da Assembleia da República (AR).
Tanto a direcção da bancada do PS como a do PSD e a própria mesa da AR se certificaram de que as frases não seriam transcritas na acta. Aliás, a regra desde a década de 80 -- depois de uma troca de palavras azedas entre Francisco Sousa Tavares e Jerónimo de Sousa -- é que o Diário da Assembleia não transcreve palavras obscenas ou asneiras, por ser "um jornal oficial". E, de facto, na versão a que o PÚBLICO teve ontem acesso, as palavras polémicas alegadamente ditas -- "vai para o c[aralho]" -- não aparecem. Até porque os funcionários terão tido dúvidas sobre o que realmente foi dito."
[no "Público", hoje]

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terça-feira, 5 de agosto de 2008

"Don't ask, don't tell"

Os jornalistas da CNN estão proibidos dar opinião na Internet sobre assuntos da actualidade. Não podem opinar em blogues, chats ou redes sociais, como o Myspace ou o Facebook. A regra aplica-se também aos freelancers e aos estagiários. Notícia aqui.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Primeiro o ambiente, depois a desigualdade

Um amigo que esteve por estes dias em Havana a fazer turismo trouxe exemplares da mítica imprensa do regime. Um "Granma" e um "Juventud Rebelde", que se publicam há 44 e 43 anos, respectivamente, em Cuba.

Lê-los não pode deixar de ser emocionante. O "Granma" de 10 de Junho destaca, entre outras coisas, o 80º anivesário de Che Guevara. "Hoy está más vivo que en sus cuatro décadas de existencia real. Además, son raros los revolucionarios que como Mao y el proprio Fidel, envejecen". Espanto absoluto é a mensagem comunista vir conforme a nova moda de defesa do ambiente: "Cual es la mejor manera de conmemorar los ochenta años del Che? Construir un mundo sin degradación ambiental, hambre y desigualdad social!".

Além de notícias obviamente não neutras, vem no interior de um e de outro jornais a programação televisiva dos quatro canais oficiais (Cubavisión, Tele-Rebelde, Canal Educativo e Canal Educativo 2). As noites da Cubavisión têm "A Anatomia de Grey" e "Dr House", séries originais da ABC e da Fox. Quem diria...

domingo, 30 de dezembro de 2007

"Sócrates não tem princípios"

Pacheco Pereira e António Barreto analisaram o ano de 2007 e fizeram conjecturas para 2008 no "Expresso" de ontem. Muito interessante. Só é pena que sejam sempre os mesmos, nos mesmos sítios, com as mesmas opiniões. Excerto:

Pacheco Pereira:
"Sócrates é muito dominado pelo sentido de eficácia e utilidade, não tem princípios, é um homem característico dos tempos modernos."


"2008 vai ser sobretudo um ano de muita propaganda, uma actividade em que ao lado deste Governo os homens do SNI fariam figura de meninos de coro."

António Barreto:
"A lógica do Governo é dar nas vistas, comprar votos e tornar as pessoas dependentes, gratas e reverentes. Isto é detestável, isto é uma sociedade detestável."

"A comunicação social tem vindo nos últimos anos a perder o que eu chamo o trinómio brio, dignidade e independência. Esta situação resulta, em primeiro lugar, da precariedade do emprego, o recurso crescente a jovens estagiários mal formados, mal preparados. Essas pessoas não têm dignidade profissional e brio deontológico porque são dependentes."

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Notas

1 - Finalmente, começaram as guerras no Conselho Regulador da ERC. No "Expresso" do dia 15, Rui Assis Ferreira e Luís Gonçalves da Silva criticam as intervenções públicas de Azeredo Lopes e Estrela Serrano. “Considero que no exercício de cargos públicos existe um dever especial de urbanidade, contenção e ponderação que lamentavelmente nem sempre tem sido cumprido”, diz Gonçalves da Silva. O Indústrias Culturais fala sobre o tema.

2 - O novo romance de António Lobo Antunes chama-se "O Meu Nome é Legião" e vai ser publicado em Outubro pela D. Quixote. O romance, diz a editora, usa linguagem de relatório policial e descreve "o quotidiano de um bando de uma zona a que o autor chama simplesmente Bairro e que pode evocar as zonas periféricas das grandes cidades".

4 - O "Sol", um ano depois: "Fomos alvo de concorrência desleal por parte de alguns títulos, cujo nome eu não gostaria de citar. Tiveram uma atitude de chantagem para com os anunciantes, em que ofereciam descontos àqueles que não colocassem anúncios no Sol", diz José António Saraiva ao DN.

5 - Sally Field ganhou ontem à noite o Emmy para Melhor Actriz Principal em Série Dramática e foi censurada. A Fox, que transmitia a cerimónia, cortou as imagens quando a actriz disse: "If mothers ruled the world, there would be no god-damned wars in the first place". Vídeo:


sábado, 1 de setembro de 2007

Imagens erradicadas

"A verdadeira história da guerra no Iraque está a ser erradicada da imprensa mainstream" pelas "corporações que controlam o acesso às imagens", dizia ontem, em conferência de imprensa [Brian de Palma]. O filme [Redacted] é "a tentativa de mostrar ao público americano o que se está a passar no Iraque. Essa realidade está hoje disponível na Internet, mas era necessário trazê-la a um público mais diversificado. Só posso esperar isto: que as imagens, a partir do momento em que são conhecidas, façam parar a guerra". "Público", hoje

There's no doubt Redacted packs an extraordinary emotional punch. It ends with shocking still photos of Iraqis, dead, disfigured or in extreme distress because of the war. This montage left the audience at a Venice press screening stunned, silent and in a few cases tearful. telegraph.co.uk

domingo, 19 de agosto de 2007

Coisas do fim-de-semana

É uma das fotos de Pedro Pacheco publicadas no número de Julho/Agosto da revista Dif. Mostra a maquilhadora (trabalha sobretudo em moda) Antónia Rosa e o filho.


"El Club Bilderberg - Los Amos Del Mundo", da jornalista espanhola Cristina Martín, foi publicado há dois anos e em Março último conheceu segunda edição, revista e actualizada. O título explica bem de que se trata. Lá dentro (300 páginas) nem tudo está sustentado. Por vezes, a autora é militante. Muitas fontes são anónimas, mas também há documentos, como a lista de participantes na reunião Bilderberg de 2006.
O Frederico Duarte Carvalho há muito que fala sobre isto.


Parece que há bailarinos (franceses) que se preocupam com explicar (comunicar, promover, etc.) o trabalho marginal a que se dedicam. A imagem é da capa do primeiro número, de Abril último, da revista "Les Cahiers du CCNRB". O editorial, assinado por Catherine Diverrès, não podia ser mais esclarecedor:
"Quel est le fil qui relie ces cahiers thématiques et quels sont sinon les enjeux, les soubassements désirables, désirés, le cheminement sensible et conducteur? II pourrait se nommer comme un «entre», une liaison qui restitue par les mots l'amont du travail de création, ce qui l'a nourri et motivé, une cartographie de son processus, les appuis historiques, sociologiques, contextuels, intimes, esthétiques, expérimentaux, qui soutiennent l'architecture mentale et sensible à l'apparition d'une oeuvre, du geste ou de l'action chorégraphique."

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Dispensado por email

Vicente Jorge Silva, no "Sol" de 23 de Junho, sobre o "Diário de Notícias":

Fui expeditamente dispensado – através de e-mail e na véspera da publicação de um último artigo – de escrever num jornal onde colaborava há alguns anos. Isso aconteceu depois de ter assinado dois textos ‘heterodoxos’ sobre o actual primeiro-ministro e, nomeadamente, acerca da sua licenciatura polémica na Universidade Independente.
Por coincidência, o novo director desse jornal – que antes se distinguira, noutro órgão de informação que dirigia, por posições hostis ao PS e uma campanha difamatória contra Ferro Rodrigues – assumiu logo o estatuto de defensor oficioso de José Sócrates na controvérsia sobre o currículo académico do chefe do Governo. Também por coincidência, a linha editorial do dito jornal passou desde então a reflectir um zelo propagandístico dos actos governamentais em estilo marcadamente ‘pravdiano’ (ou, se quiserem, ‘pavloviano’). E igualmente, decerto, por coincidência, o grupo empresarial de que esse jornal faz parte aparece como forte concorrente na disputa pelas novas concessões que o Governo atribuirá para expansão do espaço televisivo.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

"Os espaços para escrever ou publicar vão diminuindo"

Eduardo Prado Coelho fala sobre o medo em Portugal. No "Público", hoje:

"Se considerarmos o ambiente geral que se vive no país, a sensação é de inquietação, frustração ou medo. Todos estão um pouco inquietos porque os espaços para escrever ou publicar vão diminuindo. Todos estão frustrados porque muitas vezes não encontram os interlocutores adequados (veja-se o caso dos professores). Todos estão algo pressionados porque têm medo de perder o emprego e nestas circunstâncias o melhor é estar quieto. E podemos dizer que todos estão ainda impressionados com o facto de se estar a acentuar um clima em que as empresas privadas dominam sobre os serviços públicos e portanto os mais variados interesses económicos aparecem à frente de tudo o resto."

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Discriminação laboral ganha novos contornos

No "Público", hoje:

A orientação sexual, a deficiência, a doença crónica e o estilo de vida são factores “novos” de discriminação laboral, identifica a Organização Internacional do Trabalho, no relatório global hoje divulgado.

O mesmo documento, elaborado de quatro em quatro anos e a que o PÚBLICO teve acesso, acrescenta que se mantêm as “formas de discriminação tradicionais”, decorrentes do sexo, da idade ou da raça, e que aumentam as injustiças relacionadas com os imigrantes e as minorias étnicas.

A discriminação de género – frequente nos casos de gravidez – continua a afectar “o maior número de pessoas” e “parece estar a aumentar nalguns países”, enquanto a desigualdade salarial entre homens e mulheres “permanece um problema em todo o mundo”. Sofia Branco

segunda-feira, 7 de maio de 2007

A marmita da minoria, segundo Fialho de Almeida

Foi "romancista, pamfletário, crítico ilustre e o mais forte e original prosador da sua geração", segundo reza a lápide colocada em 1926 na casa onde nasceu, em Vila de Frades, Baixo Alentejo. Nasceu há 150 anos, Fialho de Almeida, no dia 7 de Maio de 1857 (morreu a 1 de Agosto de 1926).
O escritor Manuel da Fonseca juntou crónicas e contos dele, em 1984, no volume "Antologia de Fialho d'Almeida", edição das Câmaras Municipais de Cuba e Vidigueira. 3500 exemplares, hoje esgotadíssimos.
É lugar-comum falar da actualidade de escritos antigos para com isso os valorizar. É o caso. Excerto da crónica "Liberdades Coarctadas":

A pretexto de que a pátria reclama sacrifícios têm os governos do Sr. D. Carlos recolhido, uma a uma, todas as liberdades públicas e regalias conquistadas a preço de lutas, pelas gerações intelectuais dos últimos sessenta anos.

Não há exemplo d'um despotismo mais cinicamente refalsado, e todavia a opinião pública vai deixando violar o património das liberdades populares, sem que um assomo de raiva lhe enclavinhe as mãos no frenesi da mesma sede de esforço. Supressão do sufrágio e da liberdade de escrever, falar, assobiar e reunir, violações do domicílio e do segredo das cartas, assalto à autonomia municipal — todos estes crimes cometidos pelo governo em nome d'uma minoria privilegiada que defende a sua marmita, passam por cima da multidão sem a comoverem, como coisas inventadas por algum repórter fértil em racontos.

Assim, a lei da imprensa, que põe o autor do mais anódino artigo à mercê das meticulosidades do poder judicial, e dá ao governo a força para em duas horas suprimir qualquer jornal que o incomode, a lei da imprensa que já tem nas cadeias oito jornalistas republicanos, sobre outros tantos que andam pela Europa, desgraçados, à parte as perorações platónicas das vítimas, não deu de si sequer um movimento de simpatia colectiva pelos vencidos, e Heliodoro Salgado e Alves Corrêa, Bazílio Telles e José Pereira Sampaio, lá continuam no cárcere ou no exílio, sem que um remember da turba lhes adoce as amarguras do sacrifício feito por amor e interesse dela. O governo, sob pretexto de interdizer a função de associações de carácter político ou filantrópico, impossíveis de habilitar pela nova lei, intimou despejo aos clubes democráticos, a grande número de sociedades de educação e socorros mútuos, e nem um grito levantado na rua contra esta infamíssima medida, que enquanto fulmina associações suspeitas de republicanismo, deixa à vontade dos centros monárquicos, que são ao mesmo tempo em Lisboa casas de batota e oficinas de empregomania abomináveis! O domicílio é inviolável enquanto o cidadão vota com o governo, põe luminárias nos anos reais, ou dá para os «Te Deum» congratulatórios das melhoras do Sr. Lopo Vaz. Desde que o governo civil manda seguir os suspeitos políticos, e faz a lista dos homens «perigosos», escusa o cidadão de se cuidar seguro no seu ninho: ao menor pretexto, a polícia entra-lhe em casa, arromba-lhe as gavetas, viola-lhe os papéis, e insultar-lhe-á a mulher se acaso esta chorar.

(...)
Ondas de trabalhadores nas ruas, desocupados, mal vestidos, macilentos de miséria, oferecendo o braço que ninguém lhes assalaria, pedindo esmola que ninguém lhes dá, e dormindo enfim ao acaso, nas praças e terras adjacentes aos bairros em construção. De quando em quando, a polícia forma cordão de roda destes coiós, apanha a pobre gente como quem apanha cães vadios, e toca de a aferrolhar no Limoeiro sem mais explicações! Fialho de Almeida

"Os portugueses estão fartos de pagar os africanos"

A propósito de um certo resultado eleitoral, vale sempre a pena recordar isto.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Hoje é dia mundial da liberdade de imprensa

O Sindicato dos Jornalistas escreveu uma mensagem a propósito deste dia. A passagem seguinte é extremamente importante. Embora não se refira apenas à realidade portuguesa, ganha maior dimensão no quadro da "claustrofobia democrática" em que vivemos.

"Mantêm-se e agravam-se os fenómenos de precariedade – sob várias formas, como os contratos a termo, os falsos recibos verdes ou a nomeação para funções de chefia em comissão de serviço – que atingem inúmeros jornalistas, condicionando a sua consciência e limitando a sua liberdade. Em muitas redacções, os jornalistas vivem sob o medo permanente de um despedimento arbitrário, sob o eufemismo de “convite para a rescisão amigável” do contrato de trabalho; sob a ameaça de serem os dispensados na “reestruturação” seguinte; sob o pânico de desagradarem à hierarquia, de serem destituídos de funções de chefia ou de verem congelados os seus salários. Nalgumas redacções, há quem tenha medo de ser eleito membro do Conselho de Redacção ou delegado sindical, e há até quem tenha medo de ser sindicalizado, temendo desagradar aos patrões e às hierarquias. Tal precariedade e tal condicionamento das consciências e da vontade comprometem a liberdade de imprensa sem que os cidadãos tomem verdadeira consciência desse facto e sem que os poderes democráticos intervenham".

Na íntegra, aqui.